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Séries e TV

A Netflix e sua aposta na originalidade

8 de setembro de 2015, POR

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A Netflix “abriu mão” de diversos filmes de seu catálogo, o que resultou em desacordos com o público! O que aconteceu e o que vai mudar a parir de agora? Veja uma discussão sobre o tema e deixe seus comentários!

MUITA POLÊMICA! Na última semana a peteca caiu e um alvoroço entre os assinantes da Netflix se instaurou pela internet: dezenas de filmes deixarão de ser exibidos no serviço streaming. Mas antes vamos nos situar dentro deste contexto. A Netflix – que prefiro nominar utilizando o gênero feminino – é um serviço online sob demanda no qual os usuários assistem a filmes, séries, documentários, etc, conforme a sua própria vontade. Isso, eu, vocês, todos nós, já sabemos, entretanto para garantir tais filmes a seus consumidores é preciso negociar a distribuição das obras.

Assim, todo e qualquer material disponível por lá passa por um “filtro” dentro de um contrato que legaliza a distribuição – por este motivo, é comum algumas temporadas de séries estarem ou não disponíveis dependendo do acordo estabelecido. É bem provável que vocês também já saibam disso. Vale acrescentar que, na maioria das vezes, o contrato é fechado sob demanda. A Netflix sabe o que cada um de nós quer assistir e tenta priorizar todo o público visando realizar um acordo de sucesso e vantajoso – que faça cada um de nós sermos especiais.

Porém, no dia 31 de agosto, foi decidido o final do acordo entre o Epix e a Netflix. Mas, espere, “what the hell is Epix”? Epix é um canal de televisão americano, empreendimento realizado em conjunto – ou join-venture, para os mais refinados – entre a Paramount Pictures – Viacom, MGM e Lionsgate. O objetivo do canal Epix é distribuir filmes de tais empresas à televisão, e por conseguinte atuar como uma ponte para que a Netflix também distribua esses filmes.

© Material de divulgação passível de direitos autorais.

Vale ressaltar, o Epix não está apenas disponível pela TV, mas desde 2013 possuí apps para vários dispositivos. Atuando como um concorrente da Netflix.

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Vale ressaltar, o Epix não está apenas disponível pela TV, mas desde 2013 possuí apps para vários dispositivos. Atuando como um concorrente da Netflix.

Com o final do acordo entre as empresas, filmes como Jogos Vorazes, Star Trek, O Lobo de Wall Street deixarão de ser exibidos no serviço de streaming nos Estados Unidos neste mês de setembro. É nesse momento em que vocês pensam: Jogos Vorazes, como assim?! Todos amam Jogos Vorazes! Bem, para a Netflix o problema é a palavra-chave “exclusividade”. Segundo a Variety, a empresa deseja o direito de exclusividade dos títulos, ou seja, apresentar obras que vocês não possam assistir em nenhum outro serviço de assinatura online.

Então… O que o Epix fez de “errado”?

Além de estabelecer uma janela de 90 dias – significando que um filme só pode ir ao streaming 90 dias após sua exibição na televisão, o Epix também fechou contrato com dois grandes concorrentes da Netflix: o Hulu e o serviço streaming da Amazon. Vale ressaltar, na época em que o Epix e a Netflix fecharam um contrato em 2010, o acordo previa total exclusividade. Pois bem, o contrato encerrou, o Epix têm dois acordos em mãos, e oferecer doce para os concorrentes sempre torna o sabor mais amargo. Você soma dois mais dois e percebe que a Netflix deixa de ser “o serviço” e passa a ser “um serviço” contradizendo a visão e a missão da empresa.

O resultado é que o final deste acordo é ácido para ambas as partes. O Epix perde contrato com uma empresa dominante no ramo streaming e a Netflix perde acesso a títulos desejáveis ao público. Afinal, ainda de acordo com a Variety, a Netflix exibia cerca de 75 milhões de filmes do Epix em média mensalmente – ou seja, a demanda existe sim! Ainda é desconhecido se esta decisão resultará em alguma influência no streaming em terras brasileiras, mas fiquem despreocupados pois cada país tem acordos diferentes com os distribuidores a não ser que os cortes sejam uma decisão em nível global.

A Netflix fez o certo?

Convenhamos, há um certo risco na decisão tomada. É evidente que muitas pessoas optam pela Netflix devido a qualidade do serviço, mas mais do que isso elas adotam para: substituir a necessidade de dependência de canais por assinaturas que definem horários de exibição para os filmes. Acredito que grande parte do público está lá como alternativa aos arcaicos meios convencionais da televisão, e este público também quer ter a oportunidade de assistir por lá – ao menos – os mesmos filmes que eles assistiriam em sua TV convencional.

Desde o início a proposta da Netflix sempre foi complicada para o entendimento do público. Muitos adoraram o conceito de quê a Netflix atua como uma espécie de locadora, mas a realidade é bem longe disso. O serviço está mais para uma evolução de um canal de TV, que também adquire certos filmes para exibição. A diferença é que através da Netflix é possível decidir qual assistir e quando.

