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Jessica Jones, o ícone da mulher real nas HQs

4 de novembro de 2015, POR

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Quando somos fãs de algumas editoras, também somos capazes de conhecer inúmeros personagens, mas nem sempre conhecemos intensamente cada um deles. Essa é minha história com Jessica Jones, sempre ouvi o nome por aqui, por ali, porém nunca adentrei no universo da personagem, até… eis que surge o anúncio da série, de mesmo nome, produzida pela Netflix. Minha curiosidade nerd se sobressaiu e parti rumo a jornada de extração sobre o máximo de Jessica Jones.

© Material de divulgação passível de direitos autorais.

Jessica Jones é a incrível personagem Marvel que, por adentrar em um mundo mais adulto, não alcançou a devida exposição.

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Jessica Jones é a incrível personagem Marvel que, por adentrar em um mundo mais adulto, não alcançou a devida exposição.

Em relação a tantos nomes estabelecidos dos quadrinhos, Jessica Jones é apenas um bebê diante a mare de criações. Com sua estreia nos quadrinhos em Novembro de 2001, a personagem completa esse mês seus 14 anos de existência dentro da cultura nerd. “Alias”, a série de Jessica Jones, apresentou uma espécie de heroína mais conectada com o lado forte do público feminino e transformou a forma da Marvel em tecer os seus quadrinhos.

Com o grande público, podemos fazer conexões com a Mulher-Maravilha, da DC Comics, ou até mesmo a Capitã Marvel em menor escala, da Marvel Comics, como a representação forte do sexo feminino dentro das HQs. Mas, ao imergir dentro das páginas de Alias, o choque de realidade é intenso para uma sociedade que ainda inferioriza o papel da mulher. Jessica Jones não é uma heroína feita para entreter, mas sim para refletir. A representação máxima da mulher ideal, em um cenário sombrio repleto de tabus e temáticas que sintetizam a essência da sociedade moderna.

O criador e roteirista da série, Brian Michael Bendis, conseguiu estabelecer uma quebra de estereótipos fascinante durante as 28 edições da personagem lançadas entre 2001 e 2004. Edições, aliás, que exigiram da Marvel a criação de uma linha de quadrinhos só para adultos para garantir as publicações: a Max Comics. Mesmo com uma linha especial e separada, Alias emergiu em um emaranhado de polêmicas ao apresentar um conceito nu e cru da realidade. Logo em sua primeira edição a série expõe um baita palavrão e marca a polêmica cena de sexo entre Jessica e Luke Cage – que provavelmente também será retratada na série.

Ao começar a ler as várias e várias páginas de Alias fui surpreendido com a típica história que os quadrinhos, e qualquer outra mídia, de fato merecerem. Como um nerd, histórias para entreter são ótimas, elas divertem, fazem o tempo passar e atuam como fuga a nossa própria realidade, porém Jessica Jones é mais. Uma história que faz qualquer nerd pensar e, inclusive, refletir sobre o ideal da mulher forte, assim como, a existência de uma série de quebra de tabus e estereótipos.

Jessica Jones é uma personagem complexa, com uma trajetória complicada e perturbada. A mulher amargurada com um misterioso passado que sempre a continua atormentando nos momentos mais solitários. Para sobreviver no mundo, Jessica atua como detetive particular em sua própria agência, a Alias Investigations. Uma heroína fracassada que teve que sucumbir a vida humana e “esquecer” o fato de possuir super-poderes. Jones é a máxima da mulher real por apresentar não uma mulher frágil, mas complexa, com uma carga emocional pesada e o ideal da independência.

Diferente da maioria das super-heroínas, Jessica não precisa de apoio. Ela conquista seu próprio espaço, dentro do Universo Marvel, sem precisar usar o tom de saídas através de clichés a fim de suavizar ou fragilizar a personagem. Tudo isso marcou a presença e importância de Alias para os quadrinhos e para a Marvel Comics, uma série que ainda chama atenção no universo adulto dos quadrinhos – aliás, por este motivo, sugiro que você leia o quadrinho apenas se for uma pessoa consciente e sensata, o que mais tem faltado na cultura nerd. A série lida com questões pesadas.

Não quero revelar muita coisa, o incrível sobre Alias é a possibilidade de ir conhecendo a protagonista aos poucos e entendendo cada vez mais sobre ela. Porém, posso afirmar que todos os arcos desenvolvidos durantes as 28 edições da série são bem executados. Cada um deles se baseiam em grandes casos investigações que acabam conectando a personagem com o Universo Marvel. A fórmula utilizada no roteiro de Alias contribui para a personalidade da série, histórias repletas de investigações e plot twists intensos, mas por outro lado, absentes de ação – com exceção de algumas poucas cenas.

Cercada por todos esses fatores discutidos na matéria, Jessica Jones é espetacular. O melhor é a conexão criada com o público feminino, de forma a identificá-lo como igual e não ver gênero, pele ou o que for. As mulheres nerds ainda precisam de ícones fortes dentro da cultura pop e Jessica Jones compre esse papel. Me surpreendi ao conhecer a personagem e já me tornei um fã nato pelo conteúdo apresentado. Esse artigo está longe de ser a representação de uma crítica, ou review sobre a série, mas apenas uma reflexão do potencial que as mulheres têm dentro da cultura pop, mas que ainda não se sobressaí por serem tratadas como ponte de acesso a um público restrito.

Seguindo aos tempos atuais, agora em 2015, a Marvel em parceria com a Netflix, anunciou a produção da série Jessica Jones. A série já está completamente finalizada com seus 13 episódios e estreia este mês, no dia 20. Krysten Ritter dará vida a personagem e todo material indicado induz que a trama beberá intensamente das páginas dos quadrinhos – como você pode ver clicando aqui, em um artigo revisado. Hoje, não espero da série nada menos que a representação da mulher forte, independente e real, envolta de temáticas densas, profundas e realistas – afinal, você já sabe o que é ser realista dentro da ficção se já leu este outro artigoE tenha certeza que isso é excelente para a cultura nerd!

© Material de divulgação passível de direitos autorais.

Krysten Ritter, que viverá a personagem, tem em seu currículo excelentes produções que a tornam capaz de ser o ícone ideal para as mulheres reais. Uma grande responsabilidade, diga-se de passagem.

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Krysten Ritter, que viverá a personagem, tem em seu currículo excelentes produções que a tornam capaz de ser o ícone ideal para as mulheres reais. Uma grande responsabilidade, diga-se de passagem.

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