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Opiniões

Uber, WhatsApp e Netflix: Os problemas e a solução!

28 de setembro de 2015, POR

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O artigo que você está prestes a ler apresenta um assunto polêmico que vem se estendendo ao longo de várias semanas. Espero que, com esse material, o verdadeiro ambiente que cerca as empresas seja compreendido e que, em breve, tudo seja resolvido da forma como deve ser: adotando a inovação!

Existe dois lados em cada batalha, é comum que um lado esteja mais errado que o outro, mas cada lado tem o seu valor e esse valor precisa ser reconhecido antes de sair, por esse vasto ambiente chamado internet, disseminando ódio gratuito não só as grandes empresas, mas também aos aplicativos. Para ser mais fácil de acompanhar a dinâmica do artigo é bem simples, todos estão separados em seus respectivos tópicos. Então, vamos começar!

O princípio de tudo

Uber

© Material de divulgação passível de direitos autorais.

O Uber tocou onde mais importa: nos corações dos passageiros, conquistando-os com algumas regalias. Não é uma competição tão difícil de ser ganha.

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O Uber tocou onde mais importa: nos corações dos passageiros, conquistando-os com algumas regalias. Não é uma competição tão difícil de ser ganha.

O Uber surgiu como um aplicativo com o objetivo de levar as pessoas de um lugar para o outro apresentando a melhor experiência possível. A ascensão do conceito foi eminente, e logo o serviço começou a dominar a cidade de São Paulo. Bem… Tudo que cresce rápido, chama atenção na mesma velocidade. Foi então que os taxistas começaram uma onda de protestos pela cidade, chegando ao extremo de linchamentos de carros e do pessoal do Uber em plena rua. A situação se agravou quando os passageiros aterrorizados começaram a ser afetados por tais “manifestações”.

A defesa dos taxistas é que o Uber opera de forma ilegal, enquanto os taxistas precisam pagar uma série de taxas e impostos abusivos para conseguir executar seus serviços dentro da legalidade. Entretanto, o Uber está e não está ao mesmo tempo dentro da lei, pois nada prevê o aplicativo como um serviço ilegal, assim como nada resguarda o aplicativo em oferecer um serviço legal. Mas é evidente que todos motoristas do Uber tem gastos parecidos com os taxistas e geram receita ao estado, como uma forma de exigência do próprio aplicativo para elevar a qualidade do serviço de atendimento.

WhatsApp

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O WhatsApp já viralizou entre o público e o seu crescimento já é completamente inevitável.

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O WhatsApp já viralizou entre o público e o seu crescimento já é completamente inevitável.

Há poucos meses o WhatsApp liberou o recurso de ligações gratuitas no aplicativo. O que não é nenhuma novidade. O Skype já fez, o Viber também. A grande diferença é que o WhatsApp foi o único aplicativo que “viralizou” pelo mundo chegando a praticamente 1 bilhão de usuários – é muita gente. Dada a comodidade de estar com um WhatsApp em mãos, o uso do recurso passa a ser inevitável. Esse é um fato que derrubou, literalmente, as operadoras de telefonia e assim elas já partiram para as acusações e imposições negativas ao aplicativo.

A ideia é que o WhatsApp opera fora da lei por utilizar do número de telefone dos usuários, diferente do que acontece no Skype, por exemplo. Entretanto, é evidente que a acusação está mais para a popularização do WhatsApp do que para o uso de um número, uma vez que o número só funciona como um ID que recebe uma autenticação durante o primeiro uso – situação muito fácil de resolver se essa fosse mesmo a real justificativa.

Netflix

© Material de divulgação passível de direitos autorais.

A Netflix é a favorita no público, e o crescimento do serviço é mais do que eminente.

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A Netflix é a favorita no público, e o crescimento do serviço é mais do que eminente.

Em meio a tantos aplicativos polêmicos, era de se esperar que a Netflix fosse deixada quietinha em seu canto, mas isso não aconteceu. O serviço de streaming, que vem conquistando cada vez mais e mais usuários, tornou-se um alvo das operadoras de TV por assinatura. A defesa seria que o Netflix não estaria pagando por todos os devidos impostos, operando assim na ilegalidade distribuindo filmes e séries online. Mas, obviamente, a Netflix se defendeu alegando que age de acordo com a lei. E as coisas começaram a esquentar, uma vez que as operadoras de TV ficaram sem saídas.

Indo além dos detalhes

Uber vs. Taxistas (Ponto para o Uber)

Verdade seja dita, o Uber ganha por qualidade. Mas não é certo generalizar e apontar que todos os taxistas apresentam serviços desagradáveis. Em São Paulo há centenas de taxistas autônomos, quem mora por lá sabe e pode inclusive conhecer alguns deles, eles estão sempre interagindo com seus clientes e, desde muito antes do Uber, eles já sabiam que precisavam tratar cada passageiro como únicos e fornecer a melhor experiência.

