PUBLICIDADE
Séries e TV

Supergirl: a série que já começa errando…

16 de outubro de 2015, POR

O Super Nerd » Séries e TV » Supergirl: a série que já começa errando…

PUBLICIDADE

O maior erro que a série da Supergirl pode cometer é: ser uma versão feminina do Superman! Não que Supergirl não seja “uma versão feminina do Homem de Aço”, mas a personagem vai além por conquistar uma característica única que o Azulão jamais poderá ter – pelo menos, com a mesma intensidade. Deixar de explorar essa peculiaridade significa generalizar a personagem e, quem sabe até, “flopar” a série por não apresentar nada de valor.

A Supergirl teve a sua primeira aparição oficial nos quadrinhos em maio de 1959, sendo criada por Otto Binder e Curt SwanKara Zor-El, como era chamada em Krypton, foi enviada por seu pai, Zor-El, para ser salva da destruição que estava se manifestando em seu planeta natal, tal como fez Jor-El com seu filho Kal-El. A diferença entre Kara e Kal é que, enquanto Kal ainda era um apenas um pequeno e doce bebê, Kara já era praticamente uma adolescente.

Kal não enfrentou problemas em sua viagem à Terra, mas Kara encontrou obstáculos que a deixaram em uma outra dimensão temporal, fazendo com que sua viagem ao novo planeta demorasse um pouco mais e seu primo já fosse um adulto. A partir desse momento, além de não conhecer mais nada sobre o seu “pequetito” primo, Kara também não conhecia nada sobre a nova cultura a qual estava “condenada” a conviver. E é por aqui que a personagem se torna única e interessante.

© Material de divulgação passível de direitos autorais.

A Supergirl, diferente do Superman, apresenta um potencial enorme para demonstrar as divergências de cultura entre Krypton e a Terra.

® Relate qualquer abuso de Uso Indevido de Imagem clicando aqui.

A Supergirl, diferente do Superman, apresenta um potencial enorme para demonstrar as divergências de cultura entre Krypton e a Terra.

Imagine uma jovem africana sendo levada para o padrão de vida norte-americano no Upper West Side de Nova York ou, ainda, imagine uma jovem popular do Upper West Side sendo levada para as duras realidades de países africanos. Em ambos os casos há um choque de cultura, de realidade e de convivência. A jovem que antes era acostumada a uma realidade, seja ela melhor ou pior que a atual, terá vários desafios internos para enfrentar em um processo de adaptação que poderá ser um tanto complicado.

O exemplo acima nada se compara com uma jovem alienígena que conhece uma cultura totalmente diferente da cultura terráquea, convivendo diariamente com as perturbadas memórias dos últimos dias de Krypton que acabaram devastando tudo e todos que ela conhecia… mas já dá para imaginar o resultado desse processo. Chegam a ser inimagináveis as sensações que a Supergirl foi capaz de ter quando deu o seu primeiro passo na Terra e descobriu que a partir daquele momento uma vida completamente estranha a esperava.

Kara jamais será como Kal, ela não foi criada com doces e adoráveis humanos como os Kent. O choque de realidade que acontece dentro da vida de Kara, durante essa fase, faz com que ela crie uma espécie de “mix de personalidade” humana com personalidade “kryptoniana”. Em termos de criatividade, as possibilidades para a construção do desenvolvimento da Supergirl são saborosas e também respondem claramente o motivo que faz da personagem ser tão diferente do conhecido Homem de Aço.

Na TV, a adaptação mais próxima deste conceito para Kara aconteceu em Smallville. Lá a personagem, vivida por Laura Vandervoort, convive constantemente com os seus instintos “kryptonianos” tentando se ajustar em uma sociedade que ela não compreende. Clark tem uma visão formada dos humanos e Kara não consegue ver as coisas da mesma forma que ele. Ela deseja acima de tudo ser independente, encontrando o seu lugar dentro deste mundo, enquanto Clark tenta fazer de tudo para que ela seja como ele e preserve a sua identidade.

© Material de divulgação passível de direitos autorais.

Em sua participação em Smallville, Laura Vandervoort conseguiu expressar bem a necessidade e dificuldades da personagem se encaixar na cultura humana, procurando na maioria das vezes o caminho errado para descobrir as "novidades" da vida.

® Relate qualquer abuso de Uso Indevido de Imagem clicando aqui.

Em sua participação em Smallville, Laura Vandervoort conseguiu expressar bem a necessidade e dificuldades da personagem se encaixar na cultura humana, procurando na maioria das vezes o caminho errado para descobrir as “novidades” da vida.

Enquanto a Mulher-Maravilha tem a capacidade de representar o simbolismo feminista nos quadrinhos da DC, a Supergirl tem o papel de representar a adolescente amadurecendo à procura de seu lugar no mundo, sempre buscando uma forma de se tornar independente, mesmo que durante esse processo ela passe por diversas crises adolescentes “kryptonianas”. Percebe agora como Kara pode ser tão interessante, e importante, quanto qualquer outro personagem da DC quando bem utilizada dentro do universo dos super-heróis?

