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Cinema

Quarteto Fantástico, Crítica

6 de agosto de 2015, POR

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Quarteto Fantástico estreou recentemente nos cinemas. Um filme sobre super-heróis que, infelizmente, não constrói nada sobre super-heróis. Ainda que seja um bom filme, comete pequenos erros que estragam toda a experiência. Veja a crítica!

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Quarteto Fantástico é um filme de super-heróis que não é sobre super-heróis.

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Quarteto Fantástico é um filme de super-heróis que não é sobre super-heróis.

Finalmente Quarteto Fantástico está de volta em um filme que poderia ser uma das maiores bombas cinematográficas da FOX. Josh Trank é quem assina a direção do longa e mostra o quanto ainda precisa amadurecer, e muito, nos bastidores de hollywood.

O roteiro é assinado por Simon Kinberg, em colaboração com Jeremy Slater e com o próprio Trank. Kinberg é um bom roteirista, escreveu bons filmes como X-Men: Dias de um Futuro Esquecido e Sherlock Holmes, e outros não tão bons assim, como X-Men: O Confronto Final.

Apesar de Simon elaborar a história, um dos elementos mais evidentes na película é a presença de Trank. A execução do longa apresenta um gosto amargo enjoativo na construção de personagens mal executada e uma sensação de estar mais para uma visão Poder Sem Limites – do mesmo diretor – do que para um enredo sobre uma equipe de super-heróis que vieram dos quadrinhos.

Quarteto Fantástico apresenta os personagens clássicos já conhecidos de muitos fãs dos quadrinhos, com apenas algumas mudanças. Reed Richards, o gênio – interpretado por Miles Teller, Johnny Storm, o engraçadinho – interpretado por Michael B. Jordan, Ben Grimm, o amigo – interpretado por Jamie Bell – e, por fim, Sue Storm, a mocinha – interpretada por Kate Mara. Também há o grande vilão Doutor DestinoVictor Von Doom, o invejoso – interpretado por Toby Kebbell.

A trama se inicia com Reed Richards ainda criança, mostrando sua genialidade ao produzir uma máquina capaz de teletransportar objetos para algum lugar, até então, desconhecido. Enfrentando as dificuldades de lidar com sua “nerdice”, o único que apoia Richards é Ben Grimm, que acaba se tornando o seu melhor amigo.

Anos depois, Reed é convidado para participar de um projeto dentro de uma instituição cientifica, bem semelhante ao que havia elaborado enquanto criança. Lá ele se junta a novos personagens que também participam do projeto: Victor Von Doom, Sue e Johnny Storm.

Juntos, mais precisamente por conta das soluções de Reed, eles acabam encontrando uma alternativa para possibilitar que humanos realizem viagens, de ida e volta, até uma outra dimensão – descoberta pela máquina de Reed enquanto criança. É claro que com uma ideia tão promissora, muitos vão desejar roubar o projeto de pesquisa. É o que acontece.

Porém, antes que a instituição retire os sonhos da turma, Reed, Doom e Johnny decidem utilizar da máquina ilegalmente. Neste momento, há uma das maiores falhas do roteiro, onde sabe-se lá o porquê, mas ao invés de Sue ir junto com eles, uma vez que ela participava do projeto também, do nada Ben aparece e “rouba” o lugar dela.

Sobrando ao roteiro futuramente explicar como Sue ganha poderes, se perdendo em uma solução preguiçosa. A partir de então, o grande vilão do filme começa a entrar em ação, com motivações tão óbvias que o espectador descobre assim que conhece Victor em cena.

O enredo não chega a ser ruim, a solução utilizada para não realizar a viagem espacial funciona e muito bem. Além disso, apresenta aspectos minuciosamente científicos, remetendo-se a uma das principais essências da equipe nos quadrinhos. O que incomoda são os caminhos preguiçosos, como a construção simplória do vilão e a velocidade da trama ao perceberem que é um filme sobre heróis e não apenas sobre cientistas.

O novo Quarteto Fantástico é, sem dúvidas, superior aos outros dois em aspectos de modernidade. Possuindo uma excelente equipe de produção, com efeitos de qualidade e alguns visuais bem elaborados. Claro que há algumas falhas, enquanto a equipe elabora um Coisa que realmente parece uma Coisa de pedra e incrível, destroem o Doutor Destino transformando, visualmente, em uma aberração muito mal executada.

O elenco não consegue ser o pior, mas está longe de ser o melhor. Miles Teller e Jamie Bell conseguem se dar bem em cena, enquanto Teller trabalha mostrando-se um verdadeiro gênio, Bell consegue mostrar o quanto é o verdadeiro amigo e garante bons momentos.

Por outro lado, Michael B. Jordan apenas tenta ser o engraçadinho, Toby Kabbell adota os trejeitos mais clichés para suas motivações e Kate Mara é simplesmente “a excluída” da trama, não se dando nem o esforço de brilhar nos poucos momentos em que ganha prioridade – não que seja culpa apenas dela.

Um dos maiores erros da obra foi a escolha do tom e do ritmo executados por Trank. Fica evidente que a equipe desejou trazer para a franquia um tom realista e cientifico, semelhante a Homem de Aço em alguns pontos, mas se esqueceu que era um filme sobre super-heróis. Ao mesmo tempo em que aproveitaram o lado sci-fi do Quarteto, mas se esqueceram do lado família e da ação.

Dessa forma, a trama se transforma em uma verdadeira enrolação que tenta mostrar o quanto está fazendo bem em construir seus personagens, mas depois de, praticamente, uma hora e meia tenta entrar para a ação heroica mal executada e planejada, até que se encerra do nada e apresenta mais enrolação – desculpe, mas é como chegar ao clímax “só que não”.

Trank desejou demonstrar uma introdução aos personagens do Quarteto, uma introdução que levou tempo demais e por conta disso estragou toda a experiência do filme. Um filme sobre heróis não precisa ser um filme com ação desenfreada, mas precisa ser um filme com heroísmo e tensão. A ausência desse detalhe irá afetar, certamente, a bilheteria e a continuação do longa.

Por fim, a percepção que fica é que Quarteto Fantástico é um excelente longa sci-fi que sabe trabalhar em construir alguns, e não todos, personagens. Mas, também, é um péssimo filme do gênero de super-herói – se é que existe esse gênero – que faz com que os fãs não reconheçam o verdadeiro Quarteto Fantástico dos quadrinhos e os personagens se tornem genéricos.

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  • eu cretino

    Boa resenha viu? Ta difícil ver alguém falar desse filme de forma imparcial, meus parabéns. Agora em relação ao filme……….só de ser mais sci fi do que heróico já me motiva mais a ve-lo. Acho um saco o lance do quarteto ser uma família.

  • Obrigado!! Esse filme é algo como ou você gosta ou não gosta hahahaha depende do que é prioridade, como gosta de sci-fi então vai curtir o filme!

  • eu cretino

    Como eu to na vibe de sci fi desde que comprei minha mega TV smart 3D então só quero saber de filmes assim, além do que eu sempre esperei que o quarteto fosse nesse estilo desde que foi anunciado,mais ficção científica que heroísmo

  • eu cretino

    O vilão do quarteto tinha que ser o aniquilador e a luta do filme deveria ser os quatro contra as hordas da zona brasileira….não péra…….da zona negativa………… Aí daria pra fazer no estilo o destino de Júpiter

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