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Cinema

Planeta dos Macacos: A Guerra, Opinática

7 de agosto de 2017, POR

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Três anos depois de Planetas dos Macacos: O Confronto, a franquia está de volta em seu encerramento com Planeta dos Macacos: A Guerra – que estreou dia 3 de agosto em terras nacionais. Em tempos onde há uma tendência de que trilogias não sejam as melhores, eis o segundo título capaz de quebrar esse paradigma – não podemos esquecer de Toy Story. O longa nasce não apenas para encerrar brilhantemente um único grande história construída em três filmes, mas também emocionar o espectador em um nível impressionante e inesperado. Veja a minha opinática sobre o longa!

Era 2011 quando lançou o primeiro longa, bem em uma época que começou a se intensificar a “era dos reboots e remakes”, a franquia fez diferente. Tal como Star Trek, não era um reboot que compromete a história original, tornando-se um reboot preparado para contar como a história chegou até aquele ponto. Foi quando Planeta dos Macacos provou o seu potencial para fazer a diferença. Agora em seu terceiro longa, Matt Reeves – diretor do longa – encerra uma grande história desenvolvia em três arcos, um para cada filme, acompanhando cada parte da vida de César – interpretado por Andy Serkis.

A guerra iniciada no segundo filme continua, os humanos com a insistência de eliminar os macacos e, principalmente, seu líder César. Do outro lado, os macacos procurando seu espaço para se isolar e evitar mais confrontos. Enquanto o segundo longa se preocupava em deixar o espectador dividido entre humanos e macacos, a construção deste terceiro foca em torná-los cada vez mais distantes e colocar a humanidade em um lugar que sempre esteve: a sua incapacidade de ser evoluída. É quando Caesar passa a ser adormentado pelo espirito de Koba, que o faz questionar se os humanos merecem mesmo a compaixão dos macacos.

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Em Planeta dos Macacos: A Guerra, César está preparado para aceitar que os humanos não merecem compaixão, mas ainda há muito o que aprender em sua jornada.

É interessante como o filme constrói a sua história. Os protagonistas são os macacos e a humanidade deixa de ser uma dádiva humana. Existem várias discussões no longa que podem ser exploradas, sejam elas sobre preconceito, evolução, humanidade e dominação. Como em toda guerra, existe a raça julgada como inferior e aquela que se acha superior apenas por ser humana. É engraçado como o longa mostra, nas entre linhas, que ambos poderiam coexistir em harmonia – uma vez que a dizimação humana não é exatamente culpa dos macacos… mas as falhas humanas representam a nossa decadência em um mundo onde não sabemos como continuar evoluindo com um vírus incombatível. Nesse processo, é muito difícil para o espectador não ter uma torcida sincera contra a própria espécie.

De todos os acertos em tela, uma das coisas mais fascinantes é a linguagem adotada por Reeves – parecida com a do segundo longa, também dirigido por ele. Quando voltamos no tempo, no primeiro longa, todo roteiro estava concentrado no dialogo humano; No segundo era intencionalmente dividida a disputa por diálogos entre o grupo de humanos e o grupo de macacos; E, agora, no terceiro a comunicação dos macacos torna-se o protagonismo do roteiro. O melhor sobre isso é que, de 2011 para cá, a tecnologia deu um salto impressionante. Assistir ao primeiro longa comparado a esse torna-se nítida a diferença visual de cada macaco, mas principalmente nos detalhes de suas expressões. Por vários e vários momentos o roteiro utiliza apenas expressões, olhares e emoções para dizer muito sem falar nada e esse é um dos grandes destaque do longa – existem cenas que param por vários instantes em um único olhar que diz tanto sobre tudo, criando uma conexão inesperada e cativante.

Não há como sair da sessão sem se sentir tocado de alguma forma pelos acontecimentos ao longo do filme. Planeta dos Macacos: A Guerra trabalha bem com as suas 2 horas e 22 minutos em tela, tudo tem o seu tempo, tudo tem a sua construção e são pouquíssimos os momentos em que a história segue um pouco mais acelerada – como acontece na transição do segundo para o terceiro ato do longa. A preparação de cada personagem também é uma das coisas que mais chama atenção, é como se o espectador tivesse, de pouquinho em pouquinho, o prazer de poder digerir não apenas cada ato do longo, mas também se relacionar com cada evento que acontece, sentindo no peito o impacto disso.

Acredito que esse tenha sido um dos primeiros longas que prova que a captura de movimentos é só uma mascara onde os atores e atrizes são a peça fundamental para que as emoções sejam transmitidas de uma forma tão intensa e natural a seus espectadores. Chega a ser visceral a experiência de conseguir olhar no fundo os olhos dos macacos e entender o que eles estão querendo dizer. No todo, o peso das atuações em Planeta dos Macacos: A Guerra é algo admirável. Andy Serkis e Karin Konoval – que interpreta Maurice, por exemplo, são fenomenais, não há nem palavras para descrever a forma como eles dão uma vida única aos macacos. Algo que surpreendeu a mim, como espectador, foi a inserção de um alívio cômico com o personagem Bad Ape – interpretado por Steve Zahn – com um drama e conflito interno de provar alguns risos nervosos e preocupados. Do outro lado, o núcleo humano tem dois grandes destaques a jovem Nova – interpretada por Amiah Miller – e o Coronel – interpretado por Woody Harrelson. A menina – que já está crescida no longa original de 1968 – representa a regressão humana em sua forma mais primitiva e inocente – os novos macacos – e o Coronel exímio objeto para mostrar a decadência da humanidade e do homem civilizado.

Comparado aos dois primeiros longas, até o momento com 24 dias já em cartaz no âmbito mundial e geral, Planeta dos Macacos: A Guerra apresenta um desempenho um pouco inferior e abaixo do esperado. Mas, talvez, tenha alguns motivos e entre eles: o filme ainda não teve a sua estréia na China – marcado para 15 de setembro apenas; o filme não teve 1 quinto de tempo de estréia em relação aos seus predecessores; e, por fim, é o único dos três que se conecta mais com os realmente apaixonados pela franquia, principalmente devido a participação mais ampliada dos macacos, a exemplo o primeiro ato por completo há pouquíssimos diálogos falados, tudo acontece através de expressões. Mas, ainda sim, não falha como recomendação para os apaixonados e não apaixonados pela franquia. É uma grande experiência cinematográfica com cenas vislumbrantes e profundidade dramática que toca na alma. Planeta dos Macacos: A Guerra é o típico filme que está ali para entreter em um mundo totalmente ficcional, mas que se leva completamente a sério. Faz você acreditar em sua possível existência.

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