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Séries e TV

The OA: 1ª Temporada, Opinática

22 de dezembro de 2016, POR

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The OA é a nova série da Netflix que estreou na última semana. Repleta de mistérios, uma vez dentro o espectador não consegue saltar para fora da trama ao ser conduzido por cenas envolventes e marcantes. Veja a minha opinática, sem spoilers, sobre a série e veja também minhas teorias sobre o final clicando aqui!

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Prairie Johnson é uma garotinha cega que desaparece. Sete anos depois, ela retorna, com a visão perfeita. A jovem terá que explicar aos pais o que aconteceu durante a sua ausência.

A maioria das séries descubro por coincidência, mal vejo informações a respeito até que elas sejam lançadas, com The OA não foi diferente e esse é o momento que as surpresas acontecem. Como todas as produções da Netflix, The OA é um tipo de série que vale a pena arriscar independente das suas preferências para os gêneros. É uma aposta em um tipo de história que somente a Netflix apostaria. Repleta de mistério, em The OA acompanhamos a história da protagonista Prairie Johnson – interpretada por Brit Marling, e caminhamos para entender a trama principal: o seu desaparecimento durante tantos anos. Para explicar toda essa lacuna ao espectador, a série trabalha em colocar Prairie no centro da história, como a narradora de sua própria história, ao lado de cinco pessoas escolhidas por ela: o valentão Steve – interpretado por Patrick Gibson, o brisado Jesse – interpretado por Brendan Meyer, o esforçado Afonso – interpretado por Brandon Perea, o transexual Buck – interpretado por Ian Alexander, e a professora Betty – interpretada por Phyllis Smith.

A dinâmica de grupo já fora utilizada em muitas histórias, onde cada integrante representa um determinado esteriótipo. Aqui não é diferente, porém a linguagem adotada com o espetador garante uma “vida fora das telas” ao grupo. Enquanto Prairie conta a sua história para os seus cinco novos amigos, é impressionante como a narrativa conquista o espectador e o faz sentir parte do grupo – não há como deixar de criar laços com qualquer um dos protagonistas. Embora a cada episódio tudo que é descrito por Prairei teste sua fé, tal como teste a fé dos integrantes do grupo, o carisma de Brit Marling repassado à sua personagem transmite confiança, como uma verdadeira essência da verdade – isso faz com que seja possível se relacionar ainda mais com a narrativa, transparecendo como se a história estivesse sendo contada especialmente para você.

Como já percebeu venho utilizando demasiadamente a palavra “narrativa”, mas é a chave para The OA, tal como seu diferencial. O espectador leva um tempo para se acostumar com o ritmo construído no universo narrativo, que consome mais tempo do que a vida “real” dos personagens, porém no instante que a “conexão” acontece não há como não se sentir envolvido por cada segundo da série. Momento em que The OA conquista algo difícil para a maioria das séries: emocionar no momento certo. Talvez por isso a relação entre espectador e narração seja tão intensa. Existem diversos momentos em que o coração fica apertado, o sentimento transborda e o espectador sente a intensa vontade de acolher a história em seus braços.

Por falar em momentos sentimentais, The OA apresenta sequências maravilhosas quando combina tensão junto a música e o silêncio – dando destaque a última sequência do episódio final que prende a atenção do espectador e sabe controlar o nível de tensão e alívio. A execução, novamente, não deixa a desejar ao contribuir com a narrativa sem, muitas vezes, precisar dizer uma palavra. Por outro lado, existem coisas que incomodam nesse processo como o visual da outra dimensão e dos sonhos de Prairie ou, ainda, a coreografia esquisita e fora do comum elaborada para série. Mas é importante ressaltar que isso é apenas uma questão de gosto artístico, pois quando olhamos apenas a série e sua contextualização nada poderia ser melhor do que coreografias intrigantes ou ambientes dimensionais utópicos.

Não há muitos pontos negativos em The OA, a não ser algumas pontas soltas e comportamentos sem qualquer explicações – que devem ter sido intencionais. Por tanto, no fim, The OA é uma série pelos apaixonados por mistério, mas principalmente pelos apaixonados por dilemas de realidade – como o que é real e o que não é real. A série provavelmente não vai empolgar ou conquistar quem não gosta da “história por trás da história”. Entretanto, se você é o tipo de pessoa que se deliciou com Strange Things, The OA é um prato cheio quando começa a brincar com uma realidade diferente do que imaginávamos. O sentimento que fica é o desespero pela segunda temporada, talvez como uma vontade de ter a certeza se tudo foi mesmo real ou não.

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