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Cinema

Star Wars VII: O Despertar das “Emoções”

4 de janeiro de 2016, POR

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Star Wars VII: O Despertar da Força é o melhor filme de 2015! Uma afirmação audaciosa? Talvez. Mas, ao parar para analisar o filme em seus aspectos técnicos – e isso incluí: trilha sonora, construção de personagens, diálogos, fotografia, desenvolvimento da trama, efeitos práticos – é perfeitamente possível entender como Star Wars funciona bem e se destaca dentre as tantas outras estreias deste ano. Indo além, Star Wars é um dos poucos lançamentos durante os últimos anos que transcende qualquer avaliação técnica e toca diretamente no emocional dos espectadores.

ATENÇÃO: A matéria que você está prestes a ler, conterá spoilers sobre a trama do filme. Então, caso não o tenha visto, sugiro que volte posteriormente.

© Material de divulgação passível de direitos autorais.

Um grande filme Disney feito para os fãs e, inclusive, os não fãs da saga. Agradando todos os públicos, Star Wars VII apresenta muitos acertos.

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Um grande filme Disney feito para os fãs e, inclusive, os não fãs da saga. Agradando todos os públicos, Star Wars VII apresenta muitos acertos.

No momento em que parei para escrever esse texto que aqui vos segue, comecei a rascunhar uma crítica. Porém uma crítica jamais seria capaz de transparecer tudo que eu tenho a dizer sobre tal título. Foi um despertar de emoções intensas, principalmente para um fã da saga como eu. Talvez algumas obras, não estejam lá para ser avaliadas. Talvez algumas obras, estejam lá para simplesmente serem apreciadas. Esse é o caso de Star Wars VII: O Despertar da Força. Mais uma grande obra de J. J. Abrams, que não apenas agrada e conversa com os antigos fãs, mas que também atua como a entrada perfeita para novos fãs dentro deste alucinante universo, independente da etnia, gênero e idade.

Desde que a Disney comprou a LucasFilm, em outubro de 2012, era apenas uma questão de tempo a saga voltar para as telas do cinema. Acredito que para muitos fãs, isso nunca foi uma grande preocupação e sim um alívio. Quando J. J. foi anunciado como o diretor e co-roteirista do longa, as esperanças cresceram ainda mais e iluminaram todos os corações nerds. Então o tempo passou, chegamos a 2015 e fomos a estreia de uma das melhores franquias já idealizadas. E uma coisa é certa, não houve espaço para decepção. O longa apresenta sim alguns erros aqui e outros erros ali, não vou mentir para vocês, mas tudo aquilo que sempre esperamos de Star Wars foi realizado da melhor forma possível para os tempos modernos.

No todo, Star Wars VII é um ótimo filme. Repleto de acertos, o longa faz jus a trilogia original – aquela da década de 70 – e é notável a inspiração direta em A Nova Esperança, trazendo de volta toda a essência do que foi criado por George Lucas – e a ele só temos a agradecer por isso. Porém, ao mesmo tempo, existem algumas falhas, pequenas, daquelas que quanto mais você reflete… mais evidentes elas ficam. Nada melhor então do que usar esse espaço para explorar tudo sobre esse novo filme, seja o melhor lado, o pior lado e até mesmos os mistérios que acabaram ficando para os próximos episódios da saga.

AVISO: Nenhuma informação do universo expandido oficial foi considerada. Existe várias explicações sutis que estão em livros, quadrinhos, games e em qualquer outro material de Star Wars, porém o que está nos filmes é sempre o que mais vale. Por este motivo, toda a discussão aqui criada será desconsiderando qualquer material fora dos cinemas. Esteja a vontade para contribuir com a postagem, caso tenha conhecimento sobre o novo universo expandido, nos comentários.

Os grandes acertos de Star Wars VII: O Despertar da Força

Star Wars VII acertou em tantas coisas que é até complicado pontuar. Há certamente três maiores destaques no filme que fazem dele o melhor: os protagonistas, a fotografia e a nostalgia. A equipe de protagonistas do longa é sinceramente o que mais funciona. Os novos personagens possuem características bem definidas, apresentam uma linha de evolução clara na trama e são cativantes pela forma como eles atuam – os atores e as atrizes escolhidos, aliás, contribuem bastante para isso. A volta dos antigos personagens acontece de forma natural, eles estão na linha de equilíbrio, não chegam a se destacar completamente, porém tem os seus momentos de glória. Talvez tenha sido o melhor jeito de transmitir “olhem, esse é o mesmo universo, mas daqui para frente é uma nova história com novas pessoas”.

