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Cinema

Star Trek: Sem Fronteiras, Opinática

6 de setembro de 2016, POR

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Star Trek: Sem Fronteiras após um longo tempo de espera, em relação a sua estréia nos Estados Unidos, estreou no Brasil. E, neste universo, só existem três coisas das quais realmente me considero fã: Star Trek, Star Wars e Superman. Mas, será que o recente filme foi bom o suficiente em provar o valor da franquia? Vamos embarcar agora em uma reflexão, com o mínimo de spoilers possível!

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Um filme sobre família feito para famílias, que respeita os trekkers, faz jus a franquia e deixa a sensação de quero mais.

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Um filme sobre família feito para famílias, que respeita os trekkers, faz jus a franquia e deixa a sensação de quero mais.

Star Trek: Sem Fronteiras continua com a mesma premissa básica que funciona: a exploração espacial. Afinal, a franquia sempre foi sobre o capitão e sua tripulação. Desta vez, Justin Lin, o diretor responsável pelo longa, decidiu apostar em outra constante do universo Trek: a família. A aposta é certa e funciona. O isolamento no espaço é fundamental para provocar inúmeros pensamentos tortuosos, mas também é fundamental para criar laços inseparáveis dentro de uma tripulação.

“Laços familiares”, aliás, é uma vertente que Justin Lin domina. Sua maestria em revigorar a franquia Velozes e Furiosos, hasteando a bandeira “família” como premissa básica sobre como as coisas funcionam, prova o quão ele é competente para se encaixar no coração do universo Trek. O resultado não poderia ser outro, você como espetador se sente como parte da família a bordo da U.S.S. Enterprise. Há dois momentos no filme onde a Enterprise é a protagonista e o coração bate mais forte, mostrando nitidamente que ela também é um personagem e mais um membro da família. Seja você um trekker ou não, chega a ser inexplicável a afeição que é possível sentir por uma “simples” nave.

Em um universo onde tudo corre bem e a Federação domina a exploração espacial, conquistando a paz nos mais distantes pontos das infinitas galáxias, a trama visa explorar como a paz atraí o caos. E eis a nascente de uma proposta interessante, nos tirando do status quo onde “tudo está um caos e o herói precisa colocar a ordem” para “tudo está em ordem e… o que a gente faz agora?”. Quando Kirk, interpretado por Chris Pine, começa a se questionar sobre seu papel dentro da Enterprise como capitão é justamente sobre isso, ele não tem nenhum propósito quando tudo parece estar tão bem.

Nesse momento, entra o outro elemento da trama: o terrorismo. Um assunto em destaque na história mundial nos últimos tempos. E o que é o terrorismo senão a manifestação do caos em um ambiente pacífico para alcançar a “verdadeira” paz, propondo a liberdade sem governantes. Krall, o vilão do filme interpretado por Idris Elba, faz o papel do líder terrorista e não vê sentido na paz criada pela Federação por considerar tal paz uma farsa que deixa civilizações fracas, tomando como seu propósito destruí-la de dentro para fora.

A palavra “propósito”, aliás, é uma constante no longa. Diversas dúvidas sobre o propósito interior de cada personagem são levantadas, como por exemplo quando Spock, interpretado por Zachary Quinto, se questiona sobre seu papel como um Vulcano ou ainda quando Jaylah, interpretada por Sofia Boutella, tem a constante sensação de abandono. O grande desfecho do longa é onde todas as questões levantadas trazem como resposta o sentido que os fazem querer estar a bordo da Enterprise: a família. E, talvez, família seja sobre isso: encontrar um lugar do qual o seu propósito faça todo sentido. Já dá para perceber as inúmeras reflexões que o filme nos traz.

Outros pontos que pegam de jeito os fãs, são as referências e as homenagens que batem forte no peito. É bem provável que a assinatura de Simon Pegg no roteiro do longa tenha contribuído para que Star Trek: Sem Fronteiras alcance o status de filme mais nerd o ano. Além disso, o elenco contribuí bastante para que a “vibe” do filme seja envolvente, J. J. Abrams fez um bom trabalho, desde o primeiro longa da nova linha do tempo trekker, ao escolher os atores e atrizes certos para cada papel. Sem estragar as surpresas da trama, não há muito mais do que dizer que Star Trek: Sem Fronteiras é um filme que te faz sair com uma sensação de espírito muito boa da sessão.

Com sequências de ações bem elaboradas, ao mesmo tempo em que o excesso de informação visual possa causar uma certa confusão de foco no espectador, Star Trek até possuí falhas e adota soluções rasas como saídas fácies em alguns momentos da trama. É inegável que a sensação sobre o que você assiste transcende os aspectos técnicos. Talvez a maior “falha” da obra cinematográfica seja a sensação de vazio que cria durante seu encerramento. Como fã, posso adotar uma analogia que reflita bem as sensações transmitidas durante a sessão:

Star Trek respeita a franquia tal como um prato Masterchef respeita a gastronomia, ingredientes cuidadosamente elaborados, um visual deslumbrante, daqueles de dar água na boca, porém em uma porção que não mata a fome. A sensação se sobressaí assim que os créditos sobem, uma necessidade de mais, pois tudo que acabará de passar parece não ter sido suficiente.

Embora, meu coração tenha ficado com a sensação “quero mais”, foi suficiente para me dar uma paz de espírito missão cumprida ao longa provar o verdadeiro valor da franquia. No fim só tenho a dizer que Star Trek: Sem Fronteiras é um filme para curtir com a família, talvez um pouco mais valoroso para os trekkers como eu, mas igualmente divertido e envolvente para qualquer tipo de público. Se você ainda não foi aos cinemas, dê uma chance a obra. Se já foi, deixe nos seus comentários a sua experiência com o longa!

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