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Golpe Duplo, Crítica

20 de maio de 2015, POR

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Golpe Duplo teve sua estréia no dia 12 de março de 2015 em território nacional, custou 50 milhões de dólares e conseguiu arrecadar apenas 3 milhões a mais. Golpe Duplo sabe surpreender nos acontecimentos, mas acaba destruindo sua própria essência ao longo da história.

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Will Smith e Margot Robbie tem uma boa química em cena, mas a história não contribui o suficiente.

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Will Smith e Margot Robbie tem uma boa química em cena, mas a história não contribui o suficiente.

Já faz algum tempo que os enredos hollywoodianos não surpreendem o espectador. Geralmente com histórias sempre muito bem articuladas mas que, uma hora ou outra, acabam entregando os acontecimentos do filme cedo demais. Com Golpe Duplo é diferente.

Glenn Ficarra John Requa estão de volta após O Golpista do Ano e Amor a Toda Prova. Golpe Duplo apresenta um bom roteiro, mudanças repentinas e inesperadas na história durante vários momentos. O filme seria excelente se tivesse mantido a sua premissa de surpreender sem precisar esquecer dos coadjuvantes da história.

Golpe Duplo começa bem, com um inicio frenético e morno. Entretanto, nos cinco primeiros minutos, começa a passar uma desagradável sensação de ser uma espécie de “Hitch: Conselheiro Amoroso” do mundo do crime.

Ninguém poderia ser culpado por desistir da história logo nesse instante. Mas, em seguida, retorna as rédias da situação começando a apresentar uma equipe profissional de criminosos.

Nicky – interpretado por Will Smith – é o grande cabeça desta equipe. Após ser vitima de uma tentativa de golpe realizada pela bela jovem Jess – interpretada por Margot Robbie – Nicky a desmascara. Jess fica decepcionada e insiste em aprender os métodos de Nicky. Nesse momento, ela é aceita para equipe.

Do momento em que Jess entra para equipe até o momento em que ela é “forçada” a sair, o roteiro flui muito bem. Não há como não se surpreender com o que é apresentado em tela, será empolgante para qualquer espectador. Mas, quando esse pequeno arco inicial se encerra, as coisas mudam, e para ser sincero, até demais.

Você tem a sensação de estar assistindo outro filme completamente diferente do que havia sido apresentado nos primeiros momentos. Todo aquele começo frenético com uma equipe de profissionais capazes de realizar golpes até nas vítimas mais inteligentes é perdido.

É nesse momento em que o enredo mostra que este é um filme apenas sobre Nicky e Jess. Aliás, Jess só está ali para tentar passar a moral do filme que no mundo do crime não há amor. De certa forma, é uma das grandes decepções que o filme apresenta, faz com que não haja espaço para mais ninguém.

Os coadjuvantes perdem força, e mesmo que os eventos continuem surpreendendo você a cada instante, levando você a desconfiar cada vez mais de tudo que acontece em cena, a história fica sem graça por perder o excelente clima dos primeiros minutos e se concentrar demais em Nicky.

Golpe Duplo não é um filme que traz uma grande sacada, apesar de merecer mérito por conseguir não ser previsível. Porém, na tentativa de surpreender a todo instante, a história acaba cavando sua própria cova ao mostrar um desfecho tão confuso, rápido e preguiçoso, a ponto de não transmitir uma sensação de que o “grande golpe” aconteceu.

A mensagem que o filme tenta passar é sobre amor e que o grande golpista da história não foi Nicky. Entretanto, os diretores e roteiristas, Ficarra e Requa, não constroem o desfecho muito bem a ponto de deixar claro o que realmente pretendiam alcançar.

A atuação de todos coadjuvantes não tem nenhum destaque, a não ser Adrian Martinez, que talvez seja o melhor do filme e que acabou sendo mal aproveitado. Os protagonistas por outro lado – Will Smith e Margot Robbie – tem uma boa química em tela, a relação deles funciona bem apesar de, em alguns sutis momentos, ser um tanto apelativa.

Mas, Will provou de uma vez por todas que já não é mais o mesmo, e não tem mais grandes coisas a acrescentar. O papel dele poderia ser feito por qualquer outro, Chris Pine, por exemplo, se sairia ainda melhor como um golpista para este filme.

Apesar de manter o público entretido, Golpe Duplo não tem nada de majestoso e funciona muito mais como um “salva-vidas” no momento em que o tédio prevalece. Apesar do filme não acrescentar muito, e não explorar o seu próprio potencial de expor um “grande golpe” ministrado por uma “equipe profissional de golpistas”, não será um completo desperdício de tempo por surpreender em seus eventos.

Golpe Duplo, Crítica
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