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Opiniões

Como funciona a Classificação de Filmes?

5 de agosto de 2015, POR

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Muitas pessoas enfrentam a dúvida sobre como funcionam as classificações etárias dos filmes. Dessa forma, acabam confundindo o sistema americano com o sistema brasileiro. Mas, não se preocupe! Veja neste post como funciona a classificação em cada país.

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Sabe a famosa imagem verde, ou vermelha, no inicio dos trailers? Ela é obrigatória nos Estados Unidos e indica a classificação do filme!

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Sabe a famosa imagem verde, ou vermelha, no inicio dos trailers? Ela é obrigatória nos Estados Unidos e indica a classificação do filme!

Nos Estados Unidos

Em território americano a principal agência responsável pela classificação é independente e chama-se CARA – Classification & Ratings Administration, em inglês. O objetivo da CARA é trabalhar para classificar os filmes de forma a informar os pais se o conteúdo é apropriado ou não para seus filhos – acredite ou não, isso evita processos.

A CARA administra dois sistemas de classificação. Um é para a indústria cinematográfica, chamado de MPAA – Motion Picture Association of America, em inglês. E o outro é para os teatros, chamado de NATO – National Association of Theatre Owners, em inglês.

Para ambos sistemas, os estúdios, as produtoras e as distribuidoras se tornam membros. Dessa forma, essas mesmas entidades são resguardadas pela classificação. Por exemplo, se um pai levar seu filho para assistir um filme classificado como R e sentir que seu filho ficou constrangido, ele não poderá recorrer contra o estúdio uma vez que a indicação R já previa este tipo de situação.

Já que neste artigo estamos abordando sobre filmes, vamos falar sobre o MPAA. Por necessidade, todo filme cinematográfico, seja curta ou longa metragem, que é exibido e distribuído em território americano precisa, quando membro do MPAA, ser submetido as avaliações da CARA.

Assim que o material é enviado pelo produtor ou distribuidor, um comitê avaliativo analisa toda a película para realizar a melhor classificação de acordo com o conteúdo que é exibido em cena. Note que a maioria dos filmes já são planejados para se encaixar em determinada classificação, cabe apenas a CARA certificar e analisar que a classificação planejada está dentro das normas.

Nesse momento pode haver discordância entre a visão do CARA e a visão do estúdio. Mas não tem jeito, não adianta conversar. Quando um produtor, distribuidor ou estúdio discorda da classificação imposta pelo CARA, é necessário realizar os cortes ou as mudanças em cenas apontadas pela própria classificação – não é fácil não.

Dentro do sistema MPAA existem 5 classificações possíveis para as obras.

#1 G, livre para todos os públicos

Indica que na película não contém nenhum tema crítico, linguagem, nudez, sexo, violência ou o que seja, capaz que constranger ou ofender os pais que possuem crianças pequenas assistindo ao filme. E lembre-se que ter um filme classificado como G, não exatamente significa que o mesmo é apenas para crianças.

Durante o filme, algumas expressões de linguagem podem fugir um pouco da regra. Caso isso venha a acontecer significa apenas que elas são expressões comuns e usadas no dia a dia, então não há problemas nesse caso. Na classificação G, nenhum palavrão está presente, a incitação a violência é mínima ou ausente, não há nudismo, nem cenas de sexo ou uso de drogas em nenhuma cena.

#2 PG, material pode ser inadequados para as crianças

A classificação PG funciona apenas como um pequeno alerta aos pais mais conservadores. Diferente da G, há presença de um material um pouco mais maduro podendo conter profanação, algumas representações de violência ou uma breve nudez. O que pode não ser muito saudável para os mais pequeninos, dependendo da educação dos pais.

Entretanto, de nenhuma forma esses elementos citados são apresentados com intensidade durante o filme e não chegam a ser prejudiciais para crianças menores de 13 anos. E o mais importante é que não há presença direta ou indireta do uso de drogas em nenhuma cena da película.

#3 PG-13, material inadequado para crianças menores que 13 anos

Na película pode conter tema maduros, violência, nudismo, sensualidade, linguagem, atividades adultas e outros elementos mais críticos, entretanto ainda são aceitáveis para as crianças. É a classificação mais comum. Qualquer uso de droga em cena e qualquer cena de nudismo que não se apresente como uma orientação sexual, já exigirá essa classificação.

Durante o filme pode existir sim algumas cenas que apresentam violência, mas a violência não é realista, não é completamente explicita e também não é extrema ou constante. Já para os diálogos, a limitação é que eles não podem apresentar mais do que um único palavrão.

#4 R, menores de 17 anos precisam ir acompanhados

Um filme classificado com R, contem qualquer tipo de material adulto. Isso significa que pode ter temas adultos, atividades adultas, uma linguagem suja, intensidade ou violência constante, nudez indicando orientação sexual, abuso de drogas ou outros elementos extremos. Crianças menores de 17 anos podem assistir somente acompanhadas, e não é indicado que pequeninos vejam o filme.

A classificação deixa bem claro que se um pai decidir levar seu filho é por sua própria conta e risco, uma vez que alerta sobre a intensidade dos assuntos que serão abordados e apresentados na tela do cinema – então, nada de reclamar depois.

