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Cinema

Existe excesso de filmes de super-heróis?

15 de setembro de 2015, POR

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Existe atualmente uma grande produção de filmes de super-heróis em Hollywood, mas, não só isso, também há uma grande produção de blockbusters que operam em reviver ideias já utilizadas. Será que o excesso dos super-heróis existe? Ou há algo além disso? Descubra agora!

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O problema são os filmes de super-heróis ou a falta de inovação dentro do gênero para manter o público empolgado?

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O problema são os filmes de super-heróis ou a falta de inovação dentro do gênero para manter o público empolgado?

Uma coisa precisa ficar bem clara, para eu, você e todos nós nerds: quanto mais, melhor! Qual de nós não adora sentar em uma sala de cinema e assistir filmes adaptados dos quadrinhos que tanto amamos, não é mesmo? Mas… Em cinema, costumamos ser a grande minoria. Os filmes são feitos para o grande público, um público moldado pelo HYPE que atua massivamente nas bilheterias, trazendo os grandes sucessos e ultrapassando faixas de 1 bilhão de dólares.

Como já exposto em artigos por aqui, em a Crise dos Blockbusters e 5 formas de evitar isso, chega um momento que o público cansa, literalmente enjoa. Não é um caso a parte, não é uma exceção a regra, é um fato agregado a natureza humana. Quando alguém é bombardeado por “mais do mesmo”, sem relação a algum tipo de vício, cedo ou tarde essa exposição se torna cansativa, é o momento em que a bilheteria começa a despencar e os estúdios deixam de apostar no gênero.

A popularidade da Marvel Studios criou um HYPE tremendo, fazendo com que o cinema mudasse toda a sua concepção e entrasse em uma nova fase: a fase das adaptações. Chega ao ponto de ser possível afirmar que a temática super-heróis, atualmente, é um novo gênero cinematográfico. Dessa forma, Hollywood está a todo vapor, com dezenas de lançamentos nos próximos anos, ansiosa pelos bilhões acumulados em bilheterias que o gênero proporciona.

E, nesse momento, os riscos aumentam e a crise começa a aparecer, sutilmente, entrelinhas. A crise dos blockbusters, alias, não é uma tese apenas defendida por mim – um mero qualquer diante deste vasto mundo – mas também pelo aclamado Steven Spielberg. Spielberg tem experiência de anos na indústria cinematográfica, ele observou gêneros se erguerem e também falirem. É um processo natural do cinema. Sendo assim, nas palavras dele:

“Haverá uma implosão – ou uma grande crise. Haverá uma implosão, onde três, quatro, ou meia-dúzia de filmes de grande orçamento irão fracassar, e isso irá mudar o paradigma”.

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Steven Spielberg sabe que as mesmas ideias, cedo ou tarde, enjoam.

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Steven Spielberg sabe que as mesmas ideias, cedo ou tarde, enjoam.

Mais adiante, em uma outra entrevista, ele estendeu o tema e profetizou a realidade acerca dos filmes de super-heróis:

“Nós estávamos lá quando os filmes de faroeste morreram e chegará um tempo em que os filmes de super-heróis seguirão pelo mesmo caminho que dos filmes de faroeste. Não quer dizer que não haverá uma época em que os faroestes irão voltar e os filmes de super herói também voltarão. É claro [que isso vai acontecer], mas agora os filmes de super-herói estão vivos e prósperos. Eu apenas estou dizendo que esses ciclos têm um tempo finito na cultura popular. Chegará um dia em que essas histórias mitológicas serão suplantados por algum outro gênero que possivelmente algum jovem cineasta está pensando em descobrir para todos nós.” Fonte: Adoro Cinema.

O que Steven Spielberg aponta conecta exatamente com a essencialidade humana, os ciclos finitos de fases que passam diante as nossas vidas. Uma prova que de as coisas começam a esfriar a partir de um dado momento é a diminuição do HYPE nos dois últimos filmes da Marvel Studios: Vingadores: A Era de Ultron e Homem-Formiga. Resultados que deixaram a Walt Disney Company descontente, ocasionando as mudanças dentro do estúdio Marvel.

