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Cinema

O Exterminador do Futuro: Gênesis, Crítica

5 de julho de 2015, POR

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O Exterminador do Futuro: Gênesis estreou em território nacional no dia 2 de julho de 2015. Não teve exatamente o resultado esperado em bilheterias para os primeiros dias, é um longa-metragem divertido, mas ainda não conseguiu replicar a maestria dos dois primeiros longas. Veja a crítica!

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Apesar de ser um filme empolgante, O Exterminador do Futuro: Gênesis é superficial até demais.

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Apesar de ser um filme empolgante, O Exterminador do Futuro: Gênesis é superficial até demais.

Hollywood, ultimamente, passa por um grande processo de adaptações. Sagas, spin-offs, livros ganhando vida e os remakes de volta. A criatividade para construção de novas ideias originais foi um pouco deixada de lado pela maioria dos estúdios. Dessa forma, quem tem uma franquia nos tempos de hoje é rei. O recente Jurassic World marcou o início de uma série de novos remakes que estão por vir. Enquanto Jurassic World começou bem, O Exterminador do Futuro: Gênesis não diz a que veio.

O Exterminador do Futuro: Gênesis ganha vida nas mãos de Alan Taylor – o mesmo diretor de Thor: O Mundo Sombrio – e tem sua história desenvolvida por Laeta KalogridisPatrick Lussier. Kalogridis teve destaque com o roteiro de Ilha do Medo, bem elaborado. A grande promessa de O Exterminador do Futuro: Gênesis é o reinicio da franquia misturado com vários elementos nostálgicos garantindo a essência de um remake.

Quando o longa se inicia, o espectador é apresentado a mesma história já conhecida. O ano 2029 aparece em tela, a luta entra a resistência humana contra as máquinas está no limite. Quando a Skynet decide enviar um exterminador para eliminar Sarah Connor – interpretada por Emilia Clarke – no ano de 1984. Em reação, o líder da resistência, John Connor – interpretado por Jason Clarke – envia Kyle Reese – interpretado por Jai Courtney – para proteger sua mãe. Entretanto, tudo está diferente, e quando Reese chega em seu destino temporal encontra um T-800 mais velho – o ícone Arnold Schwarzenegger – enviado para proteger Sarah ainda quando criança.

A proposta vital do roteiro foi “brincar” com as possibilidades das viagens do tempo, almejando reiniciar a franquia com sucesso e de forma inteligente. Solução semelhante a utilizada por J. J. Abrams e equipe em Star Trek, de 2009, criando uma linha temporal alternativa que possibilitou novas histórias sem anular as antigas. Entretanto, trabalhar com as viagens do tempo, quando não são bem executadas, aumenta as chances de estragar todo o roteiro e complicar ainda mais uma história que poderia ser simplificada. E esse é um dos grandes furos da história do longa, apresentando várias incoerências em tela, e deixando o espectador com fatos injustificáveis e incompreensivos, “jogados” rápidos demais em cena.

O primeiro e o segundo Exterminador do Futuro conseguiram criar uma linha do tempo tão bem estruturada que sempre sugestionou e provou em suas nuances que o futuro é inevitável. Mas, em Gênesis, idas e vindas ao passado e ao futuro não trazem a mesma execução brilhante dos dois primeiros filmes da franquia. A existência de um T-800 no passado, antes de 1984, não é suficiente para justificar a criação de uma nova linha do tempo. E os desfechos finais do filme, mostram um futuro conclusivo expondo que não há necessidade de continuação, mas o roteiro, nos últimos instantes, deixa tudo inconsistente tentando forçar que nada mudou – não vou revelar spoilers, mas é evidente o estrago provocado na história.

Ao mesmo tempo que o roteiro se “enforca” nas viagens do tempo, consegue realizar boas execuções. A apresentação do futuro de 2029 com John Connor e a demonstração de como Reese foi enviado ao passado são bem produzidas, chega a empolgar e ser interessante. Ainda sim, alguns personagens não ajudam. Arnold Schwarzenegger é Arnold Schwarzenegger, o grande destaque do longa para um ator que sabe mesmo interpretar uma máquina sem expressões reais. Porém, Emilia Clarke, Jai CourtneyJason Clarke, tem vários problemas em tela. Não é ideal realizar comparações com os filmes antigos, mas para cada um dos atores, e para atriz, faltou dedicação para entrar na pele dos seus respectivos personagens.

Emilia pode até não ser a mesma Sarah Connor, porém, não mostra uma mulher resistente como faz, brilhantemente, em Game of Thrones. Jai Courtney, o único que precisava manter sua personalidade original, mas é praticamente um fruto feito para o público adolescente que não se parece em nada com Kyle Reese, o verdadeiro soldado, que já havia sido apresentado. Jason Clarke é um dos poucos que consegue ter presença no longa, principalmente a partir do meio da trama. Uma ressalva para dizer que, apesar do T-1000 de Robert Patrick ser insuperável, Byung-hun Lee conseguiu ser interessante mas foi muito mal aproveitado e, principalmente, não foi bem encaixado no roteiro. Mais uma prova que de que a trama foi apresada e inconsistente.

Saindo um pouco do ambiente roteirizado, O Exterminador do Futuro: Gênesis trabalha com tomadas incríveis. Ao reapresentar 1984, Alan Taylor conseguiu manter a mesma perspectiva de James Cameron em cada tomada. Apesar de apresentar algumas sutis alterações, tentou retratar ao máximo o mesmo ambiente da época. É gratificante para o espectador rever essas cenas. A película ainda se supera aos limites, apresentando o T-800 com a mesma aparência de Arnold no ano de 1984. Um efeito visual que, sem dúvidas, merece parabenizações por ser muito bem executado para as tecnologias de efeitos visuais que temos atualmente – com certeza, pode garantir uma vaga na categoria do OSCAR 2016.

Apesar dos pesares e de não conseguir, ainda, chegar aos pés da mitologia criada com James Cameron, O Exterminador do Futuro: Gênesis consegue ser um filme divertido, repleto de cenas de ação, momentos nostálgicos e consegue gerar empolgação dos espectadores em vários momentos. Ainda sim, não consegue mostrar a sua importância por complicar demais um roteiro que deveria ser estendido e simplificado para um primeiro filme que representa o reboot. O Exterminador do Futuro: Gênesis consegue seu destaque como o verdadeiro terceiro filme da franquia, mas é muito não superficial. Aos fãs uma experiência divertida, mas decepcionante por provar que ainda será difícil lidar com a franquia da mesma forma que James Cameron fez.

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