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Opiniões

Como uma viagem no tempo mudaria sua vida agora?

23 de agosto de 2016, POR

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Você sabia que viajar no tempo não significa necessariamente viajar no tempo? Meses atrás, aqui mesmo neste site, publiquei um artigo sobre a possibilidade, ou não, da existência de máquinas do tempo – que você poderá ler, clicando aqui. Dessa vez vamos explorar o outro lado da mesma moeda, afinal toda viagem precisa de um viajante. O presente artigo visa explorar uma reflexão sobre o tema e não necessariamente possuí cunho cientifico.

Vamos ignorar por um momento todas as impossibilidades físicas de uma máquina do tempo existir ou não, tal como as impossibilidades de viajar para o passado e vamos adotar o seguinte caso: o ano é 2050, existe uma máquina do tempo e ela consegue navegar para qualquer momento da linha temporal. E é agora que o assunto fica interessante… apesar de ser uma viagem, pode não ser uma viagem no tempo, mas sim viagem uma entre dimensões. E existe duas possíveis situações para tanto, acompanhe adiante.

#1 O viajante já esteve no passado, por tanto nada muda como deveria

Por um momento, vamos pensar que a viagem para o passado se passe na mesma realidade que a nossa. Para simplificar apresento o objetivo de J, algo simples de entender: matar o Hitler, antes da grande guerra. J, nosso viajante do tempo, precisa voltar ao passado e realizar tal objetivo, mas ele simplesmente não conseguirá reescrever a história, pois o passado foi exatamente como deveria ter sido e J teria voltado sem concluir seu objetivo. Complexo?

Isso significa que o tempo é uma constante e todo momento do tempo compreende todo o tempo. Olhando por outro ângulo vamos para 1910, o momento em que J aparece na Alemanha. A viagem no tempo realmente aconteceu, mas J fracassou. Passamos para 2050, ninguém sabe que J fracassou, pois ninguém sabe da existência de J. É o momento em que ele faz a viagem para o passado e fracassa. Ou seja, nessa hipótese é quando a viagem do tempo realmente acontece e as ações dele no futuro refletiram diretamente no passado e é por isso que nenhum viajante matou Hitler e nenhum viajante matará. O futuro já esteve no passado, por tanto o presente já tem reflexo direto de qualquer viagem que possa ter acontecido.

#2 O viajante não está mais na nossa realidade

Na segunda hipótese, vamos pensar que J, no futuro, é capaz de voltar e alterar o passado. Seguindo o mesmo objetivo, ele parte de 2050 para 1910 e então consegue eliminar o pequeno Hitler. Nesse momento, J não se encontra mais na realidade que antes ele estava. A viagem aconteceu passando de uma dimensão para outra e as linhas não são conectadas, dessa forma o universo resolve o caso do efeito borboleta. Isso significa que aqueles que ficaram no momento da partida de J vão acreditar que a viagem não funcionou e J simplesmente sumiu. Ou seja, o novo “universo” alterado será apenas visível e vivido por J.

O Exterminador do Futuro e a brilhante gestão do tempo

Se há um crédito que a dualogia inicial, dois primeiros filmes, de O Exterminador do Futuro precisa receber é a maestria com que foi capaz de demonstrar é que: viagens no tempo não solucionam, só contribuem. Não importa quantas vezes a Skynet tente eliminar a família Connor, tal como não importa quantas vezes a família Connor seja salva, o futuro sempre vai acontecer e as máquinas sempre dominarão o mundo. Tudo isso pois, como na primeira hipótese, a viagem no tempo já faz parte do próprio tempo, seja passado ou presente e o próprio futuro já é um reflexo dessa viagem.

Por outro lado a segunda hipótese foi executada, de uma forma um tanto quanto “porca”, em O Exterminador do Futuro: Gênesis. Na trama, o viajante cria uma realidade paralela da qual só ele pertence e, a antiga realidade, ainda está condenada como deveria ser. O que diretamente significa que não houve uma viagem no tempo, mas uma viagem entre dimensões que se separaram para que uma não chocasse com a outra. Esse é o momento que só o viajante do tempo vive o novo universo.

A grande conclusão é que: a não ser que você seja o viajante do tempo, para o resto do mundo nada vai mudar. E se a viagem do tempo permanece em nossa própria realidade, então até o momento um viajante pode ou não ter voltado, mas por mais que no futuro voltem para qualquer período antes do agora, 2016 será exatamente como o 2016 que ainda é hoje.

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  • Sérgio P. (tvpec)

    No caso, vocês está se referindo apenas ao “Dilema do Avô”, certo? Necessariamente só é aplicável às viagens ao passado.
    Sua 1ª explicação aplica-se ao filme Te Amarei pra Sempre e, como dito, Exterminador do Futuro I e II.
    A 2ª é aplicável ao filme Efeito Borboleta, Questão de Tempo, Dias de um Futuro Esquecido (filme) e aos outros Exterminador do Futuro
    Tem uma 3ª sugestão também, mas essa é uma variação da ideia do Exterminador do Futuro Gênesis, só que pior. É a usada no filme De Volta para o Futuro – embora isso não tenha estragado o filme.
    No caso, encontraram a solução mais fácil (e infantil): o passado realmente muda, e o J (que no caso aqui é o J. Fox) sente que é a mesma linha do tempo, porém com aquela diferença pontual, ignorando o caos. Então seria o caso de, por automática coerência interna, o tempo “corrigir” seu rumo.
    Usando seu exemplo para ilustrar, J conseguiu matar Hitler e ele volta para seu presente, em que a linha do tempo é a mesma, apenas com esse detalhe de diferença. O seu eu alternativo teria vivido coisas muito semelhantes e voltado no tempo sob as mesmas circunstâncias, mas com propósito diferente (isso dá um mega rolo, que não vou desenvolver aqui).
    No caso do avô, seria como ele matasse o próprio avô, voltasse para o presente e ele realmente tivesse nascido, inclusive com os mesmos genes, porém tendo mudado de avô (no caso, o avô alternativo teria que ser alguém próximo geneticamente, como o bisavô ou o tio-avô).
    Sempre com essa ideia de “aproximação de rumo”, “coerência temporal” etc. O salto para o futuro que corresponde ao seu presente seria numa “linha” muito próxima da linha que J deixou (tente enxergar aqui o tempo não como uma linha unidimensional, mas como uma figura geométrica tridimensional, com infinitas linhas infinitamente dicotômicas, que fluem no sentido futuro para qualquer direção.)
    Então, é a mesma teoria da multidimensão, porém abrandada, o que eu já considero uma diferença importante.
    É uma teoria podre, mas que costumam mencionar.

    Agora respondendo à pergunta, eu sou adepto da teoria do caos mesmo. Pra mim, viagens ao passado implicariam necessariamente à mudança total da realidade – “dimensão”. Quanto mais remoto o passado, mais drástica é alteração do presente.

    Fora isso, não acredito que seja possível viajar presencialmente ao passado, mudar fatos pretéritos. Da mesma forma que é impossível prever o futuro, pelo menos na escala quântica, ou, sei lá, entrópica, como no filme Minority Report (seria como o futuro mandando uma mensagem ao passado). O problema da incoerência é essencialmente o mesmo.

    O único e pequeno porém que faço dessa minha “descrença” é que já li, há muuuito tempo, que conseguiram enviar fótons para o futuro milicentesimal. Pelo que entendi na época, a viagem foi em “salto”, e não por distorção do tempo. Ou então, minha memória que está um pouco distorcida e eu tô falando merda.

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