Somado aos personagens, está a fotografia e o figurino. Eu não tenho nem palavras para descrever o quanto as composições visuais do filme são fascinantes. Se você já assistiu ao filme mais de uma vez, assim como eu, foi capaz de notar algumas sutilezas que compõe todos os cenários do longa, criando um universo deslumbrante aos olhos. Nessa, J. J. Abrams acertou fácil. Quando os efeitos práticos conversam tão bem com o elenco e o cenário no todo, é uma sensação de realização completa que faz esquecer o excesso de efeitos visuais que foram utilizados no prelúdio. Por várias vezes, o espectador consegue notar um universo de coisas que realmente se tornam palpáveis, como se tudo existisse de fato.

Acredito que na condução do longa, o melhor sobre Star Wars VII é não ter medo de ser Star Wars. Você não se sente deslocado e vários detalhes que identificam a essência da franquia estão presentes. Algumas coisas no Universo Star Wars sempre pareceram muito toscas, como por exemplo a ineficiência dos Stormtroopers ou situações completamente aleatórias e esquisitas acontecendo em meio aos cenários. E nesse filme, não há o medo em trazer isso de volta. Assim como não há o medo de abusar dos efeitos práticos. O castelo de Maz Kanata é uma das melhores composições do longa, repleta de vida ainda conseguindo lembrar os bares clássicos da trilogia original.

Daisy Ridley, a melhor protagonista feminina dos últimos anos

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A mais nova paixão da cultura pop. Simplesmente adorei a personagem e você vai adorar também.

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A mais nova paixão da cultura pop. Simplesmente adorei a personagem e você vai adorar também.

Daisy Ridley. Está aí um nome que surpreendeu a muitos este ano. Ridley é uma jovem atriz iniciante com apenas 23 anos, com poucas aparições aqui e ali principalmente em séries de televisão, e provou o seu valor logo em seu primeiro longa-metragem que, ao mesmo tempo, também foi um dos filmes mais aguardados do ano. Não há como terminar de assistir Star Wars VII sem pensar que Rey, a personagem interpretada por Daisy Ridley, é uma das melhores coisas sobre o filme. Uma guerreira que se encaixa completamente com a mitologia criada no Episódio I, com Anakin Skywalker, e no Episódio IV, com Luke Skywalker. Ela é a protagonista herdeira do peso que Anakin e Luke tiveram, conseguindo obter total sucesso em sua execução. Diante isso, não há como não pensar que ela deva ser herdeira direta de Luke, o filho que também era parecido com o pai.

Rey é uma personagem misteriosa e é bem provável que a maioria desses mistérios sejam resolvidos no Episódio VIII ou, até mesmo, no IX. Durante todo o marketing executado sobre o filme, desde o princípio de sua divulgação, Rey foi a personagem que mais chamou atenção – e, quem me acompanha, já sabe o quanto eu sentia que ela era o verdadeiro Despertar da Força. Mesmo sendo apresentada aos espectadores, tudo que cerca Rey ainda é nebuloso. São tantas questões que podem ser levantadas, principalmente quando o assunto é sobre o seu passado. A jovem foi abandonada ainda criança no planeta Jakku por seus pais, até então desconhecidos. Por que ela foi justamente para Jakku? Por que ela consegue dominar a força sem o mínimo de treinamento? Perguntas que pairam sobre os fãs para deixar aquele gostinho de “quero saber mais sobre essa mulher” nos próximos filmes.

A participação de Rey no filme é revigorante, a cada segundo com a protagonista o espectador consegue se manter mais e mais entretido. Não preciso nem mencionar o quanto é emocionante a primeira vez que Rey usa o sabre e o filme apresenta uma das melhores cenas de combate da trama. Isso acontece no terceiro ato e chega a surpreender parcialmente, mostrando que talvez ela venha a ser a maior Jedi que já existiu na Galáxia. Convenhamos, a garota simplesmente domina a força de tal forma que não necessitou de nenhuma espécie de treinamento específico. Embora isso tenha incomodado muitos fãs, não vejo tantos motivos para tal alvoroço. Fãs da saga sempre quiseram um personagem overpower, que resolve tudo por ser bom em tudo. Anakin era assim. Acredito que talvez o verdadeiro incomodo para alguns fãs foi o fato de ela ser uma mulher.

