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Sense8, Crítica

13 de junho de 2015, POR

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Sense8 estreou recentemente na Neflix, veio com um grande apelo no gênero de ficção cientifica mas, mais prometeu do que realmente inovou. Veja agora a crítica da série – e já aviso, provavelmente teremos opiniões bem divergentes.

© Material de divulgação passível de direitos autorais.

A série de ficção cientifica dos Wachowshi está disponível na Netflix.

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A série de ficção cientifica dos Wachowshi está disponível na Netflix.

Os irmãos Wachowski estão de volta com Sense8. Até hoje, não houve nada como a obra prima de Matriz. Sense8 estreou recentemente na Netflix, com doze episódios. Uma boa ficção cientifica mas que trouxe consigo uma enorme carga publicitária e apelação do público acostumado a mais apreciar o que está vendo do que ao que está interpretando.

Sense8 trouxe uma sensação que a melhor história de ficção cientifica que estaria prestes a explodir cabeças, porém mesmo com um roteiro promissor e repleto de vertentes para criar e definir personagens, fica longe de ser uma ótima série em sua construção.

A proposta de Sense8 sempre foi muito clara, desde seu anúncio. Após um acontecimento, oito mentes espalhadas ao redor do mundo são conectadas para sempre. Oito pessoas vivem suas vidas, em seu próprio universo social, com segredos e ameças, todas conectadas. Pessoas comuns, renascidas com um inimigo comum e um destino traçado.

Sense8 foi planejada, assim como outras séries, para apresentar uma trama desenvolvida em cinco temporadas. Ao longo de sua primeira temporada, a série apenas confirma uma coisa: muitas temporadas para pouca trama, o que ajudou bastante na “enrolação” da primeira temporada para seguir adiante.

A verdade é que Sense8 tem um grande potencial na história apresentada. Imagine as possibilidades e desafios de apresentar pessoas completamente diferentes, conectadas? São infinitas, mas, não haveria uma necessidade de se estender demais a trama da primeira temporada apenas para abrir espaço para outras.

A série começa com um ar misterioso, apresentando acontecimentos simultâneos que, a primeira vista, parecem um amaranhado complicado de coisas que vão se ajeitando ao longo dos minutos que se passam. Tudo começa com a instigante e misteriosa personagem de Daryl Hannah.

Por algum motivo, até então desconhecido, ela parece ser o centro onde tudo se inicia, e mostra-se capaz de estabelecer uma comunicação com oito pessoas que estão conectadas, até que leva fim a sua própria vida. Os momentos iniciais da série são apreensivos, apresentando todos os personagens, e tentam exaurir os limites que a série vai mostrar ao espectador.

Entretanto, a trama elaborada por Sense8 tem um ritmo muito lento e cansativo, principalmente para episódios com cerca de uma hora. É constante a necessidade para que algo aconteça em tela e sinta a sensação que deva continuar assistindo. No fim, somente se você conseguir passar pelo quarto/quinto episódio começa a se apegar a série, mas é um longo caminho até esse momento de epifania.

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8 pessoas conectadas, culturas diferentes são exploradas em Sense8.

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8 pessoas conectadas, culturas diferentes são exploradas em Sense8.

No núcleo principal, os conectados são: Capheus, Riley, Will, Lito, Sun, Wolfgang, Nomi Kala. Capheus advindo da cultura africana e repleto de sorrisos e esperança. Riley, uma DJ envolvida com a noite e as drogas. Will, o policial com a carga psicológica exaustiva de seu trabalho. Lito, o típico ator que lida com seus piores conflitos internos. Sun, enfrentando a sociedade machista e opressora. Wolfgang, envolvido com o mundo do crime. Nomi, oprimida pela família devido a sua sexualidade. E Kala, indiana em busca de seu valor na sociedade.

Se houver quem negue que Sense8 está cheia de esteriótipos caricatos com clichês, não está assistindo a mesma série. A cultura e a sociedade de cada um traz apenas o que elas representam. Os personagens que mais vão encantar o público são Sun, Nomi e Riley. Três personagens nitidamente criadas e elaboradas para apelar ao máximo junto ao gosto popular do público Netflix.

Porém, este não é o problema com Sense8. Os personagens são a certo nível interessante, cada um representante de uma cultura e universo completamente diferente. Existem diversas possibilidades para explorar a conexão entre eles. Mas, ao mesmo tempo, o esteriótipo chega a atingir os limites absurdo do caricato, muita das vezes, forçando carisma por parte dos espectadores.

Ao mesmo tempo que apresentam as personagens mais apelativas para criar uma sensação de que a série está realizando um bom trabalhado levantando “excelentes questões”, ofuscam personagens como Capheus e Kala. Claro, todos tem seu grande momento, mas nada brilhante como deveria ser.

Fica notável que alguns personagens tentam representar a verdadeira crítica sobre sociedade que está ao redor, outros apenas aparecem para lançar o espectador a “modinhas” sem apresentar uma necessidade real para isso, deixando de explorar aquele universo com a realidade que o cerca. Em alguns momentos, principalmente no inicio, tudo é muito fantasiado e estereotipado.

Com o tempo, a partir da apresentação do episódio piloto, a série aparenta explorar um grande potencial e a verdadeira sacada da história: a conexão e a troca de experiências, habilidades, consciência e pensamentos uns dos outros. Existem algumas nuances em pequenos detalhes, que mostram que a conexão ainda acontece além deles.

Porém, alguma coisa acontece com a equipe de produção de Sense8, o mistério aparece um pouco ofuscado, apesar de contar com grandes momentos dos quais muitos vão até, quem sabe, se emocionar – vide a cena em que todos cantam a mesma música, What’s Up.

A série é vazia para o potencial de história que havia prometido ao espectador, falta algo na trama que instigue do que só apenas alguns momentos. Nada é realmente épico como deveria ser. Sense8 como uma saga nos cinemas, se sairia muito melhor nesse caso.

A série mascara sua simplicidade apresentando mais clichês misturados com uma ideia inédita transposto para as telas. Vale ressaltar e reforçar, a ideia de Sense8 é muito boa, mostrar conexões e como esse acontecimento afeta a cultura de um para outro misturando suas próprias culturas internamente.

Entretanto, a execução não consegue transmitir nada que realmente seja “de explodir cabeças”. Sense8 teve mais apelação publicitária do que mão na massa. Os efeitos especiais são bem elaborados, algumas cenas de ação ganham destaque, mas a ficção cientifica e o mistério se perdem nas relações humanas – alias, não assista perto de sua família, há várias cenas realmente quentes.

Do mais, os Wachowski são brilhantes na ideia mas erram na execução. É bem provável que muitas pessoas, inclusive você, gostem de Sense8 por apelar nos esteriótipos dos personagens, a única coisa que realmente vem sendo comentada. Sense8 é uma boa série, não para todos os momentos, não para toda hora, mas que vai se apagar ao longo do tempo.

Sense8, Crítica
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