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Cinema

O Destino de Júpiter, Crítica

7 de maio de 2015, POR

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O Destino de Júpiter teve sua estréia no dia 5 de fevereiro de 2015. Custou 176 milhões de dólares e conseguiu arrecadar apenas 181 milhões de dólares ao redor do mundo. Apesar de suas falhas, O Destino de Júpiter é uma boa história sobre fantasia.

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O Destino de Júpiter foi a típica grande promessa que gerou muitas expectativas.

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O Destino de Júpiter foi a típica grande promessa que gerou muitas expectativas.

Não adianta, os irmãos Andy Wachowski e Lana Wachowski ficaram marcados por Matrix. Assim, a cada novo grande filme anunciado vem também sempre aquela expectativa de ser apresentado a uma experiência única e completamente inovadora.

O Destino de Júpiter não é tão majestoso quanto a primeira obra dos Wachowski, talvez isso seja impossível. Entretanto, consagra a sua ambição na tentativa de apresentar um novo mundo fantasioso contradizendo toda a grande massa dos tempos atuais de blockbusters realistas ou baseados em histórias já existentes.

Apesar de ter propostas muito semelhantes a Matrix – como o conceito de colheita humana. Os Wachowski conseguem remodelar toda a história da ufologia que conhecemos a partir de uma visão fantasiosa. Eles integram novas adaptações e percepções de um ambiente alienígena e a sua relação com o planeta Terra.

A história começa com Júpiter – interpretada por Mila Kunis – uma jovem que vive com sua mãe e tia na cidade de Chicago. Percebemos que Júpiter, passa por muitos apertos em sua vida de faxineira e sempre sonha com algo maior que ela tanto espera acontecer.

É notável a sútil essência de Cinderela que está presente na personagem de Kunis. Nesse ponto, o filme é até bem previsível, tal fato acaba excluindo alguns “elementos surpresas”. Até que finalmente, Júpiter descobre pequenos seres alienígenas, que estão na busca dela, e parte para uma aventura sobre sua própria descoberta.

O Destino de Júpiter possui seus altos e baixos, há cenas de ação bem elaboradas, incríveis efeitos visuais, entretanto, parte do elenco não cria carisma suficiente. Assim, por mais que o filme tente, não há como se envolver com alguns personagens durante o filme.

Mas algo é certo, em O Destino de Júpiter a criatividade não tem limites. O filme, com sua proposta fantasiosa consegue, em cada explicação dada pelos Wachowski, fazer sentido dentro do contexto da história. Dessa forma, é possível aceitar a maioria das coisas que são apresentadas sem realizar tantos questionamentos.

É perceptível coisas absurdas como, por exemplo, abelhas que identificam uma majestade. São ideias arriscadas para um público que espera explicação para tudo e que não se conforma com o absurdo. Entretanto, ao ver O Destino de Júpiter como fantasia as coisas ficam mais fáceis de serem aceitas.

No roteiro há um pouco de todo. Existem temáticas sobre imortalidade, reencarnação, rejuvenescimento, burocracia, imigração, venda de órgãos e por ai vai. Por vezes, o filme consegue passar mensagens majestosas ao dizer, por exemplo, que “o tempo é o bem mais precioso”. E demonstra com excelência grandes interpretações críticas, por exemplo, ao mostrar o exaustivo processo de burocracia.

O filme conta com Channing Tatum, Mila Kunis e Sean Bean. O elenco principal consegue seguir o filme sem grande problemas, a não ser Eddie Redmayne – com seu personagem Balem Abrasax – que tenta criar um vilão soberano mas apenas apresenta algo bem escrachado em toda a sua atuação.

Uma das maiores falhas de O Destino de Júpiter é se “esquecer” dos personagens conforme os minutos vão passando. Como é o caso de Kalique e Titus Abrasax – interpretados por Tuppence Middleton e Douglas Booth, respectivamente – ambos tem suas aparições, tem suas motivações, mas simplesmente desaparecem quando a protagonista se afasta deles.

Dada a motivação deles, era de se esperar que fosse mostrado a repercussão dos eventos finais do filme uma vez que o enredo explorou durante todo o filme uma batalha política entre os Abrasax. Entretanto, nada disso acontece.

Do mais, O Destino de Júpiter trouxe, algo que Hollywood se esqueceu de fazer por um bom tempo, uma história original e criativa. Mesmo com falhas, consegue ser uma boa aventura e entretêm por vários instantes. Talvez a falta de histórias criativas e fantasiosas tenha desacostumado o público para aceitar o filme dos irmãos Wachowski como uma fantasia.

O Destino de Júpiter, Crítica
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