Um dos grandes problemas desse equívoco na percepção do serviço é que o branding estabelecido pela Netflix sempre deixou essa visão um tanto quanto confusa, ocasionando sempre as mesmas perguntas, como por exemplo “quando um filme X vai chegar?”, na ilusão de quê a Netflix seja “obrigada” a exibir todos os lançamentos por se propor a exibir filmes online. Por conta disso, a Netflix irá deixar muitos espectadores desconfortáveis com a decisão refletindo nas próximas semanas o alcance do serviço. Talvez a negação do público nem seja tão devastadora, mas é um risco a ser enfrentado.

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A Netflix precisa mostrar aos consumidores que não é uma locadora, mas sim uma mídia de entretenimento diferente e inovadora.

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A Netflix precisa mostrar aos consumidores que não é uma locadora, mas sim uma mídia de entretenimento diferente e inovadora.

De qualquer forma… No fundo… Vocês sabem… No mundo dos negócios alguns sacrifícios são sempre necessários. Se em 2010 o acordo com o Epix era cerca de US$ 200 milhões por ano, a renovação resultaria em correção e investir sem garantir exclusividade online é – digamos – jogar dinheiro fora – para a visão Netflix, que anseia continuar no domínio do mercado. Entretanto, em meio ao caos eis que surge uma luz no fim do túnel, garantindo que os assinantes não saiam perdendo completamente nesta jogada: o orçamento antes alocado para o Epix, agora será revertido em produções originais. AMÉM!

A nova proposta é a melhor solução!

Vou ser bem sincero. A Netflix apresenta um vasto catálogo de filmes, principalmente para aqueles que antes não tinham acessibilidade ao cinema ou as TVs por assinaturas com preços exorbitantes. Aliás, a Netflix norte-americana apresenta um catálogo muito superior a nossa. Por aqui não são bem aqueles filmes “realmente novos” – dificilmente irá encontrar tão cedo um lançamento de 2015 e muito menos de todos os estúdios – embora muitos filmes estejam disponíveis, a grande vantagem mesmo do serviço não é mais os filmes que são oferecidos.

Poucos contam os dias pelo “lançamento mais esperado de todos os tempos”, atualmente a maioria anseia pela “nova temporada da série preferida que SÓ SE ENCONTRA na Netflix”. Novamente, destaque para a palavra-chave “exclusividade”. A partir do momento em que a Netflix decidiu iniciar a produção de séries originais, deu certo, de primeira. Essa estratégia se consagrou como um traço de personalidade da Netflix. Atualmente, muitos assinam ansiosos pela próxima investida em séries do serviço – não é verdade?!

No final, para o público norte-americano tais títulos do Epix não farão tanta diferença, é uma questão de costume e adaptação – ainda será possível assisti-los em outros meios – desde que eles não desistam da Netflix e comecem a assinar outros serviços que possuam os filmes de sua preferência por conta desta decisão. Ao mesmo tempo e em contrapartida, os espectadores vão acabar ganhando produções originais a nível Netflix – que podem se sair melhor que muitos lançamentos hollywoodianos.

Para deixar a ideia mais apetitosa, a partir de outubro de 2015 tais produções não se resumirão mais em séries – a Netflix é uma empresa visionária e ambiciosa – de acordo com Ted Sarandos, o CCO da Netflix, a empresa está trabalhando em filmes originais para o streaming. Notável o quanto a Netflix tem a missão e a sede de ser a HBO dos serviços online, uma evolução dos canais televisivos arcaicos com produções originais e independentes.

Segundo Sarandos, diversas grandes estrelas e diretores participarão destes novos projetos incluindo Brad Pitt, Ricky Gervais, Judd Apatow, Angelina Jolie, Sofia Coppola e Adam Sandler. Resultando em produções como Beasts of No Nation – em outubro, com Idris Elba, Ridiculous Six – em dezembro, com Adam SandlerA Very Murray Christmas – em dezembro, com Bill Murray, além de muitos outros a serem lançados a partir de 2016.

Detalhe importante! Sarandos afirmou que os filmes serão planejados para todos os públicos e para todos os gostos – o que justificaria Adam Sandler na lista – ele também afirmou que novos contratos estão sendo realizados para trazer Minions e Hotel Transilvaniana 2 ao catálogo. Da mesma forma que negociações com a Walt Disney – incluindo Pixar, Lucas Film e Marvel – trarão novos títulos mais rápidos do que de costume. Basta torcemos para que essas mudanças também reflitam no streaming brasileiro.

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Quem sai ganhando? A minha, a sua, a nossa família, que terá muito mais conteúdo inédito para aproveitar!

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Quem sai ganhando? A minha, a sua, a nossa família, que terá muito mais conteúdo inédito para aproveitar!

Enfim caros leitores, a Netflix vem com tudo transformando a maneira de ver o conteúdo digitalmente e é mais que um privilégio ter mais e mais produções originais para o nosso delírio e vislumbre. Com certeza é uma decisão ambiciosa da Netflix, que não vai deixar de conquistar os espectadores e, sem dúvidas, consagrará a originalidade do serviço – quem me acompanha por aqui, sabe o quanto defendo que originalidade, personalidade e identidade são tudo para uma marca! Marcando assim a melhor solução, uma vez que os filmes – nem tão novos assim – são caros demais para não serem exclusivos.

E vocês, o que acharam do novo posicionamento da Netflix? Deixe nos comentários!

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