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Séries e TV

Demolidor: A série que transforma a Marvel

10 de abril de 2015, POR

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Com sua estréia em 10 de abril, Demolidor inicia uma possível nova tendência que irá moldar o Universo da Marvel fora dos cinemas. Como já era esperado Demolidor surpreende não apenas por ser diferente mas, principalmente, por ser mais “pé no chão”. Veja todas as nossas impressões!

Em novembro de 2013, a Marvel e a Netflix realizaram um acordo para produção de diversas séries de heróis originais na Netflix. Entre elas, foi anunciada uma série do Demolidor e logo muitas expectativas negativas foram criadas depois do último filme decepcionante produzido em 2003 pela FOX.

O formato Netflix, sem dúvidas, é um dos pontos principais a serem considerados. Enquanto a maioria das séries de super heróis na TV precisam explorar semanalmente histórias independentes a cada episódio, com a adoção do formato Netflix uma única história retilínea é planejada, dando uma continuidade muito mais sutil.

A intensão da Marvel é introduzir novos personagens ao seu universo sem necessitar do cinema propriamente dito. Agents of S.H.I.E.L.D e Agent Carter, ambos produzidos para a TV, criam suas próprias histórias mas aproveitando e bebendo diretamente da fonte dos cinemas.

Esses novos personagens, junto com suas séries originais, podem criar suas histórias dentro do mesmo universo mas sem precisar depender diretamente do cinema. Assim, é possível construir todo um novo universo moldado apenas por essas séries, e fazer alguma conexão ou outra com o MCU – Universo Cinematográfico da Marvel – mas nada que seja necessário.

Muito mais clichê do que original…

© Material de divulgação passível de direitos autorais.

A série estreou na Netflix, e mostra que existe potencial para explorar muitos heróis no mesmo formato.

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A série estreou na Netflix, e mostra que existe potencial para explorar muitos heróis no mesmo formato.

Matthew Michael Murdock (Charlie Cox) é um jovem atleta e excelente aluno. Ainda na adolescência, um acidente envolvendo um caminhão que carregava lixos tóxicos o deixou cego e fez com que ele desenvolvesse vários sentidos. Quando Matt decide vestir o uniforme e adotar o nome “Demolidor” (Daredevil), leva uma vida dupla: é advogado durante o dia, e, à noite, protege as ruas de Hell’s Kitchen, seu bairro em Nova York.

Cá entre nós, apesar de ter alguns elementos diferentes do tradicional, você vai ter a sensação de “já vi isso antes” em vários momentos. O enredo da série não apresenta muitas novidades, para mim, não trouxe a sensação de que é uma história incrível, totalmente inédita e super bem elaborada.

A essência da série está mais voltada para o Demolidor e no que ele pode fazer, é isso que você vai querer ver e o que vai te motivar a ver a série. Possui alguns elementos de investigação, alguns elementos jurídicos, mas está mais voltada para a ação – e isso é o que torna a série empolgante.

Partindo desse princípio começa bem, logo no primeiro episódio já é possível sentir o tom em que a série promete trabalhar. A classificação “mais 18” consegue explorar a realidade sem precisar se preocupar quanto a violência utilizada – em alguns momentos é extrema principalmente com a entrada do Rei do Crime, aliás, é excelente para um ambiente realista de “justiceiro” vs. criminalidade.

Tudo começa em Hell’s Kitchen – não é aquele com Gordon Rampsey, hahaha, e sim um bairro de Nova York. Em meio a uma série de traficantes de seres humanos atuando pela cidade, eis que surge um novo herói para lutar contra o caos. O homem vestido sobre uma máscara negra tem limpado a cidade com suas próprias mãos.

De dia um advogado cego e durante a noite um justiceiro mascarado. Esse é Matt Murdock, e Charlie Cox consegue limpar completamente o gosto que a atuação que Ben Affleck deixou. Temos agora um ambiente muito mais sério moldado através de uma sutil nobreza e sentimento de angústia de Matt Murdock.

Ele segura bem o papel como protagonista, e traz aquela essência de que este é um herói no qual você confiaria. Ele também consegue transmitir a essência de um bom advogado que está atento aos detalhes e está ali para fazer a diferença, conquistando algo a mais, bem como um advogado deve ser.

Elden Henson atua como Foggy Nelson, sócio de Matt no “escritório” de advocacia. Em alguns momentos é notável que ele está presente para dar aquela “pitada” de alívio cômico e relaxar a tensão que ronda o ambiente da série, também parece ser o que menos sabe das coisas.

Assim como, Claire Temple – que provavelmente será a conexão com Luke Cage, e é interpretada por Rosario Dawson está lá para dar ao herói algo que ele possa perder, criando todo aquele conflito de pseudo-romance que o torna vulnerável. Já é um clichê e na série também é explorado dessa forma.