#5 NC-17, ninguém com menos de 17 anos pode assistir

A diferença entre a classificação R e a NC-17, é que filmes com NC-17 são temas exclusivamente relacionados ao mundo adulto. Não chegam a ser filmes pornográficos ou extremamente violentos, mas apresentam algumas cenas que podem ser verdadeiramente perturbadoras para crianças e adolescentes.

No Brasil

Enquanto no EUA a classificação fica por conta de uma agência independente, aqui no Brasil é um processo governamental. A responsabilidade fica por conta do COCIND – Coordenação de Classificação Indicativa – do DeJus – Departamento da Justiça, Classificação, Títulos e Qualificação. Fazendo parte da Secretaria Nacional de Justiça, associado ao Ministério da Justiça – ufa.

O COCIND é responsável por classificar filmes, jogos eletrônicos e os programas de televisão exibidos e distribuídos no Brasil. Conta com uma equipe de cerda de trinta pessoas, onde todas as obras são analisadas por, pelo menos, dois analistas. As obras cinematográficas, por obrigatoriedade, precisam passar pela análise antes da disponibilização ao público.

Caso uma obra seja classificada em discordância a necessidade do estúdio, será preciso realizar alterações e cortes na versão brasileira do longa. Vale ressaltar que é extremamente raro acontecer, mas não é improvável que aconteça – acontece muito em países como a China, onde a classificação é bem, digamos, chatinha.

No Brasil o sistema de classificação trabalha com 6 tipos diferentes. Aqui, para qualquer classificação que seja diferente de livre, exige que as crianças e os adolescentes abaixo da idade indicada só possam acessar a obra acompanhadas ou com autorização expressa de seus pais ou responsáveis, exceto na classificação “não recomendada para menores de dezoito anos” onde é expressamente proibida a presença de menores.

#1 L, livre para todos os públicos

O conteúdo predominante é positivo e não tem inadequações para menores de 10 anos. Em suma a violência costuma ser fantasiosa, embora possam haver presença de armas, mortes, ossadas e até mesmo esqueleto, não há violência explicita. É permitido nudez parcial desde que não seja em tom erótico. Também é permitido apresentar o consumo moderado ou insinuado de drogas lícitas.

#2 10, não recomendado para menores de 10 anos

A violência é um grau mais explicita, entretanto não é permitido mostrá-la amplamente em cena. A linguagem depreciativa é autorizada. A nudez, ainda parcial mas mais liberal, é permitida para conteúdos educativos sobre sexo. Quanto as drogas lícitas a discussão livre sobre o tema já é permitida, assim como demonstração do uso medicinal de drogas ilícitas.

#3 12, não recomendado para menores de 12 anos

Para a violência a lista de imagens aceitas aumenta radicalmente, são elas: ato violento; lesão corporal; descrição de violência; presença de sangue; sofrimento da vítima; morte natural ou acidental com violência; ato violento contra animais; exposição ao perigo; exposição de pessoas em situações constrangedoras ou degradantes; agressão verbal; obscenidade; bullying; exposição de cadáver; assédio sexual; supervalorização da beleza física; supervalorização do consumo – sim, ao que tudo indica uma criança de 12 já pode ver tudo isso.

A nudez precisa ser velada, mas já é permitido usar insinuações sexuais, sensualidades, caricias, simulações de sexo, entretanto desde que nada diretamente explicito. A principal agregação ao tema relacionado as drogas é que é permitido agora mencionar as drogas ilícitas.

#4 14, não recomendado para menores de 14 anos

A morte intencional e o preconceito podem ser explorados, assim como a erotização, vulgaridade, relações sexuais e prostituição. As discussões e diálogos sobre tráfico de drogas estão permitidos e apenas a insinuação de consumo de drogas ilícitas pode ser expressado nas imagens.

#5 16, não recomendado para menores de 16 anos

Estupro, exploração sexual, coação, tortura, mutilação, suicídio, aborto, pena de morte, eutanásia, são as inclusões na temática violenta. É permitido também apresentar relação sexual intensa desde que não seja constante. O consumo de drogas ilícitas e a indução ao uso podem ser apresentados em tela.

#6 18, proibido para menores de 18 anos

Assuntos extremamente adultos podem ser exploradas exaustivamente. A violência, a nudez, o sexo e as drogas podem aparecer de forma exagerada. A classificação também contempla todo material que não se enquadre em nenhuma das classificações anteriores. Lembrando que é considerado como uma temática expressamente proibida a crianças e adolescentes, mesmo que acompanhados.

Resumindo…

Cada filme é um caso a parte e precisa ser minuciosamente analisado pela entidade responsável. Mas já deu para notar que algumas regras prevalecem e fazem toda a diferença. É interessante analisar um filme e classificá-lo.

Fica evidente neste processo que a mínima cena pode mudar completamente uma classificação de um longa, ou curta, metragem. E, claro, da mesma forma que acontece com a lei, há brechas que podem ser utilizadas e os diretores sabem muito bem como usufruir desse recurso.

Gostou!? Tem dúvida sobre alguma temática? Deixe tudo nos comentários que eu explico para qual classificação cada temática irá!

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