Tais taxistas não estão preocupados com o Uber, tais taxistas não estão sendo sequer afetados pelo Uber, eles continuam trabalhando a cada dia para seus clientes assíduos e conhecendo novas pessoas que se encantam com o serviço fornecido. Eles criam fidelização durante esse processo. Porém o problema está nas frotas – aquelas que ficam esperando por alguém em rodoviárias, praças, aeroportos – em suma, são os taxistas que passam o tempo livre jogando domino, enquanto apenas pensam no próximo passageiro. Os típicos taxistas que só te levam ao destino que você precisa e o serviço deles acaba por aí.

Os taxistas de frota, geralmente, não criam nenhum tipo de fidelização e não fazem tanto a diferença na vida de cada um dos passageiros. E é eles que o Uber está derrubando, e é justamente eles que estão se revoltando. Quem já está acostumado com São Paulo, irá preferir um serviço onde você tem uma garantia de ser bem atendido, ao invés de um táxi qualquer que não faz você se sentir “especial” tal como o Uber ou um taxista autônomo faz. Aqui já é possível notar que a questão está além do preço – que é praticamente o mesmo – mas está na forma como o serviço é executado.

Ao invés dos taxistas lutarem por formas de garantir os subsídios do governo, atacam ferozmente o aplicativo. Infelizmente, recentemente, o Uber perdeu a batalha em São Paulo. Como empreendedor, posso dizer que não é uma notícia saudável para a população, muito menos para o mundo da liberdade de escolha e do empreendedorismo. A esperança que fica é que a empresa encontre uma alternativa de operar dentro da lei, isso vai acontecer e quando acontecer aqueles tais taxistas perderão espaço de vez. Veja o pronunciamento do Uber a respeito:

Infelizmente, em sua decisão de aprovar em segunda votação o Projeto de Lei 349/14, os vereadores de São Paulo cederam à pressão de uma categoria e ignoram os interesses da sociedade. O texto do projeto mudou, e agora conta com um artigo que afirma que serão conduzidos estudos para o aprimoramento da legislação do transporte individual e a compatibilização de novos serviços e tecnologias com o serviço de táxi. Acreditamos que o debate é o caminho para usar a tecnologia à serviço da cidade e garantir o direito de escolha dos cidadãos. O PL votado em São Paulo ainda não é lei.É importante lembrar que o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) divulgou um amplo estudo afirmando que os serviços prestados pelos aplicativos como a Uber não possuem elementos econômicos que justifiquem sua proibição.  Na mesma semana, uma Vara da Fazenda Pública de São Paulo negou mais um pedido de liminar que tentava impedir as atividades da Uber. Têm sido frequentes nos Legislativos Municipais as tentativas de banir a tecnologia aplicada ao transporte. No entanto, o Executivo tem vetado esses projetos de lei por os considerar inconstitucionais. No Distrito Federal, por exemplo, o governador Rollemberg vetou o Projeto de Lei, reconhecido como inconstitucional pela OAB-DF que limitaria o alcance da inovação nas políticas de transporte do Distrito Federal. O Prefeito Luciano Rezende, de Vitória-ES, declarou que irá vetar um Projeto de Lei aprovado na Câmara de Vereadores da cidade que visava barrar serviços como os da Uber.

WhatsApp vs. Operadoras Telefônicas (Ponto para o WhatsApp)

O WhatsApp está aí para ficar, é um novo modelo de serviço que popularizou entre o público, tem substituído as redes sociais e vai se manter por um longo tempo como líder no mercado. Dessa forma, as justificativas das operadoras de telefonia se tornam inválidas, uma vez que a internet já mudou a forma como as pessoas atuam no mundo. Assim como aconteceu com o Uber, o WhatsApp apresentou um serviço muito mais elevado e, para completar, gratuito, enquanto as operadoras estão sempre preocupadas apenas com o próximo novo cliente a fechar o próximo plano.

Mas, talvez, o WhatsApp é o único por aqui que levanta uma questão problemática quanto a segurança, no todo, da população. Para aqueles que desconhecem o WhatsApp atua como uma espécie de transmissor, não há registro de dados, de mensagens ou ligações. Um dado X chega ao servidor do aplicativo e é enviado diretamente para o dispositivo Y, sem nenhum tipo de registro de transmissão. E isso é um problema, alias um problema gravíssimo.

Ligações ilícitas via WhatsApp não podem ser detectadas. Embora seja possível identificar que as ligações estão sendo realizadas, não é possível ter acesso ao conteúdo ou ainda recuperar o conteúdo caso seja necessário em uma investigação, por exemplo, como acontece com o Facebook. As formas de monitoramento, nesse caso, seriam um pouquinho mais complicadas, fazendo com que atividades ilícitas sejam mais fáceis de serem executadas sem provas via WhatsApp. E é com isso que deveriam se preocupar.

Netflix vs. Operadoras de Televisão (Ponto para o Netflix)

A Netflix foi o alvo que apareceu na hora errada. Em meio tantas acusações contra aplicativos online, as operadoras de televisão consideraram que era o momento perfeito para jogar o serviço de streaming direto à fogueira. Assim como todos os serviços anteriores, a Netflix é inovadora, apresentando o que o público procura na TV por Assinatura – filmes e séries – de forma acessível, fácil e prática para ver e rever “quando der na telha”, formato parecido com a proposta do Youtube porém somente com conteúdo licenciado.

