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Cinema

Divertida Mente, Crítica

22 de junho de 2015, POR

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Divertida Mente estreou dia 18 de junho de 2015, em território nacional. Produzido pela Pixar, apresenta um encantador universo criativo que não só apresenta as emoções mas também mexe com todas as nossas emoções. Veja a crítica!

© Material de divulgação passível de direitos autorais.

Divertida Mente apresenta o mundo criativo das emoções humanas.

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Divertida Mente apresenta o mundo criativo das emoções humanas.

A maestria da Disney/Pixar, finalmente está de volta. Após um longo período deixando de trabalhar com a originalidade e apostando em continuações, a Pixar já não era mais a mesma desde Toy Story 3 em 2010. Apesar de, em 2012, ressurgir com Valente, não conseguiu apresentar uma história repleta de criatividade levando o estúdio a se “aprisionar” em continuações.

Talvez, o hiatos de 2014 tenha sido fundamental para se reerguer até o topo com sabedoria e criatividade. Sob o comando de Pete Docter – o mesmo de UP: Altas Aventuras – Divertida Mente prova que a Pixar é líder em idealizar histórias criativas.

Assim, o longa leva os estúdios da Pixar, e consequentemente a Disney, para o topo do gênero animado novamente. Uma posição que jamais deveria ter perdido. Divertida Mente apresenta um universo criativo jamais antes explorado e, ao mesmo tempo, brilhante.

No filme, o espectador acompanha a mente de uma garotinha chamada Riley, guiada por suas emoções. A grande protagonista da mente de Riley é Alegria – voz de Amy Poehler no original e Miá Mello no Brasil – a comandante do “QG”, que sempre dá o máximo para deixar Riley no ápice da sua felicidade. O “QG” ainda conta com Tristeza – voz de Phyllis Smith/Katiuscia Canoro; Medo – voz de Bill Hader/Otaviano CostaNojinho – voz de Mindy Kaling/Dani Calabresa – e Raiva – voz de Lewis Black/Léo Jaime.

Em meios aos caos dos pensamentos, observamos Riley crescer e o quão adorável é sua vida repleta de bons momentos. Até que, quando a família de Riley se muda, os sentimentos começam a entrar em conflito uns com os outros e a Tristeza acaba tomando conta das memórias-base de Riley.

Na tentativa de controlar Tristeza, Alegria intervem e tudo sai do controle. Assim, Alegria e Tristeza são expelidas para fora do “QG” e se veem obrigadas a desbravar o “universo fora da caixa” para reencontrar uma forma para voltar ao “QG” antes que seja tarde demais.

O brilhantismo da película está nas peculiaridades do roteiro – escrito por Meg LeFauve, Josh Cooley e Pete Docter. O universo da mente de Riley com o universo dos humanos coexiste de forma natural e bem elaborada, a reação às emoções ficam evidentes nas expressões de Riley.

Alias, o grande trunfo do longa é conseguir personificar cada uma das emoções trabalhando os personagens. Funciona majestosamente e de forma completamente inteligente. Alegria, Tristeza, Medo, Nojinho e Raiva possuem suas próprias cores e suas personalidades expostas ao limite. Somos capazes de ver os limites de cada um como, por exemplo, quando Raiva encendia sua cabeça.

Cada personagem tem o seu momento no filme. A genialidade está em desenvolvê-los, mostrando que cada um está “preso” ao seu extinto, mas juntos podem coexistir, de forma equilibrada, se comportando de maneira completamente diferente quando o longa chega ao fim.

© Material de divulgação passível de direitos autorais.

Alegria e Tristeza são o grande destaque do longa, e você vai se afeiçoar por eles.

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Alegria e Tristeza são o grande destaque do longa, e você vai se afeiçoar por eles.

Ainda sim, o grande destaque vai para Alegria e Tristeza, a dupla protagonista do longa. Os opostos funcionam muito bem em Divertida Mente, Alegria somente vê o lado positivo ignorando completamente a Tristeza que é apenas mal-compreendida.

Entretanto, não é só de personagens que Divertida Mente se destaca, mas também a forma como o funcionamento da mente é explicado de maneira infantilizada e genial. Cada uma das memórias-base – com formato de bola de gude – definem as principais personalidades, como representação de incríveis parques-temáticos. A explicação sobre o processo do esquecimento, onde memórias já opacas são jogadas em um limpo escuro para serem eliminadas. O mundo da imaginação com todas as suas maluquices mais piradas. Os sonhos sendo adaptados como estúdios cinematográficos. Ainda há muitos e muitos outros locais que são explorados e citados, inclusive, abrindo espaço para futuras continuações.

Divertida Mente apresenta mais do que uma simples história, conceitos da psicologia são incorporados em toda a trama. Várias referências podem ser percebidas com atenção. A depressão, por exemplo, é um assunto indiretamente explorado com a personagem Tristeza e suas ações. Os grandes easter-eggs ficam por conta de vários elementos, note o jornal de Raiva, por exemplo. Os pequenos detalhes mostram o quanto a Pixar se preocupa em criar uma trama bem conectada.

O ritmo da animação é bem agradável, contribuindo para o grande sucesso da mesma. Piadas inteligentes e surpresas da trama levam ao espectador a uma mistura de emoções, indo de doces gargalhadas ao coração apertado repleto de emoção. A dublagem contribui, tornando a experiência ainda melhor. Em seu desfecho, a grande mensagem do longa é demonstrar que para tudo funcionar é preciso que as emoções coexistam e não sejam afugentadas ou reprimidas e sim apenas compreendidas.

Do mais, Divertida Mente apresenta um universo criativo ousado e complicado, que só poderia funcionar mesmo nas mãos da Pixar. Um filme para assistir com toda a família. Divertido, inteligente e criativo. Um dos melhores filmes da Pixar, que se consagra trazendo de volta todo o status quo do estúdio. Alias, destaque para o curta-metragem Lava, exibido antes do filme, que apresenta uma bela história de amor nos mais belos traços Pixar.

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