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Limbo, Resenha

6 de agosto de 2015, POR

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Limbo é um livro digital escrito e publicado, independentemente, por Thiago d’Evecque. Apresentando elementos consagrados da cultura pop, Limbo constrói seu próprio universo e se torna uma ótima história para representar a literatura brasileira no gênero. Veja a resenha!

© Material de divulgação passível de direitos autorais.

Você vai se surpreender com o que a literatura brasileira pode apresentar!

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Você vai se surpreender com o que a literatura brasileira pode apresentar!

A literatura brasileira, embora não tão bem conhecida por muitos nos gêneros da fantasia, ação e aventura, também tem os seus grandes méritos. Por vezes, é possível emergir em boas histórias que saem “voando” em meio ao imaginário utilizando elementos clássicos, e muitas vezes, até já conhecidos. Ter acesso a esse perfil de literatura no Brasil é, sem dúvidas, satisfatório.

Fui apresentado ao livro Limbo pelo próprio autor, o jornalista e escritor Thiago d’Evecque, que gentilmente me cedeu uma cópia do livro e em troca ofereço uma resenha honesta – da qual demorei um tempinho para escrever. Assim que conheci o material, principalmente a capa – onde preciso ressaltar, Marina Ávila fez um ótimo trabalho – me interessei pela sinopse e então iniciei minha leitura para emergir em um novo mundo inexplorado. Veja a sinopse:

“O Limbo é para onde todas as almas vão após a morte. Além de humanos, deuses esquecidos e espíritos lendários também vagam pelo plano. Muitas almas sabem exatamente onde estão e por que; a maioria, entretanto, ainda tem a impressão de estar viva. A morte é um hábito difícil de se acostumar. Um dos espíritos residentes no Limbo acorda sem nenhuma lembrança de sua identidade. Ele descobre que a Terra está prestes a ser destruída pelos próprios humanos e fica encarregado de enviar doze almas heroicas de volta. Elas reencarnarão no plano dos homens e tentarão reverter o quadro apocalíptico. Contudo, poucas almas encaram o retorno com bons olhos. O espírito deve, então, forçá-las. Armado, de preferência. Assim, resolve visitar um velho amigo: Azazel, anjo ferreiro e primeiro escolhido da lista. O espírito descobre mais sobre quem realmente é, ouve uma versão completamente diferente sobre a rebelião dos anjos e é presenteado com uma surpresa de péssimo gosto.

LIMBO mistura elementos e referências de videogames, RPGs, HQs, animes, mangás, filmes, séries e livros. De Lovecraft a Final Fantasy, é uma homenagem às influências que marcaram o autor”.

A primeiro momento, com a sinopse de Limbo em mãos, a sensação é que o leitor irá acompanhar o protagonista em uma espécie de “doze trabalhos de Hércules” usando a força e suas armas quando necessário. Para mim, com a sinopse, a ideia de usar armas como alternativa para convencer e forçar as almas pareceu uma alternativa simples e fácil demais – forçar alguém a fazer algo utilizando como recurso uma luta funciona bem?

Mas, então, Limbo surpreendeu! O livro narra uma história interessante que ganha consistência e rende muitas surpresas ao longo de cada nova página lida. Em uma leitura simples, fácil e dinâmica, apresentada em mais de 160 páginas, se torna cativante. Como observado na sinopse, o enredo retrata, principalmente, um lugar para onde todas as almas vão logo após a morte.

A obra trabalha em destacar o quanto este lugar pode afetar cada ser lá presente de forma diferente, enquanto uns tem a plena consciência do Limbo, outros tem a sensação de ainda estarem vivos. Esse processo fica nítido durante a presença de cada personagem na narrativa. O enredo lida com as dificuldades da morte curiosamente de um outro ponto de vista, o daqueles que já se foram.

A narrativa eleita para Limbo é elaborada em primeira pessoa. Embora tal tipo de narrativa não seja a minha preferida uma vez que perde a essencialidade dos minuciosos detalhes de cena, principalmente para o diferente universo ao qual o autor se propôs em construir, ainda é possível se envolver na história contada, garantindo uma equilibrada experiência de leitura.

O protagonista começa acordando em um lugar completamente desconhecido, sem entender o porquê se encontra ali e sem se lembrar da sua própria identidade. Os questionamentos começam a tomar conta da trama, e o leitor logo percebe que serão importantes para o desenrolar da história. Nas primeiras páginas, a missão é revelada: a Terra está perdida, e será preciso enviar doze almas heroicas para salvá-la.

Assim, o protagonista fica encarregado de encontrar tais almas e fazer com que elas voltem para a terra reencarnadas com o objetivo de reverter a situação apocalíptica da Terra. Como convencer alguém a voltar para um lugar repleto de lembranças? Parece fácil, mas não é bem assim.

Alias, esta é uma das melhores discussões de Limbo. Em um lugar tão sereno como uma espécie de “repouso de almas”, qual é o motivo que levaria cada uma das doze almas reencanarem em um lugar manchado por tanta destruição? Limbo não apenas irá mostrar os desafios de fazer as almas retornarem, mas caminhará para a descoberta do próprio protagonista.

Apesar de cometer alguns deslizes como, por exemplo, começar a repetir as mesmas ideias para cada alma visitada, ainda é impressionante a reflexão que a história possibilita conforme vai revelando ao leitor algumas surpresas inesperadas.

Ao longo dos capítulos, começa a ficar claro que Limbo tem a sua essência fomentada na fé. É um livro sobre a fé na humanidade, a fé em deuses, a fé em si mesmo e as possibilidades e consequências que tal sentimento é capaz de provocar.

Para ser sincero, não gosto de entregar muito sobre a história, prefiro analisar livros por seus aspectos técnicos, suas reflexões e opinião contribuída pela experiência que o livro me proporcionou. Mas, é preciso comentar que uma das sacadas mais inteligente do autor foi a representação de cada uma das doze almas como um perfil de moralidade essencial para transformar a Terra em um lugar melhor.

Embora, como já abordei, algumas execuções se tornem repetitivas demais, talvez pela grande quantidade de almas, o leitor percebe que o autor planejou a história e conhecia, de verdade, sobre o que estava falando e aonde desejava chegar.

Para completar em meio as peripécias do enredo, Thiago d’Evecque consegue encaixar elementos e referências marcantes para os fissurados em cultura pop. A obra acaba provocando, aos curiosos como eu, a necessidade de perceber cada uma das referências com o qual o autor trabalhou.

Há sobre tudo um pouco, d’Evecque tomou o cuidado de dosar os elementos certos para que cada um complementasse a história positivamente. Nem sempre é fácil trabalhar com referências, uma vez que nem todos os leitores podem conhecê-las. Mas, Limbo consegue apresentá-las sutilmente e torna-se uma obra interessante para aqueles que percebem como cada elemento – seja de RPGs, jogos, filmes, séries, livros e HQs – influenciou o autor.

Por fim, Limbo é uma obra que merece ser continuada para apresentar algo muito maior e ainda melhor. Foi capaz de construir um universo extenso com possibilidades de ser explorado e, se aqui fosse os Estados Unidos, conseguiria facilmente garantir adaptações em outras mídias. Como ressaltei, por mais que a narrativa em primeira pessoa deixe a sensação de precisar de algo mais, Limbo consegue conquistar sua própria personalidade.

É um livro recomendado a todos que gostam de ler, que gostam de reflexões, que gostam de fantasia e que são apaixonados por elementos da cultura pop e nerd. Com o maior prazer divulgo o material para que você conheça um pouco mais sobre a obra clicando aqui e também adquira a sua cópia tirando suas próprias conclusões clicando aqui.

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