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Gotham, 1ª temporada, Crítica

31 de agosto de 2015, POR

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Gotham é uma Série de TV do canal FOX, baseada na mitologia do Batman. Com a proposta de apresentar um jovem Bruce Wayne e uma Gotham pré-Batman, a série se sai bem. Veja agora a crítica da primeira temporada!

© Material de divulgação passível de direitos autorais.

Gotham tem como objetivo adaptar o cotidiano da cidade do Batman.

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Gotham tem como objetivo adaptar o cotidiano da cidade do Batman.

Máfia. Uma temática fácil de executar, se tornando complicada caso não seja desenvolvida da maneira correta. A Máfia teve suas origens no sul da Itália em tempos medievais. Resumidamente, é uma organização criminosa que trabalha através de uma estratégia de infiltração na sociedade e em instituições para atingir seus objetivos. Como a cultura italiana preza acima de tudo a família, participar da máfia também é sinônimo de participar de uma família. E como todos sabem, famílias brigam, divergem e protegem todos os seus familiares. E isso, Gotham representa muito bem.

Nas histórias de Batman, o universo no qual ele existe sempre se provou maior do que o próprio herói. Gotham é uma grande cidade sórdida, com o que há de pior no mundo do crime. A essencialidade de Gotham está presente justamente nas “famílias” que controlam a cidade. Nos quadrinhos cada qual tem o seu “pedaço” e o seu distrito em Gotham. E é sobre tudo isso que a série, de mesmo nome que a cidade do Homem-Morcego, visa retratar.

Criação de Bruno Heller, também criador da série O Mentalista, Gotham se sobressai como uma série a respeito de uma cidade que tem muito a oferecer do que apenas o próprio Batman. A proposta, desde o principio, era acompanhar o dia a dia do GCPD – Gotham City Police Department, ou DPGC como prefiro chamar – através do ponto de vista de James Gordon – interpretado por Ben McKenzie. Nesse contexto, o plot da série ainda expande em apresentar a ideia de um jovem Bruce Wayne – interpretado por David Mazouz – e alguns clássicos vilões ainda em sua formação.

Um dos grandes acertos de Gotham foi, sem dúvidas, a existência do submundo mafioso e, consequentemente, o relacionamento entre as diferentes “famílias” que atuam pela cidade. Falcone e Marone estão por lá, para mostrar como a máfia intervem no sistema político de Gotham. Paralelo ao elemento principal, o DPGC é o núcleo mais desenvolvido na série, cativando o espectador pelos absurdos em irregularidades na aplicação da lei no dia a dia em Gotham – fato já conhecido pelos fãs do Morcego.

Além dos mafiosos, a série contou com a construção de dois vilões pertencentes ao cânone e icônicos dos quadrinhos: o Pinguim – interpretador por Robin Lord Taylor – e o Charada – interpretado por Cory Michael Smith. Oswald Cobblepot começa desconhecido e logo mostra as suas intenções de passar a perna em todos, tomando o poder da cidade. Robin Lord Taylor aqui faz um excelente trabalho ao apresentar um Pinguim bem curioso, seus trejeitos e gestual se destacam levando-o a ser o vilão mais cativante de toda a série. Por outro lado, o Edward Nygma é apresentado como o estranho perito do DPGC, até que se torne algo parecido com o vilão que conhecemos. E Cory Michael Smith consegue ser tão estranho quanto Sheldon Cooper.

Evidente que James Gordon é o ponto central de toda a trama, Ben McKenzie consegue executar uma boa tarefa em sua adaptação: ser “um Batman” sem uniforme de morcego. Embora em alguns momentos mais cômicos de Gordon, McKenzie consiga perder sua atuação apresentando caras e bocas um tanto desconfortantes. Também há o núcleo Wayne da série, diretamente conectado a Gordon. Bruce Wayne é o jovem garoto atormentando pela morte de seus pais em busca de respostas, enquanto Alfred Pennyworth – interpretado por Sean Pertwee – é um mordomo muito mais participativo do que de costume. A adaptação de ambos personagens contribui para o clima da série, David Mazouz faz um bom pequeno jovem Wayne, assim como Sean Pertwee mostra a realidade de um mordomo que se tornou“pai”.

Entre um elemento e outro, Gotham conseguia caminhar bem com o grande arco do Pinguim em busca do domínio da cidade. Mas umas das grandes desvantagens da série foi a muleta que as histórias de Batman ofereceram e que os roteiristas não conseguiram controlar. Veja bem, muita coisa aconteceu por Gotham desde que Bruce perdeu seus pais e se tornou o Batman como o conhecemos. É bem provável até que muitos vilões tenham “começado” dentro desse período em que Gotham estava sem um Batman. Entretanto ao invés de se concentrar em apenas dois grandes vilões, a trama opta por apresentar vários em uma única temporada.

Há as jovens Mulher-Gato e Hera Venenosa, o Espantalho, o Harvey Dent, o Dr. Dulmacher, o conceito do Capuz Vermelho, o possível Coringa, Victor Zsasz, a inédita Fish Mooney e muitos outros apenas citados ou com uma participação pequena. A necessidade de trabalhar com essa muleta ocasionou a fragmentação da trama principal em tramas paralelas muitas das vezes mal executadas e insignificantes para a história no todo, além de exigir cada vez mais a presença de um Batman com tantos vilões já sendo apresentados. Um mal do formato de séries para televisão que atingiu em cheio os roteiristas de Gotham: a necessidade de “encher linguiça” toda semana.

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O Elenco da série Gotham é razoável, com alguns poucos destaques.

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O Elenco da série Gotham é razoável, com alguns poucos destaques.

Dado isso, o que faltou no enredo foi a dosagem de personagens, que inutilizou vários deles ou os transformou em algo completamente diferente – como aconteceu com Fish Mooney, que começou bem e depois despencou a uma trama desanexa. Ao longo de 22 episódios, a série desviou-se do cânone apresentando algumas adaptações que funcionaram – como é o caso do jovem Bruce e as interações mafiosas de Falconi e Maroni – e outras que estragaram a experiência – como vilões sendo apresentados aleatoriamente sem propósito. No fim, Gotham consegue finalizar a primeira temporada como uma boa série baseada em quadrinhos, não tão brilhante mas quase lá. Ao menos o conceito drama-juvenil, presente em séries como Arrow e Flash, não foi utilizado, garantindo ponto extra à série.

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