Mas, por que o HYPE começou a diminuir? A resposta para esta pergunta é a grande chave para que a crise não atinja em cheio o gênero. Chris Evans, inclusive, debateu a afirmação apontada por Steven Spielberg. Alias, não sei se propositalmente ou naturalmente, Evans ressaltou um detalhe fundamental para que os blockbusters não comecem a ser mais do mesmo. Veja o que ele afirmou:

“Eu certamente acho que, devido ao fato de que a tecnologia finalmente avançou, eles [o público] estão sempre em busca de outros filmes que irão suprir suas necessidades tecnológicas. Qualquer filme que consiga incorporar esses personagens maiores do que a vida e esses enredos e locações fantásticos vão interessar a audiência. Seja um filme de super-herói ou um filme de fantasia em geral.

Você pode pensar em Jason Bourne como um super-herói. Você pode pegar um filme de super-herói e deixá-lo bastante realista – foi isso que os diretores Joe e Anthony Russo fizeram muito bem em Capitão América 2: O Soldado Invernal. Alguns filmes de super-herói parecem filmes de super-herói. Os filmes dos irmãos Russo quase soam como histórias humanas com toques de super-heróis. Enquanto os diretores continuarem reinventando o sabor, a abordagem e o tom o público continuará consumindo filmes de super-herói.” Fonte: Adoro Cinema.

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Chris Evans, curiosamente, aponta como solução a estratégia utilizada pela concorrente.

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Chris Evans, curiosamente, demonstra como solução a estratégia utilizada pela concorrente.

Inovação. Essa é a resposta! Incrivelmente a afirmação de que os irmãos Russo fizeram um filme além do gênero, voltado para o realista, é o principal objetivo dentro da concorrente: a DC Comics, vulgo Warner Bros. Isso entretanto é algo que não acontece dentro de todos os filmes Marvel, sendo apenas uma exceção a regra. Sabemos que a Marvel Studios se volta para uma construção mais família de seus filmes, mas esse não é o problema. O maior erro da Marvel, no momento, é utilizar a mesma fórmula de sempre em todos os seus filmes.

A Marvel Studios é ótima em introduzir novos personagens dentro do seu Universo Cinematográfico, mas ao utilizar a estrutura repetitiva da fórmula Marvel em todos os seus filmes, ela abre a porta para cansar o público e gerar o processo que Spielberg – e eu, vamos dar crédito a mim também – apontou. Enquanto os filmes, os personagens e suas interações, eram novidades o HYPE era massivo, mas quando se mostrou o mesmo de sempre – como aconteceu em Vingadores: A Era de Ultron – começou a ocorrer a quebra da vibração por parte do grande público – veja bem, nós nerds adoramos conhecer Ultron nos cinemas, mas para o público além de nós só foi mais um vilão que não conseguiu ser diferente.

Ser diferente. Esse é o grande lance. E apresentar novidades garante a diferença. É um dos motivos pelos quais a DC Comics poderá se sair melhor nos próximos anos. Enquanto a maioria das pessoas já sabem o que esperar dos filmes da Marvel que, sendo mais do mesmo perdem sua força, a luta entre Batman vs. Superman e um time de super vilões com presença do Coringa se saem muito melhor no quesito novidade. E é justamente disso que o público precisa e é isso que o público quer.

Sendo assim, enquanto Hollywood pensar no cinema como várias fórmulas que precisam ser seguidas a risca – reboots, remakes, adaptações, etc – o caminho para a crise fica ainda mais próximo. E quando o grande público chutar o balde, com a bilheteria despencando, a correria será intensa para tentar trazer inovações imediatas ao cinema, sendo tarde demais. Desse forma, eu posso seguramente afirmar que: não existe um excesso de filmes de super-heróis, mas sim um excesso de mesmas ideias, com as mesmas fórmulas, que não se inovam e acabam enjoando o público!

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