Preciso ressaltar, que há muito não se via uma protagonista retratada da forma como Rey foi desenvolvida. Tudo bem, 2015 foi o ano das mulheres. Tivemos Furiosa e Jessica Jones, por exemplo, que se enquadraram em um novo nível de representação feminina no mundo do entretenimento, mas não algo que funciona tão bem quanto aconteceu em Star Wars VII. Ao sair do cinema você tem a sensação de que Rey é uma personagem transparente e completamente independente – o filme, aliás, em vários momentos brinca com isso, quando Finn tenta ajudá-la. Rey é a exaltação da mulher sem fragilidade e independente. Para uns um retrato exagerado para seguir cartilha feminista, para mim apenas uma consequência da vida que ela teve e isso conversa completamente com a personagem. Ela simplesmente foi abandonada como criança em um planeta inóspito e barra pesada, era de se esperar que Rey soubesse se virar melhor que os mais experientes e assim aconteceu.

Quanto a sua importância para o cinema no todo, ela é tudo que os filmes precisavam. Para ter uma ideia, a protagonista passa com folga no Teste de Bechdel. Aos que não sabem, esse teste foi criado pela cartunista Alison Bechdel e tem o intuito de avaliar como as mulheres são abordadas no cinema a partir de três critérios básicos: se há pelo menos duas no elenco; se elas conversam uma com a outra; se durante a conversa seja qualquer assunto que não seja sobre homens. Embora o teste não seja necessariamente sinônimo de “saber utilizar uma protagonista feminina” e eu o considere falho em certos casos, fica evidente que Star Wars o gênero de Rey em si é completamente indiferente, ou seja, ela simplesmente é o que ela é e tão boa quanto qualquer outro personagem.

Para um filme de tal proporção, ainda mais em um universo tão masculino – o universo da cultura pop, ter uma personagem feminina protagonista tão forte e bem construída é algo que simplesmente mostra não só ao cinema, mas ao ramo do entretenimento no todo, o potencial de construir personagens acima de tudo, que transcendam gêneros e que façam a representação ideal do melhor de cada um conforme o que for necessário demonstrar. Durante todos esses anos que a saga Star Wars cresceu nos cinemas, as mulheres jamais foram representadas como agora. Pode parecer chato insistir na ideia, mas Rey era tudo que Star Wars precisava. Querendo ou não, é uma completa transformação do que os Jedi representam para a nossa cultura.

Enquanto, logo na estreia da primeira trilogia, o público feminino se distanciava da saga por não encontrar uma personagem feminina em evidência – a não ser Leia, que nem ao menos demonstrou a manifestação da Força – agora a protagonista conversa diretamente com esse público que precisava e ansiava isso por tantos anos e, de quebra, funciona para todos os públicos. Arrisco dizer que Rey conquistou ainda mais importância nos cinemas que Ahsoka Tano teve para as animações. Ao sair da sessão, com todos os diálogos de Rey em mente, você percebe que a personagem é, de fato, o melhor sobre esse filme.

John Boyega, o perfeito alívio cômico que Star Wars precisava

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O traidor que vai conquistar você nos primeiros instantes em cena.

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O traidor que vai conquistar você nos primeiros instantes em cena.

Eu pareço ser uma pessoa exagerada, mas somente viso explorar o quanto certas coisas são impactantes. John Boyega foi simplesmente a sintonia perfeita para Daisy Ridley. Boyega é ótimo no que faz, conseguindo ser o alívio cômico ideal para o filme, além de ainda representar a “visão dos fãs” sobre tudo que o cerca – em vários momentos, isso fica nítido, por exemplo, quando ele se impressiona com as coisas que ele está realizando. Assim como Ridley, Boyega teve algum papel ou outro, mas nada que o destacasse. Agora, finalmente, esse quadro mudou e o filme lançou mais um protagonista que aguça a curiosidade.

Parece que Star Wars VII não apenas foi um grande marco para a cultura pop, mas também um filme com uma quebra de paradigmas hollywoodianos. Existem sim certos clichés na trama, mas apresenta uma fascinante protagonista feminina, como já discutido anteriormente, e soma esse feito a um co-protagonista negro. Sem dúvidas, a equipe de produção, a Disney e J. J. fizeram a melhor escolha que poderia ser feita. Finn, o personagem de Boyega, é um Stormtrooper que “acorda” do dia para noite e decide fugir o quanto antes para longe da Primeira Ordem, em seu caminho eis que Rey aparece e, de tão boa que é a sintonia entre os dois, ele permanece. Vemos um Finn que evolui e amadurece com o filme e um Finn que encanta por suas piadas e sacadas inteligentes principalmente nos momentos de tensão.

