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Cinema

Homem-Formiga, Crítica

19 de julho de 2015, POR

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Homem-Formiga estreou em 16 de julho de 2015. Um grande filme para um pequeno homem, com a dosagem ideal de comédia, com a excelente criação de personagens e, é claro, utilizando a mesma fórmula de sempre de todos outros filmes Marvel. Veja a crítica!

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A Marvel prova que não é apenas Vingadores e que sabe construir personagens inéditos nos cinemas.

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A Marvel prova que não é apenas Vingadores e que sabe construir personagens inéditos nos cinemas.

Um dos personagens clássicos da Marvel Comics é finalmente apresentado nos cinemas. O mesmo personagem que seria apresentado já em 2008, que começaria o Universo Cinematográfico da Marvel. Mas, uma série de problemas na produção acabou adiando o filme por um longo tempo. Entretanto, ainda sim, não é sequer possível perceber que Homem-Formiga passou por todos os problemas que havia passado.

O longa apresenta a mesma clássica e já conhecida fórmula Marvel. Tudo que há nos outros filmes Marvel, também há em Homem-Formiga. De certo modo, a formula já um pouco exaustiva da Marvel Studios fornece ao Homem-Formiga um roteiro frio que consegue torna-se melhor apenas por sua execução e uma boa escalação de elenco. Nada de grandes surpresas, muito menos grandes novidades. Ainda sim, consegue ser cativante.

Uma das grandes surpresas é que Homem-Formiga, até o momento, é o filme que mais mostrou uma conexão direta com todos os outros da Marvel. Enquanto, nos demais, vemos apenas citações aqui citações ali, referências aqui referências ali, na película revemos personagens clássicos que já conhecemos, além da presença de um Vingador, estabelecendo uma conexão direta e simultânea aos acontecimentos do Universo Cinematográfico da Marvel.

O longa começa excelente. A apresentação do Dr. Hank Pym – interpretado por Michael Douglas – é surpreendente com personagens já conhecidos e mostra o quanto a película tem potencial para apresentar uma boa história. Logo em seguida, com a apresentação da vinheta e uma música hilária para o clima do filme, não há como não lembrar de Guardiões da Galáxia.

Entretanto, ao longo do enredo é notável que apesar de explorar a comédia como gênero principal do filme, temos uma comédia muito mais contida do que nos demais filmes Marvel, o que chega a ser um ponto positivo, uma espécie de equilíbrio perfeito. Após a introdução, o filme se passa nos dias atuais. A história narra a vida de Scott Lang – intepretado por Paul Rudd – um fora da lei em busca do seu caminho fora do crime.

A vida de ex-presidiário não é fácil, Scott logo percebe a dificuldade em se estabilizar. Tal fato acaba comprometendo o relacionamento com sua filha e quebrando ainda mais o respeito de sua ex-mulher – interpretada por Judy Greer – por ele. Nesse vai e vem das dificuldades, Scott aceita participar de um último grande golpe informado por seu grande amigo Luis – interpretado por Michael Penã.

“A gangue do Scott” entra em ação, e logo se torna óbvio que tudo está relacionado a Hank Pym. Assim, Scott acaba estabelecendo o seu primeiro contato com a tecnologia Pym e encontra uma alternativa para realizar algo significativo em sua vida. A missão dada a ele por Pym, é simples: impedir que Darren Cross, ex-pupilo do doutor – interpretado por Corey Stoll – consiga replicar a tecnologia Pym com perfeição.

O roteiro do filme é simples e está constantemente situado em uma zona segura para que tenha tudo que um fã Marvel Studios quer ver e não deixe de ser sucesso para o público comum. O estúdio não arriscou em nada na construção de seu longa metragem, ainda sim o longa consegue se sair melhor que Vingadores: A Era de Ultron, por não ser exagerado, por apresentar personagens inéditos, por retratar espionagem com planos “bem” elaborados, e por não destruir completamente um grande vilão.

Há humor no filme e um tipo de humor realmente saudável. Nada tão exagerado quanto Vingadores: A Era de Ultron e nada tão non-sense incrível como Guardiões da Galáxia. O longa tem o equilíbrio perfeito da comédia, trabalha o tempo certo, não é uma comédia arriscada e o espectador consegue se cativar ao longo da trama, ainda que boa parte dos eventos acabem se tornando um pouco previsíveis.

Os diálogos soam bem e são executados no tempo certo, há um bom timing. Típica comédia calculada que talvez não agrade a todos os espectadores. Os personagens por outro lado conseguem ser, em suma, todos muito cativantes. Não há na trama um personagem que seja desnecessário ou que não tenha ficado saudável para o ambiente construído na película. Todos tem o seu devido papel no tempo certo e conseguem se apresentar muito bem.

Paul Rudd é a grande estrela, o ator ideal para a escolha ideal, ótimo comediante com as melhores partes. Michael Douglas não é o mesmo Hank Pym dos quadrinhos, ainda sim é um ótimo Hank Pym, um verdeiro cientista. Evangeline Lilly também faz um ótimo trabalho, mas o roteiro nesse ponto não ajuda a transformando em uma adulta com crise de adolescente de ciúmes com seu pai. Como se ela tivesse parado no tempo. Corey Stoll também faz um bom vilão e está brilhante, ainda que não seja o grande vilão.

Para os coadjuvantes, Michael Penã é o melhor, sem dúvidas. Suas histórias, seu jeito maluco, tudo excelente de se ver em cena. O roteiro contribui, mas Michael Penã garante uma personalidade em ação que somente ele mesmo conseguiria transparecer com sua atuação. Um jeito completamente cômico capaz de fazer o espectador adorar o personagem de primeira – mal se pode esperar para vê-lo de novo contar sua histórias malucas.

Outro grande destaque da película são os efeitos especiais. Absurdamente incríveis em todo o longa. Muito bem construídos, com os mínimos detalhes planejados. Não há como o espectador não se surpreender com as cenas quando o “grande” Homem-Formiga torna o mundo a sua volta tão imenso. Por outro lado, a versão em 3D do filme estraga boa parte da experiência de ver o mundo na perspectiva de uma formiga, mostrando-se desnecessário. Do mais, Homem-Formiga é um ótimo filme, o que garante sua posição entre os cinco melhores filmes Marvel.

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