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Deadpool: A melhor coisa da FOX, Crítica

12 de fevereiro de 2016, POR

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Finalmente estreou o tão aguardado filme do mercenário tagarela! Após um longo tempo de espera, como adaptação, o filme cumpre todos os requisitos básicos para chegar ao mesmo nível em que estão todos os outros filmes de “heróis” da atualidade e agrega algum diferencial em sua identidade. Veja agora a crítica!

© Material de divulgação passível de direitos autorais.

Deadpool consegue conquistar o público pela zoeira.

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Deadpool consegue conquistar o público pela zoeira.

“Uma comédia politicamente incorreta e descompromissada”, seriam essas as palavras ideais para descrever o longa produzido pela FOX e não pela Marvel Studios – é importante ressaltar. Quando o projeto foi anunciado, um temor se instaurou entre o público e o quanto o estúdio influenciaria no processo criativo do longa, para a surpresa de todos, Deadpool recebeu aval para total liberdade criativa e garantiu sua classificação indicativa ideal para que fosse possível o máximo de fidelidade aos materiais dos quadrinhos e, nesse ponto, acertaram em cheio trazendo a essência do personagem como se ele ganhasse vida de fato.

Desde que foi iniciada a produção do longa, era notável o quanto todo casting, com destaque para Tim Miller, o diretor, e Ryan Reynolds, o próprio Deadpool e também produtor do longa, estavam engajados com o projeto. A empolgação tomou conta, a campanha de marketing abusou da zoeira em todos os idiomas e por meses já era esperado que a FOX conseguisse se redimir pelo personagem totalmente desfigurado em X-Men Origens: Wolverine. O resultado foi apenas um: ela conseguiu. Deadpool aparece nas telas do cinema com sua grande essência priorizada ao máximo: para ele, a zoeira never ends.

Na trama, o mercenário tagarela está atrás do grande vilão que fez dele o que ele se tornou. Para que o espectador entenda o objetivo da missão do mercenário, o enredo intercala momentos do presente com momentos do passado. É quando o espectador descobre que Wade Wilson era um mercenário maroto diagnosticado com câncer e, como nos próprios trailers foi possível perceber, ele parte em busca da cura se alistando em um programa secreto que permitirá que ele continue vivo. O objetivo da organização? “Acordar” o gene mutante adormecido em seu organismo e transformá-lo em um soldado escravizado.

Essa breve história de como Wade se tornou Deadpool é contada pelo próprio e exibida em flashbacks que alternam entre a trama principal, a sub-trama “pré-anti-herói” e o exato ponto em que elas se conectam. Uma história de origem como outra qualquer e apenas isso. Um dos pontos mais negativos sobre o roteiro é sua própria trama sintetizada demais a ponto de parecer que tudo aconteceu durante um dia e meio, aproximadamente. Não há muitos personagens, não há muitos cenários e não há nada de muito diferente do que foi divulgado e apenas por isso o longa não consegue garantir aprovação máxima nessa crítica. Talvez, o baixo orçamento do longa tenha resultado em uma versão simplificada do potencial que a história teria, isso infelizmente se tornou uma pedra no sapato.

Em meio ao enredo, há várias cenas de ações frenéticas, muita violência, muito palavrão, muita piada com as partes intimas e um grand finale, porém nenhuma novidade prática e visual. Aqui se encontra o perigo do marketing, o material de divulgação do filme já havia entregado todo o resumo, o suficiente para você não se surpreender com a maioria das cenas que aparecem. Porém, o que vale realmente a pena em toda duração do longa são as piadas e as referências sendo o suficiente para que você queira mais tempo em tela, além das contantes zoações do Deadpool e a quebra da quarta parede que funciona de forma excelente. Divertidas e bem colocadas, as piadas consegue interagir diretamente com o espectador, fazendo com que você se sinta ainda mais envolvido com a obra por elas estarem presentes. E se você buscar a fundo, o filme conta com mais de 100 easter-eggs.

Quanto ao núcleo de atuação, Ryan Reynolds é, sem dúvidas, o grande destaque do filme e não era para menos, além do ator se dedicar completamente ao projeto, seu talento possuí um tipo de característica peculiar que o torna bom em executar piadas de improviso. Para o Deadpool, é tudo que precisava ser feito. Embora os X-Men apareçam em segundo plano, ColossusNegasonic Teenage Warhead conseguem ser tão bem desenvolvidos que faz você querê-los imediatamente nos filmes dos X-Men. Do mais, Morena Baccarin cria uma química fantástica com Ryan e, por vezes, você realmente se sente dentro de um clima romântico à la Careless Whisper de Wham!, chegando a ser irônico o tanto que o tom do filme é diferente nesses momentos. E, detalhe adicional: todos irão se surpreender também com o cameo de Stan Lee.

Entre altos e baixos, quando os créditos e as cenas pós-créditos se encerram é notável que só um único elemento estava ausente para Deadpool ser ainda melhor: o orçamento. Tudo que representa o personagem das HQs está lá, como se as páginas dos quadrinhos ganhassem vida e é isso que faz a FOX acertar em cheio nesse projeto, mas faltou preenchimento para a história, não que chegue a ser preocupante. Aliás, com o sucesso do longa em bilheteria isso é algo que provavelmente será corrigido em sua continuação. Ainda sim, esse Deadpool termina como um filme que conquista sua posição no Top 3 melhores filmes dos mutantes.

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  • eu cretino

    Deixa como está, não deixa a fox tentar melhorar o filme, senão vai estragar ele

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