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Opiniões

Hollywood e a Crise dos Blockbusters

4 de agosto de 2015, POR

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Quando li que O Pequeno Stuart Little vai enfrentar um reboot nos cinemas, uma reflexão bateu sobre minha mente nerd e foi possível notar o quanto o mercado do entretenimento já está saturado demais de ideias já realizadas. Os remakes, reboots e afins, são saudáveis para Hollywood? Veja uma reflexão!

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Será que Hollywood vai enfrentar a crise dos blockbusters?

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Será que Hollywood vai enfrentar a crise dos blockbusters?

A cidade das estrelas já não é mais a mesma. Como uma pessoa que acompanha todas as estreias, sem perder nenhuma – exceto as de terror, é claro – desde 2008, posso dizer que, de 2012 para cá, a criatividade é luxo para poucos no estrelato em telas de cinemas.

Faz algum tempo que escrevi aqui um artigo sobre o quanto Hollywood tem presenciado uma criatividade cada vez mais escassa veja aqui. Os estúdios querem “grana”, e as fórmulas elaboradas para a massa da indústria dão “grana”. Se alguma coisa funciona no mundo do entretenimento, uma onda de coisas idênticas acompanharão o movimento.

Histórias adaptadas de outras mídias, reboots, remakes, continuações, nostalgia, etc. É sobre tudo isso que se resumem grande parte dos grandes blockbusters nos últimos meses. É extremamente raro encontrar histórias originais e quando há, geralmente, não é muito aceita pelo público ou não tem tanto destaque assim. Como aconteceu com O Destino de Júpiter veja a crítica aqui.

Vale destacar que os blockbusters são classificados como os filmes de aposta alta, para o grande público com tendência a se tornarem populares e ter um ótimo sucesso financeiro. O termo começou a ser utilizado na década de 70 para identificar os filmes que conseguiram mais de 100 milhões de dólares em bilheteria, como foi o caso de Tubarão na época.

Com a pirataria fazendo parte do cotidiano cinematográfico, os estúdios precisam apenas de uma única coisa: levar o máximo possível de espectadores para as salas dos cinemas, de preferência na primeira semana de estréia. Se isso não acontecer, as coisas começam a ficar um pouquinho mais complicadas.

Embora o público esteja voltando a lotar as salas de cinemas – por causa de um boost no mercado a partir de 2012 – os estúdios precisam garantir que um filme entre em lançamento com o mínimo de risco possível de dar errado. Nada mais óbvio então do que investir no que já deu ou está dando certo no momento.

Hollywood sempre adotou essa estratégia, utilizou da “moda do momento” para lançar novas ideias de filme no mercado. A diferença é que antes as tramas costumavam ter personalidade e serem mais originais, únicas, com um propósito e o mercado sempre contava com uma vasta variedade de obras em blockbusters para entretenimento.

Fan-service não era a base do mercado da sétima arte. Sempre houveram vários blockbusters ao longo dos anos que fugiram do padrão de mercado. Muitos desses, com suas histórias totalmente originais elaboradas por grandes diretores apostando em suas ideias e, muitas das vezes, em parceria com grandes roteiristas. Processo cada vez mais escasso nos dias de hoje, exceto alguns casos raros.

A sede por público acaba não permitindo explorar novas possibilidades. Harry Potter, Crepúsculo Jogos Vorazes deram certo – financeiramente – em atrair o público, criando uma leva de filmes que tentam replicar o mesmo sucesso, adaptando cada vez mais e mais sagas nos cinemas. A Culpa é das Estrelas deu certo, abrindo espaço para os filmes sobre as histórias de John Green.

Os filmes Marvel deram certo, criando espaço para mais e mais filmes de heróis. Planeta dos Macacos Star Trek funcionaram muito bem, criando mercado para mais e mais remakes e/ou reboots. Jurassic World deu certo, possibilitando o início da volta de títulos clássicos que marcaram a infância de muita gente por ai.

Agora estamos diante ao retorno de grandes títulos. Esse movimento é ótimo para todos os fãs e o público no geral. Quer dizer, quem ai não deseja ver grandes personagens conhecidos e, na maioria das vezes preferidos, ganhando vida nas telas do cinema? É uma sensação muito boa.

Porém, a partir do momento em que esse movimento se torna uma máquina de repetição contínua, o mercado começa a ficar exaustivo. Para o público comum, o processo de exaustão é lento e demora, mas em algum momento sempre chega.

Um dos maiores exemplos aconteceu esse ano, a Marvel Studios em parceria com a Disney é brilhante, iniciou o conceito de Universo Cinematográfico – outra fórmula que Hollywood começou a querer copiar – além de ter elaborado bons filmes para o público nerd. Mas, não há como negar, de tanto utilizar a mesma fórmula clássica, se tornou sutilmente cansativa.

O hype de Vingadores: A Era de Ultron veja a crítica e do próprio Homem-Formiga – melhor que A Era de Ultron, veja a crítica não foi tão grande após as estreias dos filmes quanto os outros longas da Marvel, ano passado, conseguiram ser. Tal fato propiciado por uma fórmula utilizada exaustivamente. O público precisa de novidade e surpresas. Esta no instinto humano.

Já parou para pensar que existiram tantos e tantos filmes icônicos, que variam da década de 70 até a década de 90, mas nos últimos anos é realmente complicado lembrar de um filme que tenha sido icônico e ao mesmo tempo completamente original sem ser adaptado de nenhuma outra mídia?

Esse ano nem acabou mas já foi repleto de bons filmes. Porém, os anúncios para futuros filmes estão sendo um tanto quanto preocupantes. Vários títulos estão voltando aos cinemas apenas para seguir a moda instaurada, se tornando completamente desnecessários e possibilitando não só a destruição dos clássicos, mas também sua própria destruição.

Em meio a tantas modas, o cinema atual se resume em cópias de cópias e obras feitas para o OSCAR. Enquanto fazem os filmes dos quais você é fã, talvez esse problema não afete diretamente a você. Mas, a falta de originalidade está transformando a sétima arte em uma máquina bombada com muito fan-service desnecessário sem explorar as possibilidades da mídia.

Há muito filme bom por ai a fora, boas produções espalhadas em diversos países, porém grande partes deles perdem espaço para as fórmulas pré-determinadas. Consequência direta das escolhas do público. Será que o público mudou? Estamos diante um público relaxado e amplamente focado em “modinhas”?

É um questionamento que não cabe a alguém como eu – um grão de areia no Universo – responder. Mas, é um fato indiscutível, afinal está no DNA de cada um de nós, que tudo em exagero enjoa, e o público há de enjoar de tais fórmulas repetitivas.

Quando o enjoo tomar conta da maioria dos frequentadores das salas dos cinemas será que Hollywood estará novamente preparada para apresentar a verdeira sétima arte criando filmes blockbusters incrivelmente diferentes do convencional? Fica uma questão para ser refletida, e sinceramente torço para que tenhamos “mais” do que apenas “mais do mesmo”.


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