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Cinema

Animais Fantásticos e Onde Habitam: Opinática

21 de dezembro de 2016, POR

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A magia do universo de J. K. Rowling está de volta aos cinemas, esqueçam Harry Potter, o protagonista da vez é Newt Scamander – interpretado por Eddie Redmayne. E embora o longa não tenha o mesmo impacto do que a primeira vez que Harry Potter estreou nos cinemas, Animais Fantásticos e Onde Habitam conquista em ter sua própria personalidade e conseguir mostrar o potencial do mundo mágico. Veja minha opinática sobre o longa!

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A volta ao mundo mágico acontece uma história original totalmente escrita por J. K. Rowling. E não há como não se apaixonar pelo que foi construído.

Em 2001, quando Harry Potter e a Pedra Filosofal estreou no cinema estava em meus 8 anos de idade. Ao olhar para as mudanças tecnológicas, principalmente no meio da comunicação, 2001 parece ter sido mil anos atrás. Não era tão fácil quanto hoje descobrir novos lançamentos, talvez por esse motivo cada lançamento era uma nova aventura em ir ao cinema e assistir um longa sobre o qual você poderia não saber nada a respeito. Talvez por isso eram tão fácil que certas histórias fossem capaz de marcar gerações e da mesma forma que Star Wars marcou a vida de muitos com “que a Força esteja com você”, Harry Potter fez o mesmo papel com “Você é um bruxo, Harry”.

Ouso dizer que a magia nunca havia sido tratada daquela forma e, definitivamente, mudou a concepção de tudo que veio depois – em inúmeras tentativas de clonar o impacto que o universo de Rowling teve sobre o público infanto-juvenil. Eis que 15 anos depois, o universo mágico volta aos cinemas com uma história inédita e roteirizada por J. K. Rowling – que não havia roteirizado nenhum dos filmes antes. Apesar de ser fantástico e brilhante, é preciso aceitar que Animais Fantásticos e Onde Habitam não é capaz de ter o mesmo impacto de os demais filmes da saga – não chegando a superar, em bilheteria, nenhum filme do Harry Potter até o momento – onde fica claro que o longa se conecta apenas com quem já tem uma relação intensa com o universo bruxo e tem dificuldades em ir além disso.

Porém, é claro que o filme tem o seu valor. Newt Scamander é interessantíssimo e toda sua jornada tem um propósito claro. Chegando a cidade de Nova York com sua maleta, onde guarda uma coleção de animais fantásticos que coletou durante suas viagens, as coisas saem do controle e algumas criaturas escapam. Em meio a uma sociedade americana preconceituosa em relação aos bruxos e um Ministério da Magia que teme a sua exposição, Newt precisará capturar de volta suas criaturas sem chamar atenção.  E aqui a aventura se divide em dois arcos, um em que acompanhamos Scamander e outro que leva a um desfecho ainda maior que se estenderá as demais sequências do longa – que já tem quatro sequências oficializadas. Para quem ainda não teve a oportunidade de assistir, prefiro não expôr qual é a finalidade do grande arco do longa, mas logo na primeira cena várias manchetes de jornais são estampadas relatando a presença do maléfico Grindelwald – interpretado por Johnny Depp – o maior bruxo das trevas que havia antes de Lord Voldemort. Isso será de muito valor e importante para boa parte deste e das futuras tramas.

Animais Fantásticos e Onde Habitam procura trazer muito do que fora visualmente apresentado nos longas do Harry Potter. David Yates, que também dirigiu os quatro últimos longas da saga, resgata toda sua experiência com o universo mágico fazendo o espectador não sentir um distanciamento do mundo bruxo já conhecido. Embora, as contribuições de Yates não tenham sido as melhores onde, em minha concepção, foram incapazes de superar o que Chris Columbus fez à franquia nos dois primeiros longas da saga, aqui se provam úteis em criar o mesmo universo, porém fora da dinâmica escolar já conhecida.

Não há como deixar de comentar sobre o valor que J. K. Rowling agrega nas sutilezas de seu roteiro. Animais Fantásticos e Onde Habitam mantem o pé no chão contendo sua história apenas para o essencial. É a primeira vez que o mundo trouxa e o mundo bruxo colidem de tal forma que o mundo bruxo está completamente inserido no mundo trouxa e, não ao contrário, como sempre pareceu em Harry Potter – talvez por conta do “isolamento” em Hogwarts. É necessário relatar que a melhor forma de brincar com a colisão foi acrescentando a trama o personagem Jacob – interpretado por Dan Fogler, que realiza o papel que todo fã da saga gostaria de realizar: fazer parte do universo bruxo mesmo sendo um no-maj – ou como os americanos chamam os “trouxas”. A relação entre ele e Newt é espontânea e natural, onde não nasce qualquer incomodo ou preconceito por um ser bruxo e outro não – provando que existem pessoas capazes de se dar bem em suas diferenças. Em contraponto, Rowling explora a outra face da aceitação e amizade: o preconceito e o ódio. Preconceito esse que é essencial na trama de Percival Graves – interpretado por Colin Farrell – e Credence – interpretado por Ezra Miller.

Ao analisar o elenco de perto, não é possível perceber falhas, os personagens se equilibram dentro do contexto, se relacionam com o espectador e, talvez o mais importante, durante seu espaço para construção conseguem provocar sentimentos no espectador, pois permite que seja dado tempo ao tempo – talvez seja por isso que, eu e muitos, saímos apaixonados pela maioria dos personagens cujo destaque vai para Queenie, interpretada por Alison Sudol, e sua relação com Jacob. Como nem tudo são flores, há a problemática escolha do Johnny Depp para ser o novo icônico vilão da saga onde, diferente de Ralph Fiennes que interpretou Voldmort, não consegue se livrar dos seus trejeitos clássicos provando as chances de sua futura aparição ser mais do mesmo que sempre tem feito – é difícil desassociar Depp de qualquer trabalho que tenha feito, pois há incapacidade dele em se reinventar.

Qualquer fã do pequeno bruxo, irá se apaixonar pela experiência de ver um longa que se encaixa tão bem com o universo que esperamos de Rowling. E a maioria sairá de frente as telas do cinema cativado pela magia que somente alguém como J. K. Rowling poderia construir. O único ponto em evidência é que o filme terá dificuldades de se comunicar com os mais novos, aqueles que ainda não estabeleceram sua conexão com Potter, pois, embora seja uma história independente, o universo bruxo é apenas estendido e não magicamente apresentado, por isso os efeitos são distintos para quem já é um fã apaixonado e para quem ainda nem sequer é fã. Mas, talvez, seja excelente para abrir as portas de universo mágico ao dizer “aqui é só uma palhinha de tudo que você pode encontrar”. Recomendado a todos que adoram navegar por aventuras que encantam o coração, como essa encantou o meu.

Já assistiu ao longa? Relate a sua experiência nos comentários!

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