Ficou nítido que, em meio ao emaranhado da trama, Finn pode até ter uma história sobre a criança que ele era antes de ser capturado e treinado pela Primeira Ordem, mas não há um interesse em respostas pelo menos por agora. Sinceramente acredito que ele não tenha conexão com nenhum outro personagem conhecido e seja apenas mais um Stormtrooper. Não vejo motivo para criar fortes conexões com todos os personagens e Finn pode ser apenas alguém que está ali para fazer a diferença. Em suma, ele se qualifica como um aliado único que ainda tem muito a oferecer. E acreditem, a tendência do envolvimento dele e Rey se expandir é inevitável. Finn, claramente, se encantou por Rey, ao mesmo tempo em que ele, claramente, está na “friendzone” – não que esse termo exista. Embora seja cedo para investir em um relacionamento entre os dois, seria o relacionamento perfeito para trazer ao espectador a coragem que o cinema ainda não teve: um envolvimento inter-racial com dois protagonistas fortes. Ele sente algo pela Rey, mas a Rey não sente o mesmo por ele. Pobre soldado.

Oscar Isaac, o latino que faz a diferença

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Com um carisma incontestável, Poe Dameron é o tipo de personagem que você olha a primeira vez e pensa "esse cara é f#@!". É esperado que para os próximos episódios, ele cresça mais dentro da trama e também é o personagem ideal para trabalhar a imagem e o contexto da Resistência dentro das demais histórias do filme.

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Com um carisma incontestável, Poe Dameron é o tipo de personagem que você olha a primeira vez e pensa “esse cara é f#@!”. É esperado que para os próximos episódios, ele cresça mais dentro da trama e também é o personagem ideal para trabalhar a imagem e o contexto da Resistência dentro das demais histórias do filme.

No roteiro original, Poe Dameron não duraria muito tempo no longa. Segundo o ator, ele morreria de vez assim que ele e Finn tentassem pousar em Jakku, porém entre uma e outra adaptação do roteiro, J. J. Abrams e Lawrence Kasdan, decidiram manter o personagem. A escolha não poderia ser melhor! É engraçado que ao considerar todos os episódios anteriores, os melhores pilotos sempre foram os Skywalker. Anakin se destacava no prelúdio, Luke se destacou na trilogia original e parece que nenhum outro piloto treinava o suficiente para ser bom e representar a Aliança Rebelde. As coisas mudaram e Oscar Isaac fez a diferença, sendo o herói para a Resistência que não é um Jedi, olha só que milagre?!

BB-8, o droid que encanta a primeira vista

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A única crítica possível de fazer sobre o BB-8 é que: eu não tenho um.

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A única crítica possível de fazer sobre o BB-8 é que: eu não tenho um.

Se você, assim como eu, achava antes de ver o filme que era impossível criar um droid mais cômico e carismático do que R2D2 e C3PO, estava enganado. BB-8 é a minha mais nova paixão quando se trata de droids e acredito que seja a sua também. Sim, ainda existe aquele amor pelos clássicos, mas como não amar um robozinho que consegue ser tão expressivo e conversar tão bem com uma série de situações? A forma como o droid foi construído interage bem com o filme. Os momentos em que BB-8 dá um “joinha” para o Finn e quando ele fica triste com a notícia que Poe supostamente não havia sobrevivido, dizem tudo que é preciso ser dito.

Os grandes erros de Star Wars VII: O Despertar da Força

Star Wars VII foi bom, teve destaques, mas duas coisas incomodaram um tiquinho eu como grande fã da saga: a falta do “Espaço” e da criatividade. Se tratando de “Guerra nas Estrelas”, esse é o filme que menos conversa com o tema. O espaço em si parece estar mais distante nesse longa do que em qualquer outro, é tudo “muito próximo a superfície” e o filme ainda faz questão de lançar uma justificativa para tanto: “as naves não são detectadas perto da superfície”. Somado a isso, ainda existe a repetição exagerada de vários eventos que se equivalem ao Episódio IV: A Nova Esperança. Não que isso seja de todo ruim, mas a previsibilidade é uma muleta constante que acompanha o espetador enquanto o filme se desenrola. Parece que trinta anos depois nada mudou, tudo continua igual ao que era antes. Se fosse para considerar apenas esses dois pontos, diria que J. J. conseguiu trazer melhores resultados com Star Trek.

