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Cinema

Cinderela, Crítica

17 de junho de 2015, POR

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Cinderela chegou aos cinemas em março deste ano e conquistou mais de meio bilhão de dólares mundialmente. O filme consagra a primeira vez em que uma animação ganhou vida, literalmente, trazendo de volta a antiga magia Disney, já perdida algum tempo. Veja a crítica!

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Cinderela conseguiu trazer a magia existente nas animações da Disney para um filme live-action.

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Cinderela conseguiu trazer a magia existente nas animações da Disney para um filme live-action.

Após o enorme sucesso de Malévola para com o público, a Disney traz de volta à vida o conto da gata borralheira, originado por Charles Perrault em 1697. Entretanto, agora, diferente de Malévola que se concentrava na atriz protagonista Angelina Jolie com uma visão diferente do conto da Bela Adormedia, Cinderela sobressaí mantendo e respeitando o foco mais para o conto do que para as estrelas da trama.

Hollywood está repleta de diversas adaptações cinematográficas para a Cinderela ao longo de todos esses anos, algumas apresentavam uma história sombria demais, outras apresentavam uma história diferente demais. E, ainda sim, nenhuma adaptação foi capaz de suprir a necessidade de ver a mesma mágica que o longa animado da Disney causou, e ainda causa, na infância de todos.

Nas mãos de Kenneth Branagh – conhecido por Operação Valquíria – o conto redigido por  Chris Weitz – mesmo roteirista de Bússola de Ouro e Formiguinhaz – ganha toda essência necessária para um clássico da fantasia, respeitando os mesmos pequenos detalhes adotados na antiga animação de 1950. Dessa forma, ainda apresenta a mesma mensagem de sempre sobre a gata borralheira, apresentando uma mulher fragilizada como protagonista.

Embora esse conceito pudesse ser adaptado formando Cinderela como uma forte mulher enfrentando sua madrasta, não representa uma falha. A história apresentada é a mesma que a maioria dos espectadores já conhece. Ella, sem seus pais, fica sujeita as maldades da malvada madrasta. Uma noite, com a ajuda de uma fada madrinha, consegue participar do baile real e, bem, o resto todos já sabem. Mesmo nessas condições, o longa altera sutilmente alguns detalhes, como os encontros do príncipe com Ella, ganhando sua própria identidade.

A história retratada consegue ter um ritmo saudável, linear e mais voltado para a dramatização prática. Com Cinderela, um clássico ganha, literalmente, vida. Toda a magia e fantasia que a Disney já não apresentava com a mesma maestria – como o descuidado Alice nos País das Maravilhas – antes apenas incorporados no mundo animado, agora aparecem a tona, mostrando as novas possibilidades para futuros filmes que virão como o da Bela e a Fera.

Este é um dos melhores feitos da obra. Enquanto as animações se preocupam cada vez mais se parecerem com o real, Cinderela é real e procura se parecer exatamente como uma animação, sem exageros e muito menos sendo caricata demais.

O elenco está repleto de estrelas, Lily James – a Cinderela – que consagra este como seu melhor e maior papel; Cate Blanchett – a madrasta – da trilogia Senhor dos Anéis, que incorpora a verdadeira megera. Richard Madden – o príncipe – que também ganha destaque com o longa; Por fim, Helena Bonham Carter, como a “fabulosa” fada madrinha.

A grande sacada da Disney foi escalar, Lily James, uma atriz ainda com poucos papeis em seu currículo. Lily prova seu potencial para segurar um longa como a protagonista e retrata a mesma apaixonante Cinderela da animação. Vemos em sua interpretação a gata borralheira que o cinema teve, por um longo tempo, dificuldades em adaptar.

Mas, não é apenas o filme de Lily. Madden consegue apresentar o grande príncipe dos sonhos de qualquer garota sendo elegante, humilde, sofisticado, astuto e sagaz. Blanchett também tem seus melhores momentos, principalmente quando faz suas ameaças a Cinderela mostrando que é mais sagaz do que puramente maldosa.

Entretanto, uma das pequenas falhas do longa é apresentar uma fada madrinha desconcertante. O menor destaque vai para Helena Bonham Carter, mesmo a sua aparição no longa como fada madrinha ser o momento mais engraçado de toda a película, Helena não esconde a essencialidade Tim Burton em seus trejeitos que, de certo modo, não caem bem a personagem e para o filme. Uma peça no quebra-cabeça que apesar de interessante, não se encaixa muito bem.

Para completar ainda mais a experiência, a equipe de produção caprichou nos figurinos fantasiosos e nos ambientes sofisticados. O vestido clássico e azul de Cinderela está, pela primeira vez, a altura e tão bom quanto a animação. As cores vibrantes ainda revelam um maravilhoso e empolgante mundo da fantasia. Para os efeitos a equipe se preocupa em não apresentar exageros, principalmente na transformação realizada pela fada madrinha. Bem executados, os efeitos gráficos se misturam aos efeitos práticos que moldam o tom da fantasia brilhantemente.

Cinderela se destaca mostrando uma fantasia que há muito não era apresentada. Distante de Caminhos da Floresta, Malévola e Alice no País das Maravilhas, por não ter medo de trazer todos momentos mágicos e a visão romântica da animação ao live-action. Sem exageros, Cinderela é tradicional e simplório, não sendo para uma juventude sedenta for filmes tecnológicos e repletos de ação.

Assim encerra marcando o sucesso da Disney em, finalmente, acertar em cheio a sua construção final. Cinderela se prova um filme para todas as idades, amantes de fantasia e, principalmente, um filme o momento entre a família. Os pequenos certamente vão adorar tanto quanto amam a animação.

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