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Opiniões

O Universo Cinematográfico da DC está fadado ao fracasso

26 de dezembro de 2016, POR

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Boas histórias são contadas pelos apaixonados, quando o desespero se sobressaí a paixão… na história uma alma não é depositada. O Universo Cinematográfico da DC está fadado ao fracasso desde o dia em que copiar a concorrência, na ganancia de obter os mesmos resultados, tornou-se um objetivo. Vamos entrar agora em uma breve analise dentro deste universo e entender o porquê, de uma vez por todas, nenhum novo lançamento vai salvar a Warner enquanto o objetivo for o mesmo.

Foi em 2013, quando lançou Homem de Aço, que a esperança voltou ao coração de qualquer um que seja fã da DC Comics. Mas também foi lá que a Warner Bros. Pictures fez as escolhas erradas para o público errado. Homem de Aço, nas mãos de Zack Snyder, não poderia ser mais entediante do que qualquer filme que Snyder tenha feito. Eu sou um completo fã do Superman, mais do que qualquer herói que exista principalmente devido aos seus valores e, também, por ele ter sido a base para todos os heróis que nasceram depois. Ainda sim, não foi suficiente para que o ânimo vingasse durante as 2 horas e 28 minutos do longa.

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Homem de Aço esqueceu de humanizar o Superman, o suficiente para que ele viesse a se tornar um simbolo de esperança e também cativar o espectador pela história.

Como resultado, atualmente,  Homem de Aço é um dos filmes que menos assisto e um dos poucos dos quais quando assisto pulo imediatamente a primeira hora de tão entediante. Existem vários acertos no longa, inclusive a destruição de Metrópolis – que embora arriscada, traz realismo ao enredo – e não podemos deixar de lado o fato de Snyder ser ótimo na construção visual dos seus longas, mas o pior erro – aquele que não permite que o filme converse com o público comum – é a construção rítmica, os diálogos entediantes e o desenvolvimento de um Superman que foge do ideal para qualquer fã. Ali, para mim, dois aspectos ficaram em evidência: se concentrar no realismo era uma excelente aposta; e enquanto Zack Snyder tivesse à frente o Universo DC não seria o que os fãs precisavam.

No mesmo ano, durante a Comic-Con San Diego, fora anunciado o longa Batman vs Superman que deixou qualquer fã em êxtase com as expectativas. Era a oportunidade da Warner corrigir as falhas apresentadas em Homem de Aço, derivadas da direção do longa, tal como definir o caminho de todos os demais filmes da DC. Inicialmente marcado para estrear em 2015, o filme sofreu um adiamento em 2014 para o ano de 2016, que oficializou sua estréia. Então, o dia 25 de março chegou, Batman vs Superman marcou presença e encerrou seu lançamento nos cinemas com 873 milhões em bilheteria – sendo considerado um sucesso pela Warner. E aqui, dois aspectos continuaram em evidência: se concentrar no realismo era uma excelente aposta; e, enquanto Zack Snyder tivesse à frente, o Universo DC não seria o que os fãs precisavam.

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Batman vs Superman é um excelente filme, trazendo consigo muitos acertos e uma carga realista saborosa. O problema continuou sendo os bolsões de tédio do Zack Snyder, onde com a versão estendida pudemos ver que o erro se relacionava aos cortes e equívocos na construção da versão para os cinemas.

Cinco meses depois, mais um filme da DC Comics era lançado aos cinemas: Esquadrão Suicida. E o próprio filme foi um atestado de suicídio do estúdio, tal como foi um atestado definitivo em mostrar que a Warner junto a DC não sabem para onde estão indo, não se decidiram qual tom devem seguir e estão desesperadamente tentando colocar em tela tudo que acreditam que o público possa gostar – a simples ação de apostar na Arlequina, em futuros filmes, é uma prova do desespero do estúdio em fazer algo que convença. Nesse processo, o resultado não poderia ser outro: fracasso após fracasso estragando qualquer experiência cinematográfica, onde a crença fica por conta de “o próximo filme será melhor” e essa meta parece que não será mais atingida.