A solução está na inovação

É relativamente muito fácil atacar o concorrente, se ele está crescendo é muito provável que ele tenha feito algo melhor que você. Um serviço que cai tão fácil no mercado competitivo, provavelmente passou anos sem construir nenhum valor significativo para a sua marca, que facilitasse e transformasse a vida dos consumidores. A luta pelo concorrência não é vencida através de regras, leis, impostos, registros e taxações. O mundo mudou. Lá fora já se adaptaram a esses serviços. O segredo da vitória está na inovação.

Inovar é sempre o melhor caminho para construir um serviço capaz de trazer todos os consumidores de volta de forma saudável para ambas as partes. Quantas empresas já foram a falência por outros serviços que fizeram melhor pós-evolução tecnológica, e todas elas foram fadadas a esse destino pois deixaram de mudar a maneira como suas soluções eram apresentadas, ou ainda deixaram de se atualizar com as mudanças que estavam acontecendo.

Para os Taxistas…

A atualização das frotas, renovando os acessórios de cada carro e garantindo o treinamento de relacionamento adequado com o público para todos os taxistas, seria a melhor solução para o problema. As frotas precisam começar a pensar no passageiro que está no carro, priorizá-lo acima de tudo, aprendendo com o Uber. Inclusive, se eu fosse o dono de uma frota, garantiria que todos os meus motoristas andassem com um uniforme classudo! Quem não quer ser levado por um motorista de terno?!

Para as Operadoras Telefônicas…

O WhatsApp precisa de internet. Aqui está o lance para vencer a batalha. É bem provável que, se tudo tomar proporções inimagináveis, o futuro das comunicações seja completamente online, pelo simples motivo de ser prático, rápido e seguro ao mesmo tempo. As operadoras telefônicas precisaram se concentrar em seus serviços de internet, oferecendo um sinal de qualidade e garantido, que é o que mais falta por enquanto.

Alias, eu iria além, caso fosse CEO de uma dessas empresas, fechando contratos com SMS apenas em âmbito empresarial – algo como aqueles números para os quais você envia 1 para SIM e 2 para NÃO em determinado programa de TV, por exemplo. Desativando o serviço de SMS pago para o consumidor, tornando-o de vez gratuito. E, obviamente, investiria em planos de ações inovadoras para transformar as ligações via celular em algo mais agradável, prático e que fosse mais vantajoso financeiramente do que a internet – falta o princípio design thinking nas empresas brasileiras.

Provavelmente seriam algumas ações que levariam a empresa operar em déficit a curto prazo, mas a longo prazo seria ainda mais vantajoso. Se eu ainda fosse um CEO daqueles radicais, ainda convenceria os investidores a apostar e investir no WhatsApp, ao menos quando o serviço começasse a ganhar receita de fato – e vai acontecer – já teria algumas ações garantidas. Não sei se é bem um ditado, mas… “Se não pode com o concorrente, junte-se a ele!”

Para as Operadoras de Televisão…

Para os tempos modernos, o sistema de TV por Assinatura já está arcaico faz tempo, enquanto você busca por canais que apresentem filmes e séries, está sujeito as propagandas entre os intervalos e, ainda, com a necessidade assinar canais completamente desnecessários apenas para encher o pacote – se você é daqueles nostálgicos e quer ter o TCM em sua programação, só assinando o plano mais alto, por exemplo.

A distribuição de pacotes prontos repletos de canais é uma das piores jogadas para o momento em que vivemos. Não transmite a sensação de liberdade para os consumidores e assim que os serviços da Netflix expandirem, ou surgirem soluções ainda melhores, será um golpe mais duro para as operadoras de TV. Nesse processo, seria ainda mais vantajoso entrar em acordo com os canais distribuidores e propor o conceito de contrato por canal. Ou seja, o consumidor só assina o canal, ou grupo de canal, que deseja e paga pelo montante equivalente.

Enfim…

Obviamente todas as estratégias que descrevi são apenas hipóteses inovadoras, sendo um CEO era necessário construir toda um projeto de análise para avaliar se as ações seriam possíveis e até mesmo acarretariam em resultados significativos. Mas o que você percebe diante de todo esse ambiente é que: ao mesmo tempo em que brasileiros têm aquele espírito empreendedor, eles também têm um espírito mesquinho de competição por não estarem preparados para a inovação.

Evidente que em meio a todos esses problemas estão as altas tarifas impostas as empresas aqui no Brasil, uma reforma tarifária seria necessária para garantir o conforto da situação. Obviamente um país precisa arrecadar, mas também não é possível sair legislando cada novo serviço na internet, seria um movimento contra a liberdade e disseminação da informação. O que você acha?

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  • Guilherme

    Ótimo texto, interessante tratar deste assunto, apesar de não ser diretamente associado à “cultura nerd”. Muito bom o site!

  • Obrigado! =) É que indiretamente acaba sendo um detalhe que afeta todos, inclusive nós os nerds, principalmente se tratando da Netflix! Hahahah

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