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Séries e TV

Luke Cage, Opinática

4 de outubro de 2016, POR

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Você aceita um café? Luke Cage estreou na última sexta-feira através da Netflix, todos os 13 episódios foram liberados e dividiu opiniões. Alguns apreciaram a obra no todo, outros apontaram descontentamento com o que foi apresentado em relação ao que foi “vendido”. Veja agora a opinática sobre a série e saiba antecipadamente que sou o “diferentão” e poderá não gostar da minha opinião!

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Luke Cage pode não superar todas as expectativas. A série começa a se perder em tantas tentativas, que esquece não só o foco, mas principalmente: criar envolvimento do espectador em sua plenitude.

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Luke Cage pode não superar todas as expectativas. A série começa a se perder em tantas tentativas, que esquece não só o foco, mas principalmente: criar envolvimento do espectador em sua plenitude.

Não há como falar sobre Luke Cage sem destacar representatividade. Um herói negro e indestrutível. Em tempos onde Jessica Jones foi capaz de fazer uma parcial diferença ao representar a mulher real – como você pode ler aqui e na minha opinião sobre a série eis a oportunidade perfeita da Netflix em representar a cultura afro-americana, mas todo potencial foi desperdiçado em tramas elaboradas sem foco e pouco empolgantes. Ao longo dos 13 episódios, a série tem dois arcos principais, cada um ocupando metade de todo tempo e embora sejam visíveis… mais parecem pontos flutuantes aleatórios sem qualquer propósito. Como se houvesse uma conexão, mas em um emaranhado desorganizado que desmotiva.

No começo, Luke Cage, interpretado por Mike Colter, não busca por nada, não fica evidente como chegou lá e é simplesmente inserido em um lugar onde as coisas acontecem ou, pelo menos, deveriam acontecer: o Harlem. Aos que desconhecem, Harlem é um bairro real da ilha de Manhattan, em Nova Iorque. Conhecido por ser um dos grandes centros cultural e comercial dos afro-americanos, tornando-o um bairro com personalidade. O preconceito, a falta de oportunidade, a vida nas ruas, o tráfico de droga e de armas, são uma constante do Harlem. Se há um lugar para esgotar todas as possibilidades da representatividade com maestria, esse lugar é o Harlem. O maior problema é: a série tenta, mas falha em tratar um bairro como o personagem central da história.

Quando colocamos a série lado a lado com Demolidor, fica nítido que dessa vez só mergulharam o dedinho do pé em cada temática, sem se entregar. Com o homem sem medo, Hell’s Kitchen deixa de ser um lugar, torna-se “alguém”. Onde, como espectadores, somos capaz de sentir o que um simples bairro representa. Em Luke Cage nunca há oportunidade para o Harlem ser o Harlem, exceto em algumas poucas cenas, onde, por exemplo, quando Luke recebe todo apoio popular com a “moda das camisetas furadas”. O bairro não ganha vida. Seja por ficar apenas em palavras ou por não ter conteúdo suficiente para se sobressair, novamente: sem se entregar.

Difícil explicar tal sensação, como espectador eu quero sentir o Harlem e toda a vida nas ruas que poderia ter sido explorada, no máximo é mostrada de forma rasa em todas instâncias do bairro. Sendo a intenção gerar uma afeição pelo Harlem, não convence – pelo menos a mim. Parece que, a todo momento, a trama quer e não quer focar no bairro e quando não se decide a imagem do mesmo começa a ficar trêmula. Você sente, mas não toca. “Forma rasa” aliás, é uma constante na série.

Diversas temáticas críticas adotadas, porém: uma trama política rasa e limitada, uma trama mafiosa rasa e limitada, uma trama familiar rasa e limitada. Sabe a sensação de que falta algo? Em Luke Cage falta. Falta explorar tudo que precisava explorar, buscando expor mais os “mini-universos” de cada trama. É assim que as coisas ganham vida própria. Talvez o pouco número de personagens concentrado que destruiu a história. Você quer sentir que a barbearia do Pop é segura, mas o desenvolvimento não constrói a sensação. Você quer sentir que a boate tem vida, mas o desenvolvimento não constrói a sensação. Você quer sentir que a máfia e a vida nas ruas é a realidade por todo Harlem, mas o desenvolvimento não constrói a sensação. Você quer sentir que a política é um câncer, que existem intrigas, mas o desenvolvimento não constrói a sensação.

Quando isso torna-se massivo ao ponto de não empolgar, muito menos prender o suficiente, considero um problema. Já quando é hora para brilhar, tal como em Jessica Jones, Luke Cage falha feio ao executar seus poderes em cenas mal elaboradas e coreografias de luta mal executadas – a não ser talvez pela luta final, mas considerando a “venda” da imagem de lutador de box, também não é das melhores. Em meio aos pontos negativos, também existe o que há de melhor. Percebe-se que Luke Cage consegue acertar em cheio, mas apenas em cenas muito pontuais e distantes.  O espectador consegue apreciar pelo menos 15 minutos de cada episódio, com cenas que realmente dão valor a trama em uma tentativa de dar vida a série. De resto, só para quem é muito fã.

Se tratando do elenco, tudo navega entre a média. A não ser por Rosario Dawson, que interpreta a Claire, o elenco passou uma constante sensação de “coadjuvantes dos coadjuvantes”. Até o próprio Mike Colter tem carisma de coadjuvante e presença de protagonista. Onde, para mim, o maior destaque vai para os poucos que conseguem subir além da média: Mahershala Ali, o Boca de Algodão, e Erik LaRay  Harvey, o Cascavel.

Luke Cage é uma série para quem não liga para detalhes, para quem não se importa sobre intrigas minuciosas. Você apenas se torna o rei do bairro, quando toma todo o poder ou todos querem te devorar. Desculpem, mas a trama mafiosa de Demolidor, supera a tentativa de fazer o mesmo em Luke Cage. Por fim, não é no todo uma série ruim, mas também não é uma série boa para o potencial que tinha. Como resultados, ficam mais visíveis a tentativa de abordar temas delicados do que execução. É só uma série normal, como qualquer outra. Mas, sua percepção vai depender do envolvimento afetivo que você tem com a parceria Marvel e a Netflix.

LEMBRANDO: Esse artigo não tem cunho crítico, o nome opinática tem a intenção de representar minhas sensações em relação a trama. Como um opinião de amigo para amigo, deixe a sua também nos comentários!

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