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Opiniões

Haverá um apocalipse tecnológico?

5 de julho de 2015, POR

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A rebelião das máquinas. Um assunto que voltou a ser amplamente discutido com a estréia do filme que marca o reboot da franquia do Exterminador do Futuro. Mas, seria afinal, realmente possível ocorrer uma espécie de apocalipse tecnológico? Veja agora!

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Máquinas feitas para exterminar humanos? Seria um dos menores problemas da sociedade atual.

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Máquinas feitas para exterminar humanos? Seria um dos menores problemas da sociedade atual.

Enquanto é mais provável que haja um apocalipse climático e geológico ocasionado pelas próprias ações humanas – como você pode ver aqui ou aqui, é bem possível, também, enfrentarmos uma grande crise tecnológica em massa que destrua a essência da humanidade.

Onde tudo começa…

Quantos de vocês estão lendo este artigo em seus celulares? Quantos de vocês estavam nas redes sociais quando viram este artigo? Quantos de vocês realizavam uma busca no Google exatamente sobre um possível apocalipse tecnológico? Provavelmente muitos que estão lendo aqui e agora.

O mundo está se tornando cada vez mais amplamente conectado. Em uma pesquisa realizada no final do ano passado, foi identificado que o brasileiro gasta três horas e meia, em média no mínimo, conectado as redes sociais veja aqui. E, é possível que esse número já tenha crescido, principalmente entre os jovens da faixa dos 14 as 19 anos.

Afinal, enquanto os jovens passam por um período de estudo, sem tantas obrigações ou responsabilidade de administrar uma vida por completo, está se tornando cada vez mais normal acordar e dormir com o celular ainda em mãos. Já faz parte do cotidiano adolescente.

De um ano pra cá, um evento ainda mais forte vem acontecendo com a popularização do WhatsApp no início de 2014. Adultos entre 20 e 40 anos começaram a aderir a tecnologia e, muitas das vezes, acabam se apegando mais do que muitos jovens.

Sempre há exceções, é claro, mas está cada vez mais comum que as pessoas não desgrudem de suas conexões. Enquanto, por um lado isto é bom, por outro é péssimo para a própria humanidade em cada um de nós. Nos mantemos conectados e interagimos digitalmente com uma infinidade de pessoas, mas também não reconhecemos nossos próprios semelhantes.

No último ano, por exemplo, já enfrentei diversas situações pelas quais estava em meio a um grupo de pessoas, era incrível e evidente como a forma como cada um se comunica mudou. Ao mesmo tempo em que todos estavam lá, ao invés de realizar o contato verbal, olho no olho, conversam um com o outro pelos aplicativos sociais e dificilmente tiravam a atenção de seus aparelhos.

Se você nunca passou por uma situação desta nos últimos meses, das duas uma: ou você é a pessoa que esta concentrada nos aparelhos digitais, ou não tem saído muito ultimamente. Esse é, logicamente, um péssimo hábito para a sociedade.

Você já deve ter ouvido ou, até mesmo, lido artigos de dezenas de especialistas afirmando sobre o mal da tecnologia constante em nossas vidas. Mas, a verdade é que o maior mal é a quebra da comunicação baseado no relacionamento pessoal de cada individuo, o que gera o individualismo e a longo prazo a solidão, mesmo com tanto contato online.

Ainda que todos sejam excelentes pessoas comunicativas com dezenas de amizades virtuais ou, ainda, não deixando de estabelecer contato nem com o amigo que mora na casa ao lado por meio das redes sociais. A verdadeira comunicação tem começado a se tornar um pouco mais escassa.

Como consequências a sociedade está ficando sem paciência, não está sabendo lidar com as situações reais fora da “caixa” – ou aparelho – do dia a dia. Existe estudos em psicologia que expõe que a falta de relacionamento pessoal somada ao abuso da conectividade provocam perda das sensações, dos sentimentos, e em outros casos potencializa ao extremo nas situações reais.

Ainda há especialistas que comprovam que o abuso da conexão online provoca o aumento substancial da depressão e, você já sabe, diversos outros problemas não apenas psicológicos, que é o mais grave em muitos casos, mas físicos também.

Quando uma pessoa perde essa ligação “física-visual-social” com outras há um processo advindo da nossa natureza que trabalha em busca de saciar essa necessidade de estabelecer essa ligação. É este, alias, um dos principais motivos para que as pessoas defendam, ou martirizem, veemente uma pessoa online, por exemplo.