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Esquadrão Suicida concentrou-se demasiadamente na construção de uma trilha sonora original, em uma tentativa de clonar a ideia de Guardiões da Galáxia, para se esquecer novamente da forma como contar a história propiciado pela tesourinha da Warner.

No próximo ano, em 2017, dois longas estão para nascer: Mulher-Maravilha, sob o comando de Patty Jenkins, e Liga da Justiça, sob o comando de Zack Snyder. E agora torna-se impossível prever o que está por vir, uma vez que o histórico transparece por “bombas cinematográficas”. Algumas notícias vem antecipando a forma como esses dois filmes sofreram alterações de tons em relação o que vinha sendo construído e isso só pode piorar as coisas, principalmente por ser uma tentativa desesperada da Warner de copiar a concorrência – onde Esquadrão Suicida foi a prova que copiar a concorrência não serve à Warner.

Mas o que há de tão errado?

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Apostar na boas ideias é diferente de apostar nas pessoas certas. Enquanto as pessoas envolvidas não estiverem preparadas para lidar com as necessidades de um filme adaptado dos quadrinhos, a Warner terá problemas.

O tom inicial dos filmes da Warner, baseados na construção realista, começou bem. Um universo estava sendo criado para se aproximar de um mundo onde os heróis existem de fato, tornando o contexto social parte da história e relacionando o mundo exterior junto aos heróis. E preciso sempre lembrar que “realismo” não é sobre o que existe como real em nosso mundo, mas um universo que se leve a sério dentro da sua própria contextualização – como você pode ver no artigo que explico detalhadamente, clicando aqui. Dessa forma, quando Metrópolis é simplesmente destruída fazendo o espectador perceber as milhares de pessoas que foram mortas no processo, é o que torna o universo real.

O maior defeito da Warner, no entanto, foi apostar a ideia certa na pessoa errada. Não retiro nenhum mérito do Snyder, todos os seus filmes apresentam um visual impecável – como se os quadrinhos ganhassem vida, em contraponto… todos os seus filmes não foram feitos para conversar com o espectador comum. E um espectador apaixonado por super-heróis e pelo universo dos quadrinhos quer mais empolgação do que Zack Snyder é capaz de apresentar. 300 e Watchmen são dois grandes filmes, voltados para o público adulto, mas são tão cansativos quanto são bons. O destaque fica apenas para que ambos se tornem toleráveis pois, neles, as características da direção de Snyder conversam com a história.

Ao inundar Homem de Aço com seu estilo de direção, Snyder cumpriu o que era previsto ao trazer o realismo à história, mas falhou na construção da experiência propiciada pela empolgação com a história – fato que deixo evidente no artigo expondo onde o Homem de Aço errou. Homem de Aço, por ser o primeiro filme oficial do novo Universo DC, não foi suficiente em provar que Zack Snyder poderia ser a falha – embora fosse evidente. Fazendo o estúdio apostar novamente em suas ideias, dando sequência para Batman vs Superman: A Origem da Justiça. Novamente, o maior destaque do longa é o realismo e a continuidade. Para o espectador foi possível observar um universo consolidado e mais pesado – garantindo a autenticidade do Universo DC nos cinemas – embora a experiência propiciada pela empolgação ainda fosse a mesma que em Homem de Aço, capaz de gerar vários bolsões de tédio até que algo acontecesse de fato – característica da direção do Snyder.

Antes do lançamento do filme, apontei os principais motivos pelos quais Batman vs Superman poderia flopar e acertei em cheio – sendo uma das provas do quando era previsível que a direção do Zack Snyder não iria funcionar para o longa e para o tipo de história. Também acertei quando apontei os cinco motivos para Batman vs Superman não funcionar e os cinco motivos para funcionar – estando certo em ambos, onde talvez por tudo isso o longa é um divisor de águas. De um lado há execuções e momentos nos quais o roteiro funciona, mas do outro lado a forma como Snyder constrói a história é entediante. E, obviamente, tudo isso ainda não é capaz de justificar o ódio generalizado pelo filme.

