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Cinema

Deixa Rolar, Crítica

1 de agosto de 2015, POR

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Deixa Rolar estreou em território nacional em 11 de junho de 2015. Uma comédia romântica que não é uma obra de arte, mas consegue garantir um bom entretenimento aos espectadores, principalmente aos apaixonados. Veja a crítica!

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Um bom filme para assistir em uma noite de sábado com a pessoa amada.

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Um bom filme para assistir em uma noite de sábado com a pessoa amada.

A comédia romântica é um gênero repleto de clichés. Grande parte dos filmes do gênero apresentam-se como uma receita de bolo. Alguns ingredientes principais, o mesmo modo de preparo e o resultado de sempre: amor a primeira vista, busca pela conquista da pessoa amada e um final feliz.

É particularmente difícil que uma comédia romântica consiga se tornar uma obra de arte, e não é diferente com Deixa Rolar. Ao mesmo tempo, é particularmente fácil que uma comédia romântica consiga cativar, tirar alguns sorrisos e se tornar confortável para o entretenimento do espectador.

O longa não é repleto de grandes nomes na equipe de produção. Justin Reardon é quem assina a direção do longa, um nome não muito conhecido para um gênero muito fácil que ao longo da trama se tornou preguiçoso na execução, apesar de apresentar alguns momentos interessantes como a forma que as histórias são mostradas visualmente.

O roteiro do longa é da dupla Chris Shafer e Paul Vicknair, que escreveram apenas mais um filme: Before We Go, ainda sem nome em português, sem previsão de estréia e também com o astro Chris Evans. Shafer e Vicknair trabalham em uma tentativa de ironizar os clichés das comédias românticas e acabam caindo nos próprios clichés.

Na trama, narrada pelo protagonista, um roteirista – interpretado por Chris Evans – está sendo sufocado para entregar um roteiro de uma típica comédia romântica. O problema é que ele não acredita no amor da mesma forma como os filmes desse gênero transparecem. Mas, ainda sim, ele se sujeita a escrever o roteiro com a promessa de escrever outro para um filme de ação no futuro.

O narrador – Chris Evans, que surpreendentemente não tem nome no filme!? – então, por acaso do destino, acaba encontrando uma garota – interpretada por Michelle Monaghan, que também não tem nome a não ser sendo chamada de “ela”!? O resto já é bem previsível, e esse romance irá alterar a percepção do amor de C – vou chamá-lo assim.

É irônico, não? Um enredo que começa com uma proposta interessante como criticar o fato da vida não ser como um filme de comédia romântica, encerra mostrando que a vida é como um filme de comédia romântica. Enquanto alguns veem tal fato como um defeito do filme, e se o amor for mesmo desastrado como uma comédia romântica?

Em meio aos clichés, há grandes sacadas em Deixa Rolar. Por um lado, o verdadeiro protagonista do filme acaba sendo o amor. Ficando evidente nos diálogos, nas execuções e nas situações entre os personagens. É possível identificar toda a confusão que tal sentimento pode acarretar na vida de uma pessoa. Nesse ponto, o roteiro até é inteligente.

Porém, a história se complica ao colocar a discussão sobre relacionamentos no topo dos eventos de forma exagerada, como se batesse sempre na mesma tecla. Mas, a questão que fica é: o amor não é sobre bater, e continuar batendo, na mesma tecla até alguma coisa acontecer? Por vezes, sim.

A trama tenta explorar o ambiente de escritores como um mundo de imaginação que começa a entrar em colapso quando o amor floresce. Enquanto alguns elementos funcionam, outros não. Os relatos sobre o amor são divertidos. A personificação do coração de C é interessante. Mas, tudo é usado com muita repetição após o primeiro ato do filme.

O elenco consegue caminhar bem. Chris Evans é o protagonista e garanhão do filme, combina completamente com o papel e consegue realizar uma boa execução. A forma como Chris transparece, no gestual, sobre como o amor afeta seu personagem é interessante. Michelle Monaghan também é uma boa atriz para o filme, estabelece uma boa química com Chris e utiliza do mesmo gestual.

Já os demais atores e atrizes não tem um grande destaque em cena. Talvez, o longa se concentre tanto no amor como protagonista que esquece relativamente da presença dos outros personagens, tornando-os apenas importantes para que C descubra o que é o amor.

Por fim, Deixa Rolar é um bom filme, tem uma proposta interessante, tem seus melhores momentos e tem seus momentos medianos, consegue prender atenção e garante o entretenimento. Nos olhos certos o roteiro deixa a mensagem de que a vida não é como um filme mas o amor é como uma comédia romântica.

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