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Os Defensores, 1ª Temporada, Opinática

22 de agosto de 2017, POR

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Você que estava aguardando por esse momento, ele finalmente chegou! Os Defensores estreou na última sexta-feira através da Netflix com apenas 8 episódios – e mesmo assim, ainda conseguem enrolar… quem diria. Talvez essa seja uma das séries que é mesmo difícil defender. No geral, o descontentamento tomou conta, afinal o “feeling” que fora preparado para esse encontro não foi suprido por vários pequenos detalhes – comigo não foi diferente. Veja agora a minha opinática e esteja ciente que, talvez, você possa não gostar do que tenho a dizer.

Desde a primeira temporada de Demolidor, em 2015, os ânimos foram a loucura veja minha opinática aqui. A Marvel começava a sua parceria com a Netflix para criar algo ainda mais épico. Parece que o tempo passou e tudo que era para ser transmitido foi sendo esquecido. Como uma escadinha em direção ao abismo, uma a uma, cada nova série sendo lançada teve a sua qualidade comprometida de forma impressionante. Não me refiro apenas ao roteiro, mas a qualidade técnica. Lutas, por exemplo, é algo que só funcionou na série do Demolidor. A questão técnica chegou ao ridículo com Luke Cage veja minha opinática aqui.

Outro ponto que ficava cada vez mais evidente é todas as séries, Marvel/Netflix, enrolam demais até que aconteça algo de fato – por isso, dessa vez, 8 episódios. Mas nem o “corte” salva Os Defensores. Há uma cena inclusive em que o caos tá para acontecer, mas o foco é todo dentro da delegacia com personagens desinteressantes. Isso dura por vários décimos de minutos. Todos os mesmos erros são cometidos, todas as mesmas falhas são exploradas e, me desculpem, mas o roteiro se perde completamente a partir do quinto episódio – nem o plot salva, é como se tudo tivesse sido um desperdício de tempo.

Os Defensores se baseia na premissa do Tentáculo, algo que já vinha sendo construído e desenvolvido em todas as outras séries anteriores a essa, mas é só sobre isso e sobre o encontro de heróis salvando Nova York. Talvez o Tentáculo não tenha sido forte o suficiente para aguentar o protagonismo – quem fala demais, nada faz. A série ainda é bastante rasa no desenvolvimento de coadjuvantes e antagonistas. Uma das grandes decepções é o mal aproveitamento da vilã Alexandra – interpretada por Sigourney Weaver, que simplesmente foi jogada na série, mal desenvolvida e completamente desperdiçada. De todo o resto, Elektra – interpretada por Élodie Yung – é o destaque. Pelo menos a série faz a diferença ao mostrar uma Elektra mais próxima da realidade dos quadrinhos. Todos os demais personagens continuam com as mesmas falhas que já haviam em suas séries – frustrante apenas.

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Os Defensores

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O encontro poderia ter sido incrível, mas o roteiro não ajuda

O quarteto protagonista é uma grande bomba nesse universo – no pior sentido. Nem sei o que dizer sobre a interação entre eles além de: chata, na maioria das vezes. Luke Cage – interpretado por Mike Colter – está longe de ser um dos melhores, sem tempero e constantemente oscilando como se não soubessem o que ele realmente é em suas características emocionais. Punho de Ferro – interpretado por Finn Jones – é o personagem mais chato e infantil, destoando completamente do que esperávamos para um “punho de ferro” – e sim, a série até tenta se justificar com a premissa da falta de experiência, mas fica difícil engolir. Jessica Jones – interpretada por Krysten Ritter, talvez a única do quarteto, é a que mais se destaca, tem mais tempo em tela, tem mais envolvimento geral com a trama e está sempre ao lado do Demolidor – interpretado por Charlie Cox. Talvez porque, ambas, tenham sido séries melhores que as outras duas.

É uma pena que esse encontro tenha resultado em tantos desperdícios. Personagens coadjuvantes apenas jogados na trama só para simular uma integração dos universos – chega a ser agonizante. Em alguns pontos justificáveis, em outros não. Um péssimo sentimento causado pela série é a tentativa forçada de provocar empatia e simpatia com todos os coadjuvantes, como se eles não fossem nada além disso ou além de pontes entre os heróis. São tantos erros que fica complicado isolar cada coadjuvante. Grande desperdício. Para uma série sobre defensores, fica realmente difícil defendê-la.

Talvez essa é a primeira série que a Netflix assume que não há qualquer relação com o Universo Cinematográfico da Marvel. Não apenas provando que ela está bem distante da realidade do cinema, mas que também é um processo complicado integrar esse universo que criaram com o universo dos Vingadores. Chega a ser quase ilógico pensar que os Vingadores nem se quer notaram todo o caos em Nova York – sim, eles tinham outros problemas para resolver, ainda sim é complicado nem ao menos estabelecer isso. A Netflix tentou, tentou de verdade, fazer a Hydra das séries, mas não conseguiu o mesmo protagonismo. O resultado só poderia ser péssimo. E a grande questão é: por que não a Hydra? Teria sido uma saída muito melhor e não seria preciso mais nada para criar essa conexão.

No fim dos seus episódios, Os Defensores encerra com vários ganhos para a série do Demolidor e possibilidades para as demais séries. Aqui a Netflix começa ter alguns problemas, eles criaram personagens muito próximos, praticamente vizinhos. Vai começar a soar um tanto quanto esquisito se a interação desses personagens for constantemente esquecida e só lembrada em uma, improvável, segunda temporada. A única coisa que realmente foi cumprida é mostrar, visualmente, a reunião desses heróis. Existem sim algumas cenas de apreciação, mas fora isso… não compensa o tempo investido – se você assistir, inclusive, os dois últimos episódios isolados entende toda a série, fica a dica.

Encerro essa opinática dizendo que cada um vai ter visões bem diferentes sobre Os Defensores. Vai depender, principalmente, de como você se relacionou com as falhas das outras séries. Se para você as séries Marvel/Netflix não soam como enjoativas, enroladas e demoradas para executar qualquer desenvolvimento… perfeito! É bem possível que Os Defensores seja para você. Do contrário, é bem possível que vá ficar um pouco irritado com 5 episódios arrastados e exaustivos. Aí está uma série curta que foi bem difícil chegar ao fim.

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