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Opiniões

Cara Delevingne vs Imprensa Americana: Quem errou?

31 de julho de 2015, POR

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Essa semana houve “polêmica” envolvendo a bela atriz Cara Delevingne. Ao participar de uma entrevista em um típico programa americano para a CBS local, o Good Day Sacramento, as respostas de Cara soaram um tanto “mal-humoradas” para os âncoras do jornal. Veja a entrevista parcial e entenda!

O que aconteceu?

© Material de divulgação passível de direitos autorais.

Cara Delevigne participando do programa local Good Day Sacramento na California.

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Cara Delevigne participando do programa local Good Day Sacramento na California.

A entrevista começa e a âncora Marianne McClary inicia questionando Cara se ela já havia lido o livro antes ou havia conseguido se sentar para ler enquanto ocupada. Em sua resposta, Cara ironizou com “não, eu nunca li o livro e nem o roteiro… eu só fui na onda”, logo em seguida ela disse que claro que havia realizado a leitura e afirmou o quanto John Green é um cara incrível assim como o livro.

Em seguida, Ken Rudulph a questionou se com tantos projetos em execução, era fácil para ela conseguir manter o foco – uma boa pergunta, até interessante, convenhamos. E ela respondeu com “não é tão difícil, é o que amo, e mesmo que pareça uma loucura, amo trabalhar com tantos projetos” – para uma boa pergunta, uma boa resposta.

Posteriormente, McClary volta perguntando se há algo em comum entre Margo, a personagem de Cara no filme, e a atriz como pessoa. Cara logo responde “não, na verdade eu a odeio” e emenda “quer dizer, sim, eu digo é claro, nós temos muito em comum” e explicou como se identifica.

Por fim, Mark S. Allen notou a ironia de Cara e afirmou que havia visto ela em uma entrevista para uma TV local de Londres, onde ela parecia estar bem mais empolgada com o filme, e questionou se ela estava exausta de tudo isso.

Cara claramente se desconcertou um pouco no momento, como se não entendesse o porquê da pergunta, afirmando que ainda está muito empolgada com o filme, apenas ressaltou que era manhã e poderia não estar com tanta energia.

A âncora McClary alfinetou afirmando que Cara parecia estar um pouco irritada ou que então o problema era com eles. E Cara retrucou com “bom, talvez são vocês” e soltou uma sutil risada. Nesse momento os ancoras começaram a ironizar a situação com McClary dizendo que seria ótimo se Cara tirasse uma soneca ou tomasse um Redbull.

Antes que Cara pudesse responder, Rudulph corta a entrevista. Depois do acontecimento, Allen encerrou dizendo que Cara ganha 5 milhões de dólares por seis semanas de trabalho, deveria ao menos fingir um pouco o ânimo ao ser entrevistada pelo Good Day Sacramento.

Cara Delevingne, certa ou errada?

A entrevista foi ao ar dias atrás, mas por algum motivo começou a dar o que falar ontem pela internet. Vários fãs defendendo a posição da Cara, outras a culpando por sua atitude em suas respostas. Como sabemos tudo que acontece na internet acaba virando uma bola de neve. Dito e feito.

Para complicar ainda mais a situação, Whoopi Goldberg em seu programa chamado The View no ABC comentou sobre a atitude de Cara, afirmando que a atriz deveria parar de reclamar e fazer o trabalho dela, segundo Goldberg “as pessoas estão ali trabalhando também e não tem culpa dela não estar num bom dia”.

A discussão ainda tomou proporções maiores quando o próprio John Green “se meteu na picuinha”. Ele postou um enorme texto expondo sua visão e defendendo a atriz veja o artigo completo aqui. Green criticou o acontecido como uma máquina desumana da qual nem sempre é fácil lidar, expôs que a culpa não foi de Cara e as perguntas que não ajudaram muito.

Cara Delevingne, claro, se defendeu também. Em seu twitter publicou que “algumas pessoas apenas não compreendem sarcasmo ou o senso de humor britânico” e completou que é tão sortuda pelo apoio dos fãs e aqueles que pensam que ela é desinteressada ou ingrata realmente não a conhecem. Por fim, finalizou expondo que não precisa se desculpar por ser humana.

Cara Delevingne é uma pessoa de personalidade forte e original. Como John Green afirmou, o processo de divulgação do filme é exaustivo e também é normal a energia ir se desgastando. Algumas pessoas conseguem lidar com respostas automáticas e insignificantes, outros preferem algo mais. Este é o caso de Cara, que prefere não “maquiar” sua percepção durante a entrevista.

Vale lembrar que Cara Delevingne está na fase de produção do filme Esquadrão Suicida, como ela mesma já afirmou ela está se dedicando ao máximo encarando o papel de Magia. Não que justifique, mas uma dedicação em papel como este afeta, de certa forma, o comportamento de qualquer ator ou atriz – vida de gente famosa é exaustiva.

A imprensa, certa ou errada?

Não sei vocês, mas eu já assisti vários telejornais americanos matinais – apenas quando a pauta apresentava uma entrevista interessante. E os âncoras, a TV americana em si, tem uma mania incrível de tentar fazer piada com tudo. Por vezes, é um processo que chega a ser irritante e exaustivo até para um simples espectador, imagine então para alguns entrevistados.

Esse é o formato americano de ser na mídia. O fato é que a culpa não é da Cara, não tenho certeza se a culpa é dos âncoras do Good Day Sacramento, mas, certamente, a culpa não é das estrelas – risos, filme errado. Entretanto, o modelo da mídia americana não é para qualquer um.

O processo é exaustivo para os atores, para as atrizes, e é apelativo para os jornalistas. Perguntas como “você leu o livro” “você se parece com a personagem” chegam a ser insignificantes de tão óbvias pelo simples fato de que “ler e se identificar”, ao menos um pouco com o personagem, é um processo básico da atuação.

Os âncoras usaram o já conhecido por lá modelo crítico piadista, Cara ficou dessituada. Não houve jogo de cintura saudável em nenhuma das partes. O fato é que ao invés de criar uma harmonia saudável, jornalistas usam profissionais do meio artísticos como apenas um produto vendável.

Eu, por exemplo, questionaria Cara quais foram as inspirações para conduzir sua atuação como Margo, exploraria e evidenciaria mais aspectos do trabalho dela e como eles acabaram se relacionando nela como pessoa. Mas, é claro, não estou no Good Day Sacramento.

A mensagem que fica é que os jornalistas precisam explorar caminhos mais interessantes, tal como pessoas públicas precisam ter um bom jogo de cintura para lidar com as situações. O gestual de Cara deixou claro que ela estava confusa sobre o que tava acontecendo e os âncoras não souberam conduzir da melhor forma.

Não está na hora da sociedade parar de ver pessoas públicas como produtos robotizados e enxergá-los como humanos que tem suas fases, seus desejos e anseios? Atores e atrizes querem ver seus trabalhos sendo apreciados, mas bater sempre na mesma tecla desinteressante ajuda?

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