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Cinema

Ex-Machina, Crítica

26 de maio de 2015, POR

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Ex-Machina é um drama sci-fi instigante e interessante, capaz de levantar questionamentos válidos e apresentar um enredo agradável de acompanhar do inicio ao fim. Talvez distante do público comum, Ex-Machina é um filme para aqueles que gostam de refletir.

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Ex-Machina mostra a realidade que ronda a inteligência artificial.

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Ex-Machina mostra a realidade que ronda a inteligência artificial.

A ampla inteligência artificial é uma conquista de maior desejo da humanidade. Máquinas capazes de pensar e agir através de uma consciência própria e auto-suficiente estão cada vez mais perto de se tornar uma realidade possível – como o Google Brain vem tentando criar em suas pesquisas.

A IA é um assunto vasto e capaz de gerar várias discussões, até mesmo por parte de grandes gênios, como Stephen Hawnking que afirma que a inteligência artificial será capaz de “destruir” o mundo que conhecemos e, possivelmente, iniciar o fim da raça humana.

Suposições a parte, a inteligência artificial realmente pode ser um risco claro à humanidade. A consciência é um dos enigmas da vida, incorporada as máquinas chega a ser inimaginável o impacto de tal feito. Hollywood é famosa por implementar elementos apocalípticos em filmes sobre máquinas que ganham inteligência e tentam dominar a raça humana.

A inteligência artificial sempre foi a grande vilã da história na indústria cinematográfica. Entretanto, Ex-Machina é o típico filme capaz de explorar a verdadeira realidade acerca de uma possível manifestação de IA, de maneira totalmente fora do convencional hollywoodiano.

Como saber se uma máquina realmente possuí inteligência artificial que se assemelhe as capacidades humanas? O que é capaz de provar que uma máquina, repleta de algoritmos que traçam escolhas e realizam análises, pode ser capaz de possuir sua própria consciência? Este é o objetivo de Ex-Machina, explorar discussões.

“Maria é uma cientista, e a especialidade dela são as cores, ela sabe tudo que tem que saber sobre as cores, toda e qualquer propriedade que as cores podem ter. Mas ela mora em um quarto preto e branco, ela nasceu lá e foi educada lá. Maria só consegue observar o mundo exterior em um monitor preto e branco. E um dia, alguém abre a porta, Maria sai andando e ela vê o céu azul, naquele momento ela aprende uma coisa que todo estudo dela não pode explicar, ela aprende o sentimento de ver as cores.”

Este é um experimento conhecido no mundo da psicologia proposto por Frank Jackson, um filósofo australiano, em 1982. É utilizado nas disciplinas de inteligência artificial para mostrar a diferença entre uma máquina – a Maria que está no quarto – e um ser humano – a Maria que descobre sentimentos. Existem várias discussões possíveis sobre este experimento.

Em uma trama com poucos personagens e um ambiente claustrofóbico, Ex-Machina trabalha em cima destas questões, de maneira sutil e, as vezes, indireta para mexer com suas percepções e no final você é o juri capaz decidir as implicações da IA para com a sociedade.

A história tem inicio quando Caleb – interpretado por Domhnall Gleeson – um jovem programador de computadores, ganha um concurso em sua empresa e é convocado para passar uma semana na casa do presidente de empresa, Nathan Bateman – interpretador por Oscar Isaac.

Nathan é o típico homem brilhante, inteligente e recluso. E, Caleb, ao conhecê-lo descobre que foi escolhido para realizar o teste de Turing na obra-prima de Nathan: Ava – interpretada por Alicia Vikander – uma bela robô com inteligência artificial.

O objetivo de Caleb é descobrir se ele está falando com uma máquina programada para realizar respostas fechadas e apenas simular a consciência humana em algoritmos engessados, ou ele está diante um programa avançado que tem sua própria inteligência com consciência. O enredo acompanha todas as sessões do teste de Turing, para que não só Caleb tenha suas conclusões mas o espectador também.

O teste de Turing, conhecido também como Jogo da Imitação, foi criado por Alan Turing e é utilizado para determinar se uma máquina conseguiu substituir – imitar – com sucesso um ser humano. Talvez, uma das maiores falhas do filme tenha sido Caleb ter consciência de que Ava era uma máquina, o que contradiz ao teste, mas para um enredo é um dos grandes trunfos do longa.

Alex Garland – diretor e roteirista do longa – tenta criar uma sensação de dúvida, presente em todos os personagens e durante toda a trama. Garland faz um bom trabalho ao deixar o espectador sem saber em quem confiar exatamente.

E uma das maiores questões evidentes do filme é que mesmo Caleb tendo consciência clara sobre Ava ser uma máquina, será que ela é mesmo? Como já exposto, apesar do teste de Turing exigir que não seja revelado ao interrogador – Caleb – que está lidando com uma máquina, Ex-Machina consegue transmitir as falhas do teste ao revelar essa informação desde o inicio.

O elenco principal, formado por Domhnall GleesonOscar IsaacAlicia Vikander, trabalha bem. A interpretação não é um dos grandes destaque do longa, entretanto, Vikander se sobressai. Ex-Machina ganha pontos em seu enredo, bem elaborado e gerador de várias questões.

Ao terminar de assistir um longa, você vai se surpreender com tudo que, mesmo na simplicidade a obra é a capaz de apresentar. O grande defeito de Ex-Machina é exigir atenção demais do espectador, cada detalhe faz a diferença. Sem atenção necessária é apenas um filme qualquer, com isso, para a maioria, o longa acaba perdendo seu brilho.

Se você é aspirante do tema apresentado em Ex-Machina, este filme é para você. Todos vinculados com tecnologia que, aliás, trabalhem com isso em seu dia-a-dia devem assistir Ex-Machina e perceber que, apesar de “simples”, a inteligência artificial ainda está muito além da nossa compreensão.

Ex-Machina, Crítica
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