Primeira Ordem, a falta do contexto político estraga a sua execução

Star Wars não é necessariamente sobre política, mas é intrinsecamente sobre política. Embora a narrativa sempre tenha se concentrado na aventura dos protagonistas, o plano de fundo de Star Wars, em todos episódios anteriores, tinha suas essencialidades políticas, além de ser possível entender claramente as movimentações e objetivos tanto do Império quanto da Aliança Rebelde. Porém no Episódio VII, nada é discutido. Questões como: Por que o Império se transformou em Primeira Ordem? Como a Starkiller nasceu com o Império desmantelado? Por que a Starkiller assim como as Estrelas da Morte foi tão fácil de ser destruídas? São algumas dúvidas que funcionaram na trilogia original, mas agora não passam de repetição.

A falta de informação sobre a Primeira Ordem e o seu intuito perante a Galáxia, ao invés de deixar aquela sensação pavorosa de ameaça, não se provou suficiente para desmantelar o Império e dar temor ao espectador. Tudo o que sabemos é “achem o Luke, achem o Luke, achem o Luke agora!”. Talvez esse tenha sido um dos principais motivos pelos quais a destruição da República não tenha tido tanto impacto para o filme. Se isso tivesse acontecido nos episódios anteriores, quando George Lucas tomava conta, você como fã de Star Wars sabe o burburinho que teria provocado em toda a trama e todas as implicações políticas de ambos os lados.

General Snoke e Kylo Ren, os vilões da história

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Kylo Ren, embora repleto de mimimi adolescente, mostra um potencial na primeira cena que vai se perdendo ao longo do filme.

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Kylo Ren, embora repleto de mimimi adolescente, mostra um potencial na primeira cena que vai se perdendo ao longo do filme.

Há quem não tenha gostado de Kylo Ren, mas vejo um potencial no vilão. Logo em sua primeira aparição, em Jakku, quando Kylo segura o tiro de uma arma com a força, você pensa “MEU DEUS, esse cara é f#@!”. Kylo Ren começa bem, até ele tirar a máscara. Não sendo contra Adam Driver, mas falta muita atuação expressiva da parte dele. E para o personagem “perder” a máscara foi como trazer toda uma fragilidade desmerecendo o vilão. Um conflito que não se encaixou muito bem na história, pois é um conflito tardio. Indo além, se comparado ao Darth Vader, Kylo Ren parece alguém sem propósito dentro da Primeira Ordem, pelo menos o filme não deixa muito claro qual seria a importância de Ren se não fosse encontrar Luke.

General Snoke é um outro personagem no quadro dos vilões do filme que, em minha opinião, não se encaixa muito bem. Como alguém, aparentemente tão velho quanto ele, nunca se manifestou durante todos esses anos? Uma série de questões podem ser levantadas aqui. Alguns mistérios sobre o vilão foram tão bem guardados que atrapalhou o seu desenvolvimento dentro de toda a trama. Acredito que a solução era bem simples: um capuz. Trazer isso de volta a saga faria toda a diferença. Snoke não precisaria se expor por agora e todo mistério que insistiram em arrastar para o Episódio VIII seria mais plausível.

Roteiro, entrega demais e executa de menos

No todo, houve apenas dois momentos que frustraram minha experiência dentro do filme: as revelações antecipadas e a forma como utilizaram Luke Skywalker. Já era esperado que pelo menos um dos protagonistas fosse diretamente ligado a família Skywalker, até aí tudo bem. Mas, a forma como revelaram a informação, por exemplo, atuou como um spoiler dentro do próprio filme. Ao invés de criar um certo suspense ou aguardar a revelação para o momento em que Han visse o seu filho pela primeira vez no longa, General Snoke já diz de uma vez o nome de Han Solo, não dando nem tempo para se surpreender. Isso acontece por várias vezes durante o roteiro, aliás. A previsibilidade é uma constante que deixa o filme estável e retilíneo, mas sem tantas surpresas. Fora isso, a trama toda centralizada no Luke e ao mesmo tempo distante adiou todas as expectativas de saber “quem é Luke Skywalker?” para o Episódio VIII.

Nota Adicional: Esperemos que Homem-Aranha não esteja para Capitão América: Guerra Civil, tal como Luke Skywalker esteve para Star Wars VII.

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