Infelizmente a nova série da Supergirl parece não trabalhar em criar um diferencial para personagem, atuando apenas em construir uma heroína que seja o reflexo de um grande super-herói e uma completa humana “pateta e desajeitada” tal como seu primo. Ao menos foi o que o trailer e o episódio piloto da série transpareceram. Como a personagem será desenvolvida ainda é um mistério, mas dificilmente seremos apresentados ao conflito interno de Kara sobre suas características “kryptonianas” e os comportamentos humanos. Uma pena…

© Material de divulgação passível de direitos autorais.

A série da Supergirl, nos materiais divulgados, não apresentou nenhuma nuance que comprove que o lado kryptoniano de Kara será explorado, fazendo com que ela tenha exatamente as mesmas dificuldades encontradas por Kal-El.

® Relate qualquer abuso de Uso Indevido de Imagem clicando aqui.

A série da Supergirl, nos materiais divulgados, não apresentou nenhuma nuance que comprove que o lado kryptoniano de Kara será explorado, fazendo com que ela tenha na série exatamente as mesmas dificuldades encontradas por Kal-El.

Gosto da ideia de construir uma série feminina, para o público feminino, mas ao invés de apresentar a Supergirl logo no primeiro episódio atuando com seu possível uniforme oficial, me pergunto se não teria sido ainda melhor explorar o ajuste de Kara na sociedade, representando as mulheres que encontram dificuldades para entender e descobrir seu espaço na sociedade. Seria um excelente arco para uma primeira temporada, criando um ideal único à personagem, encerrando com um grande vilão e, também, com a adoção da sua identidade como Supergirl próximo aos últimos episódios.

Infelizmente, sem isso, Supergirl será apenas uma versão feminina do Superman repleta de referências femininas coletadas direto das desajeitadas comédias românticas com ideal feminino. Um vazio desnecessário da personagem para uma série com muito mais potencial criativo do que aparenta ter. Seria um milagre se, após a estreia, não nos depararmos com essa sensação.

A estrutura do site, bem como os textos, os gráficos, as imagens, as fotografias, os sons, os vídeos e as demais aplicações informáticas que os compõem são de propriedade do "O Super Nerd" e são protegidas pela legislação brasileira e internacional referente à propriedade intelectual. Qualquer representação, reprodução, adaptação ou exploração parcial ou total dos conteúdos, marcas e serviços propostos pelo site, por qualquer meio que seja, sem autorização prévia, expressa, disponibilizada e escrita do site, é vedada, podendo-se recorrer às medidas cíveis e penais cabíveis. Leia aqui os Termos de Uso e Responsabilidade.

O Super Nerd

O Super Nerd

Completamente apaixonado e envolvido pelo mundo do entretenimento, da tecnologia e do conhecimento. This is a job for... Super Nerd!

PUBLICIDADE

comentários mais nerds do planeta

O Super Nerd disponibiliza este espaço para comentários e discussões dos temas apresentados no site, não se responsabilizando por opiniões, comentários e mensagens dos usuários sejam elas de qualquer natureza. Por favor respeite e siga nossas regras para participar. Compartilhe sua opinião de forma honesta, responsável e educada. Respeite a opinião dos demais. E, por favor, nos auxilie na moderação ao denunciar conteúdo ofensivo e que deveria ser removido por violar estas normas. Leia aqui os Termos de Uso e Responsabilidade.

  • Márcio Neves

    Não curti a escolha De Melissa Benoist como atriz para interpretar a Supergirl, ela tem cara de adolescente songa monga, a melhor Supergirl até hoje foi Laura Vandervoort, na qual participou da série Smallville, aquela sim além de linda tinha perfil para interpretar a prima de Kal-el. Obs: Mesmo não gostando da atriz estou ansioso pela série….

  • Sim! A Laura Vandervoort realmente foi muito boa, e a personagem dela em Smallville tinha uma pegada interessante como expus no artigo :B a série até que começou legal, eu acredito que com o tempo bastará apenas construir melhor a protagonista.

  • Alef Castro

    Concordo em partes, realmente a diferença notada por Kara entre kripton e a terra parece que não vai ser explorada na série assim como nos novos 52 mas, para mim não chega a arruinar a experiência com ela.

  • Concurseira1985

    Gente, q foi aquilo , no 1º capitulo?Q chatice, sem sal, copia da vida do Karl-El, muda guria, crie sua personagem , saia desta coisa sem graça q vc esta fazendo, n curti e se continuar assim, (ja temos mais uns capitulos rodando em certos sites por ai) não assistirei mais.

artigos relacionados

Send this to a friend