Um dos grandes destaques fica por conta de Vincent D’Onofrio – o Rei do Crime a introdução dele é lenta e acontece de forma paralela aos eventos principais da série, até que ele realmente mostra quem é – justamente a parte que você pensa UAU! Nós temos um verdadeiro Rei do Crime – e quaisquer dúvidas sobre a atuação dele são respondidas a partir daqui.

A história também tem tramas paralelas com personagens paralelos, mas tudo sempre está apontado para a trama principal, ou seja, não está lá apenas por estar ou para “encher” linguiça. Cada qual tem a sua importância que reflete em toda a história.

E o destaque vai para a forma como tudo é apresentado

Não há como não notar que a série teve suas inspirações nos recentes filmes do Batman, há vários momentos que é possível fazer claras comparações que, por sinal, trazem para série justamente aquilo que se deseja ver em “ambientes de heróis” o que foge da proposta mais “pipoca” da Marvel.

As coreografias de lutas apresentadas no filme são excelentes, você percebe que ali tem pessoas de verdade, lutando, não há nada mágico ou uma “força misteriosa” além da realidade. Tanto que em vários momentos vemos o cansaço exposto nos trejeitos de Matt, isso é fenomenal!

A forma como a equipe de produção conseguiu passar a sensação de como o Demolidor enxerga as coisas ao seu redor é interessante. Tudo é trabalho através dos sons, que para o Demolidor é natural e para nós se torna natural também quando vemos os detalhes que os sons podem transmitir.

O Demolidor possuí uma excelente audição, disso sabemos, e isso precisava ser explorado na série. Mas em alguns momentos a série exagera, é como se ele simplesmente não fosse cego, alias, se você assistir sem saber que ele é cego provavelmente só notará que ele é quando estiver usando a “bengala”.

Tudo bem que a maneira como Matt percebe as coisas ao seu redor é excepcional e como uma “história em quadrinho” funciona muito bem, mas, dada a proposta mais realista utilizada pela produção e direção, conseguir pegar objetos que nem se quer transmitiram algum tipo de ruído chega a parecer bem exagerado.

E por falar em som, a trilha sonora da série é perfeita, combina muito bem com o que o Demolidor representa. Somado a isso a abertura é fantástica, um dos primeiros elementos que aparecem na abertura é a Dama da Justiça, que por sinal é uma referencia incrível de que “a justiça é cega” – literalmente nesse caso rs.

O enredo da série é bom e segue bem, você vai ficar ansioso pelo próximo episódio – ah e um conselho!? Não assista rápido demais!! Do contrário, você vai acabar sentindo que a história não está completa. Apenas em alguns momentos o ritmo fica tão lento que dá uma leve vontade de avançar logo para ação, nada que seja uma sensação frequente – graças.

Como fica o Universo Marvel?

Se você é fã Universo Marvel basta ficar atento que você vai conseguir pegar uma referência ou outra, como um breve e rápido momento em que é dito “se fosse um o cara com uma armadura, ou o cara com um martelo mágico” – conseguiu pegar esse momento!? Não vou dar mais spoilers!

Talvez, a série não afete a principio todo o universo. Entretanto, ela está lá para criar um novo formato para a Marvel. Ainda é incerto como eles irão unificar tudo isso, porém, sem dúvidas eles conseguiram criar algo mais “adulto” e que consiga transmitir a seriedade que um herói precisa – como fizeram em Capitão América 2, problemas reais em um “mundo real”.

Vale a pena assistir?

Sendo você um fã de Demolidor, sem dúvidas, ficará empolgado e será capaz de notar algumas referências aqui, outras ali, de uma união de diversas histórias sobre o herói. Aliás, é pra isso que a série existe, para que você veja o Demolidor incrível dos quadrinhos em carne e osso, e como adaptação a série atua muito bem.

É um “inicio de tudo”, conta a história de uma forma que não precise de enrolação, e utiliza o método de flashbacks durante diversas cenas para explorar os acontecimentos passados da vida de Matt. De certa forma, isso molda o personagem e tem o intuito de mostrar como os acontecimentos o levaram a suas atuais escolhas.

Você gostou de Capitão América 2, ou ainda, você gostou dos novos filmes do Batman? Sim? Então vai gostar da série de Demolidor, apesar de não apresentar muitas novidades, a série apresenta coreografias que queríamos ver em todos os filmes de super heróis e possui uma história que te manterá empolgado para o próximo episódio.

Mesmo com seus altos e baixos Demolidor, conquista e muito, apenas pelo jeito como as coisas são apresentadas. Por este motivo, a série vale a pena cada minuto e com certeza ganha sua posição entre as melhores séries de super heróis já produzidas – seria como um The Dark Knight Rises das séries de super heróis.

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