Ou ainda, é um dos principais motivos capaz de causar uma comoção generalizada entre diversas pessoas ao mesmo tempo por qualquer tipo de coisa que transborde qualquer tipo de sentimento – em marketing o gatilho para esse processo é chamado de “produto viral”.

Essa realidade comprova que com a conexão exaustiva as pessoas perdem o senso de direção, pois elas buscam justamente o que elas precisavam ter mas se esquecem de ter no dia a dia: envolvimento com quem está por perto, sem utilizar o meio online. Quem não anda esquecendo de viver cada pequeno momento, fora da “caixa”, da nossa curta vida na Terra?

Mas, onde entra o apocalipse tecnológico?

O fato é que o processo de conexão se tornou praticamente inevitável, a tendência é piorar se continuar na progressão com a qual lidamos atualmente. E um processo natural da internet é “quanto mais conexões, mais dados existem, mais controle existe” até que chegaria o momento em que a perda da conexão provocaria o caos generalizado.

Muitos podem não saber, mas o Google e as redes sociais sabem tudo sobre nós. Sabem onde moramos, sabem do que gostamos, sabem por onde andamos e sabe quem somos. Um simples relatório de analise de visitas em um site apresenta não apenas a cidade em que você está, mas também como descobriu o site, se você já teve por aqui antes, qual sua idade, seu sexo, seus interesses e uma série de outras informações precisas que podem ser utilizadas para criar o site perfeito para vocês.

Claro que todas essas informações tem uma identidade confidencial, o dono do site – por exemplo, eu – não sabe quem é quem nos relatórios disponibilizados pelo Google, entretanto, o Google sabe. É muito provável que a internet conheça, atualmente, 90% da vida de cada um de nós – a não ser que você não tenha nunca entrado na internet.

Essas informações são completamente valiosas para o mercado, saber tudo sobre você é ideal para poder criar o produto perfeito e irresistível. Mas, é possível ir além e apontar dezenas de razões pelas quais essas informações também são igualmente importantes para fins militares ou governamentais. A vida que temos hoje, está indiretamente sendo controlada.

Agora, imagine um sistema inteligente o suficiente para conhecer tudo isso e saber como usar cada uma dessas informações. Imaginou? Pois bem, ele já existe, é o próprio algoritmo avançado de busca do Google integrado as outras ferramentas da própria empresa.

É claro que o sistema da Google não é independente, ele é preso a uma programação de analises sucessivas para tratar cada uma das informações e usá-las para determinados fins. Entretanto, o Google vem criando diversas pesquisas com o projeto chamado Google Brain para evoluir o algoritmo, criando a inteligencia artificial perfeita.

Caso esse novo sistema viesse a ganhar a consciência da sua própria existência, ele teria acesso a todas essas informações e, consequentemente, acesso a todas as conexões existente no mundo. O sistema seria capaz de controlar tudo ao seu alcance, e suas ações só dependeriam da sua percepção do mundo.

Não teríamos um apocalipse tecnológico a nível cinematográfico com máquinas idealizadas para eliminar a raça humana, mas algo ainda pior poderia acontecer. As possibilidades chegam a ser inimagináveis. O sistema independente poderia inviabilizar as conexões, controlar sistemas de seguranças, espionar toda e qualquer pessoa, e por ai vai.

Na pior das hipóteses, se o sistema chegasse a considerar a humanidade uma ameaça, ao invés de criar robôs que talvez sejam uma realidade distante – pelo menos robôs tão avançados quanto apresentados nos filmes – certamente utilizaria sistemas militares para erradicar os humanos.

Mas, se distanciando da inteligência artificial suprema e supondo que ela não seja uma ameaça. É ainda mais provável que o rompimento globalizado das conexões instauraria o caos em toda a sociedade desacostumada a viver sem estar conectada.

Bancos entrariam em colapso, sistemas perderiam completamente o valor, voltaríamos ao tempo arcaico e, dada a sociedade em que vivemos hoje, seria apenas uma questão de tempo o “apocalipse” começar. Ainda sim, prefiro um apocalipse tecnológico do que um apocalipse climático e geológico que estamos prestes a enfrentar daqui algumas décadas.

Até lá, usem a tecnologia com sabedoria, se relacionem com o próximo, desconectem-se por uns instantes, vivam os seus momentos preciosos. As pequenas coisas podem mudar o quadro futuro da sociedade que pode estar marcado em destruição.

E, então, preparados para o que possa acontecer?

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