As respostas à Batman vs Superman foram suficiente para provar o estúdio que algo estava errado: o exagero da carga realista nos filmes. E, para mim, esse foi um dos maiores equívocos do estúdio. O problema não está diretamente relacionado ao tom de uma história, mas sim a forma como a história é contada – e Zack Snyder deve ter um pacto sinistro com a Warner por ainda estar no comando do longa da Liga da Justiça. As reações à Batman vs Superman provavelmente mataram qualquer carga realista nos filmes da DC daqui para frente e aposta começou a ser em uma ideia mais otimista do universo já criado – não que haja problema com isso, embora um universo realista seja melhor do que um onde tudo sempre acaba bem e na maior felicidade.

Os problemas voltam a acontecer quando a Warner, em uma tentativa de concertar logo o que parecia estar errado, altera todas as produções que estavam execução: Esquadrão Suicida, Mulher-Maravilha e Liga da Justiça. O resultado não podia ser outro… Esquadrão Suicida, que voltava para mesma carga pesada antes utilizada, agora tinha que se transformar em uma piada de si mesmo. Momento em que teve diversas inserções para alívio de tom e cortes de suas cenas mais forte para aliviar o ambiente de tensão que seria apresentado ao espectador, fadando o filme ao fracasso imediado por parecer não saber qual era seu objetivo e seu propósito após tantas mudanças. Como expus na opinática sobre o longa – que você pode ver clicando aqui Esquadrão Suicida não foi de todo ruim, mas a forma como foi vendido comprometeu o que se era esperado para o filme. Ao invés da transformação completa do longa, uma simples mudança de construção da vilã do filme poderia ter feito uma grande diferença no resultado – como evidencio no artigo que você pode ver clicando aqui. Dado o histórico, quaisquer chances de sucesso do Universo Cinematográfico da DC vem diminuindo consideravelmente.

O maior erro do Universo Cinematográfico DC é…

Tentar ser uma réplica da concorrência na sede de saborear os bilhões de dólares gerados pelo perfil do novo grande público. Sem ter uma direção, sem saber o que fazer, o Universo DC está sendo construído sem nenhuma base sólida e insistindo na forma de Snyder em transformar o tédio em experiência para cada um dos filmes. Durante todo o artigo evidenciei Snyder como o centro para o fracasso do Universo DC e de fato foi. As reações culminadas pela forma Snyder de fazer as coisas acarretaram estratégias desesperadas ao estúdio que comprometeu a qualidade das obras posteriores. Ainda acredito que a aposta no realismo e a retirada do Zack Snyder seriam as melhores estratégias para recomeçar e reparar todos os erros já cometidos.

Enquanto a Warner não perceber que os problemas não são os personagens, mas a forma como as histórias são contadas… teremos mais “bombas” pela frente. Embora eu seja fã do Universo DC, no geral, já não restam mais expectativas para que Mulher-Maravilha venha se tornar um sucesso ou que Liga da Justiça funcione sobre o controle total do Snyder. Esse não é um sentimento que apenas eu carrego, mas também um sentimento já instaurando no grande público. Daqui para frente, enquanto não houver uma obra prima de cair o queixo, ninguém mais vai apostar nas ideias da Warner e filme a filme o impacto vai sendo perdido.

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Um dos grandes destaques em Batman vs Superman foi a Mulher-Maravilha. Do que tem por vir, o filme mais próximo do sucesso poderá ser o dela. Isso se a Warner não fazer mudanças movidas por desespero.

 

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Independente da história do longa, Liga da Justiça pode cometer o mesmo erros que os longas predecessores por ainda contar com a visão do Snyder em sua construção.

Ao mesmo tempo, a Marvel Studios passa por um processo de repetição cansativo – que também já vem refletindo a capacidade de bilheteria do estúdio, onde Capitão América: Guerra Civil conquistou 32% a menos do que o esperado. Acreditem ou não, mas para os executivos em pouco tempo pode significar que apostar em filmes derivados dos quadrinhos já podem não ser mais eficiente como vem sendo desde 2008 – transformando-se em uma aposta saturada, por tanto não desejada. Nesse processo, enquanto, por uma lado, a Marvel Studios precisa urgentemente se reinventar nos cinemas, a Warner precisa encontrar o seu caminho antes que não restem forças para que o gênero continue sendo alimento pelo grande público – principal responsável por financiar os longas e, em sua maioria, completamente desconectado do universo nerd. Acredite ou não tudo está conectado.

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