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Geração “Leite com Pera” em Jogos

6 de abril de 2015, POR

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Você já ouviu falar da geração “leite com pera”? Esse é um termo bastante usado para definir uma geração que passa por muitas facilidades, algo que não existia antigamente. Hoje em dia, com apenas um toque na tela, já é possível fazer dezenas de coisas ao mesmo tempo. Saiba como isso afeta o mundo dos jogos!

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Aquele saudade de sofrer a cada game over. Coisa que a geração "leite com pera" já não sente mais.

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Aquele saudade de sofrer a cada game over. Coisa que a geração “leite com pera” já não sente mais.

Tempos antigos, jogos antigos

Na época de Atari, NES e SNES, qualquer jogo conseguia ser complicado. Por incrível que pareça, e mesmo com as limitações da época, haviam jogos tão complicados que quando você conseguia zerar, literalmente, dava um grito de alegria, como se você tivesse conquistado o mundo.

Essa, afinal, é uma das melhores sensações que o videogame proporcionou durante muito tempo. A sensação de vitória era algo único, esse era – e deveria ser sempre – o propósito de um jogo, jogar para vencer e com muito custo.

Por mais limitado que um jogo fosse – tanto graficamente quanto de recursos – ele era simplesmente incrível aos olhos de quem jogava, não apenas por ser uma novidade, mas porque sempre trazia novos desafios a cada nova jogada.

Muitos deles inclusive, era necessário decorar tudo que ia acontecer para conseguir passar tranquilamente pelos desafios, e isso levava um certo tempo. Aquela pitada de stress que te alfinetava, e aquele alivio quando você zerava um jogo.

Aliás, a primeira coisa que todos faziam quando zeravam um jogo eram espalhar para todos amigos, e também espalhar boatos sobre fases e finais que nunca aconteciam. Ser um gamer em tempos antigos era realmente animador, não era apenas divertido e também era desafiador.

Se você pesquisar pela internet, listas dos jogos mais difíceis de todos os tempos – como essa, essa ou essa você vai perceber que a maioria deles são de gerações antigas. Pouquíssimos, dos mais conhecidos e dos maiores lançamentos, representam as novas gerações. Mas, porquê isso acontece?

Geração Leite com Pera

Como dito na introdução deste artigo, estamos em uma geração de facilidades. Você consegue tudo que deseja na internet, basta saber o que deseja encontrar e o que quer procurar. Uma geração acostumada a tantas facilidades assim, a qualquer dificuldade encontra um motivo para desistência.

A não ser que você tenha aquele antigo sangue “roots” na veia, você não vai querer jogar um jogo difícil – da nova geração – porque provavelmente vai achar chato demais, e logo vai acabar desistindo, não é mesmo? Isso acontece com frequência.

Por este motivo, os jogos não oferecem mais desafios tão complicados. Em tempos de pirataria – o que prejudica e muito as desenvolvedoras – é preciso vender o máximo possível logo nos primeiros momentos de lançamento. Do contrário, irão perder todo lucro que foi investido.

Um jogo que contradiga o que os jogadores vão adorar jogar é muito arriscado. Pode comprometer as vendas, os lucros e todo investimento pode ir por aguá abaixo. Por tanto, quem molda os jogos são as gerações para as quais eles são lançados.

A geração “leite com pera” é chamada assim por se sentir mais confortável durante as facilidades, então os jogos precisam apenas entreter e divertir por tempo suficiente. Não existe mais aquela incrível sensação de vitória ao terminar um jogo, e mal existe tela de “Game Over” – acho que daqui uns anos, nem saberão o que é isso.

Você, por exemplo, joga um GTA V não para zerar ou enfrentar desafios, mas sim para zoar geral e fazer as coisas mais malucas possíveis. Tudo bem, isso é muito legal e não há quem não goste disso. E, é claro, existem sempre exceções, há jogos que nasceram para nos divertir.

Mas e a maioria deles? Não chega a parecer descartáveis? É um loop infinito: você se empolga com o lançamento, você começa a jogar, passa por uma dificuldade ou outra, termina o jogo, deixa ele de lado e passa para o próximo.

Um jogo, hoje em dia, não muda vidas. As discussões que antes eram sobre os desafios e sobre os finais misteriosos, que poucos conseguiam ver, agora são sobre os gráficos e os bugs que se encontra durante um jogo.

Cá entre nós, ninguém mais precisa procurar como passar determinada etapa de um jogo. Há casos que o jogo até percebe sua situação e te ajuda, vai entender… Convenhamos, você não sente falta de sentir vitória? De sentir as coisas um pouco mais difíceis?

Ainda há esperança?

Existem alguns títulos, ou outros, que partem com a premissa e são lançados para serem difíceis – como Dark Souls, por exemplo – mas a maioria está ai no mercado para vender. Só quem pode mudar isso é a geração que está jogando, afinal os jogos são moldados pelos jogadores.

Para os jogadores mais “roots” – como eu, que adoram sofrer em um jogo – a tendência do mercado é daqui para pior. A alternativa que tem crescido bastante são os jogos independentes – alias, até comentamos sobre eles aqui.

Por serem “livres” das correntes do mercado, eles podem explorar o que quiserem. Pode confessar, você adora Cat Mario, mesmo o jogo sendo bizarro e impossível, você quer ter a sensação de vitória, quer dizer a todos que você zerou Cat Mario e quer desafiá-los. Essa é essência de um jogo.

E a esperança, por tanto, se encontra nesses jogos indie – que estão saindo de monte – ou em alguns poucos jogos de grandes estúdios que saem apenas para agradar os mais “roots” uma vez ou outra. A verdade é que o mundo dos games está muito sem sal e qualquer lançamento – por mais empolgado que você esteja – parece ser apenas mais um.

Mas você, também sente falta de sentir a sensação de vitória nos jogos mais atuais?

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